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Tag: EXAME

Enfrentamos, ao longo da nossa vida, muitas provações, testes e exames, boa parte deles decisivos para a aquisição e conquista de algum objetivo.

Quando uma pessoa busca habilitar-se pela primeira vez, passa por pelo menos 4 exames, sendo dois deles altamente influenciáveis pelas condições emocionais da pessoa: exame teórico-técnico e exame prático de direção veicular.

O primeiro, cujo objetivo é avaliar o conhecimento da legislação de trânsito, se dá através de questões de múltipla escolha, dentro de um tempo limite (no Rio Grande do Sul são 60 minutos), o qual exige um mínimo de 70% de acertos para aprovação.

Neste exame, percebe-se que o aspecto emocional surge, sobretudo na baixa auto-estima, pois alguns candidatos, sobretudo idosos e com baixa escolaridade, sentem-se incapazes de lidar com as exigências da prova, queixam-se do tempo ofertado, temem confundir-se no momento de marcar as respostas na grade oficial, dentre outros elementos que acabam aumentando o nível de ansiedade do candidato.

É verdadeira a necessidade de saber interpretar as questões, possuir o conhecimento prévio, adquirido, sobretudo no curso teórico-técnico, entretanto, percebe-se que a dúvida paira no pensamento de alguns candidatos que, pela sua história de vida, sentem-se ‘inferiores’, até mesmo ‘indignos’ de obterem a habilitação, apesar de virem, na maioria dos casos, por livre e espontânea vontade.

Cada caso deve ser analisado, porém, importante ao candidato que sente-se inferiorizado, seja por si mesmo, seja pela família ou sociedade (ou o que pensa sobre o que pode pensar a sociedade), deve ser resignificado, repensado e colocado sob novas perspectivas, sem desconsiderar as reais dificuldades, porém não dando a elas o crédito pelo fracasso.

Entretanto, é no exame de direção que os aspectos psicológicos contribuem para a reprovação do candidato. Aqui, em muitos casos, o candidato tinha as condições puramente técnicas em perfeita ordem, mas emocionalmente ainda não está devidamente empoderado da sua capacidade. O nervosismo, a ansiedade, são inerentes aos processos avaliativos em geral, mas na condução de um veículo, culturalmente temos mitos e discursos sociais que acabam aumentando a ansiedade, o medo e nervosismo durante o exame. A figura do Examinador de Trânsito, quando desvirtuada da sua real função, pode ensejar numa crença de que a função desse profissional é reprovar, e não avaliar. Muito comum a ideia de que a avaliação serve ‘pra passar’, a não como realmente um fator legal de análise das condições do candidato poder dirigir em via pública devidamente habilitado.

Outra crença irreal e que dificulta as pessoas, é o fato de que somente as 20 horas/aula, por exemplo, são suficientes. O processo de habilitação, que possui carga horária mínima, mas não máxima, é visto como uma coisa, um objeto adquirido, sendo que ao completar a carga horária mínima, mesmo com o Instrutor afirmando a necessidade de mais aulas, a maioria dos candidatos opta por fazer o exame, indo para a avaliação não preparado como deveria, reprova e acaba frustrando-se. Aliás, a baixa tolerância à frustração também é um elemento psicológico que dificulta, especialmente ao candidato que reprova quando tinha certeza de que estava pronto. Cai a casa e a pessoa sente-se frustrada, enganada, até mesmo com raiva de si, do Instrutor ou do Examinador.

Estes são alguns pontos importantes que dificultam o processo de formação e, especialmente, as avaliações. Apesar do sistema de formação necessitar ser revisto (opinião deste profissional), dentro das limitações inerentes a cada um de nós, estes pontos destacados no texto podem, num nível consciente ou até inconsciente, estar dificultando a aquisição da habilitação.

Por esse motivo e outros, é importante um acompanhamento psicoterapêutico durante o processo, na medida em que o Psicólogo, sendo especialista em trânsito, será capaz de auxiliar a pessoa/candidato nos aspectos que podem estar atrapalhando seu sucesso, sendo que se houver o engajamento seu e do profissional Psicólogo, há maiores chances de aprovação.

Procurar um psicólogo não quer dizer que você está doente, apenas de que deseja auxílio profissional para alcançar o objetivo, que neste caso, é a habilitação.

Tão importante quanto escolher um bom instrutor, é saber escolher um bom veículo para realizar suas aulas e obter sucesso em seu exame de direção. Ao escolher o carro o aluno deve se atentar para alguns pontos. Vejamos: 

Dê preferência a carros com direção hidráulica. Isso fará muita diferença na hora de você treinar manobras, principalmente baliza. Um carro que não tem direção hidráulica, além de desgastar fisicamente o aluno, com certeza prejudica muito na hora do exame. Imagine você fazendo uma baliza e fazendo um esforço enorme pra virar o volante. A sua cara de sofrimento certamente não passará para o examinador um aspecto agradável. Dirigir requer, dentre outros aspectos, elegância. Isso mesmo “ELEGÂNCIA”. Eu, particularmente, sei se uma pessoa dirige bem ou mal só pela elegância que ela apresenta ao dirigir.

Escolha carros com campo de visão (dentro pra fora) mais amplo. Entre no carro e olhe pra frente, pros lados e para trás. Observe se a visão de dentro pra fora é agradável. Tente não ficar esticando o pescoço para alcançar o que está tentando ver lá fora, isso é muito deselegante. Na minha opinião, os melhores carros neste quesito são: o Fiat Uno (modelo antigo) e o Chevrolet Celta. Estes dois têm um campo de visão ótimo e isso vai fazer muita diferença na hora de fazer uma baliza ou encostar paralelo ao meio fio.

Considere a potência do motor do veículo. Se o campo de visão é um fator relevante na hora de fazer uma baliza, a potência do motor também é fundamental na hora de arrancar com o veículo, principalmente em aclives (subidas). Neste quesito, o melhor carro é o Chevrolet Celta. É um carro leve e com um excelente potencial de arrancada em aclives. Muitas reprovações acontecem devido ao aluno deixar o carro morrer (interromper o funcionamento do motor) na hora de sair com o veículo nas subidas. Portanto, não deixe de analisar este importante quesito.

Exija carros em bom estado de conservação. Treinar e fazer exame em um carro em mau estado de conservação é suicídio. Com certeza você será prejudicado com isso e depois vai ficar culpando o veículo. O examinador não o eximirá da culpa caso o problema seja com o veículo. Portanto, escolha um bom carro. O seu exame consiste, inclusive, em saber avaliar o estado de conservação do veículo.

DICA – É importante você dirigir outros modelos de carros. Escolher um carro para treinar e fazer o exame de direção é, sem dúvida, uma regra fundamental para sua aprovação. Mas atente-se para o fato de você, após estar com sua habilitação na mão, precisar dirigir veículos diferentes, inclusive o seu. Já vi casos em que a pessoa, desde o primeiro contato com o “volante”, aprendeu no veículo do CFC (autoescola). Acostumou tanto com o veículo que ficou dependente dele. Resultado, a pessoa adquiriu sua habilitação e depois não conseguiu dirigir o seu próprio veículo.

Por fim, digo que a referência a algumas marcas e modelos de veículos não teve qualquer relação com merchandising (publicidade). A finalidade foi, única e exclusivamente, facilitar a compreensão dos leitores no que diz respeito ao conteúdo apresentado. Aguardo você para o nosso próximo encontro: “O MELHOR HORÁRIO PARA REALIZAR AS AULAS”. Fique ligado!

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