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Eleições Municipais e o Trânsito

Há exatos quatro anos escrevi sobre os absurdos praticados no trânsito durante o período eleitoral. Entretanto, de lá pra cá, nada mudou no comportamento das pessoas e as infrações de trânsito e os riscos à segurança continuam iminentes.

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Nas eleições tudo se pode no trânsito

O desrespeito à lei de trânsito é algo corriqueiro nas CARREATAS políticas e as regras básicas de segurança parecem não existir porque são simplesmente deixadas de lado. Eis que chegamos em mais um período de campanha para o executivo e legislativo municipal com os mesmos problemas.

O trânsito sempre foi relegado a segundo plano pela maioria das pessoas, mesmo aquelas que se utilizam desse espaço diariamente, tanto é que não poderíamos esperar dos nossos políticos uma postura diferente.

A indiferença sobre a segurança viária

No período das eleições, RARAMENTE algum candidato apresenta PROPOSTA a respeito desse tema nos limites de suas atribuições legais, apesar da sua importância.

Nas cidades que já estão integradas ao Sistema Nacional de Trânsito não há ideias de melhoria e onde não existe órgão, nenhum candidato toca no assunto, pois a municipalização do trânsito parece ser algo IMPOPULAR, já que as pessoas pensam se tratar unicamente de fiscalização e isso pode custar alguns votos, que é algo mais grave do que as vidas perdidas em acidentes.

Dificuldade de fiscalização

Dificilmente há outro período em que se desrespeita tanto as leis de trânsito como na época das eleições municipais, sobretudo nas cidades que não possuem órgão de trânsito para fiscalizar as irregularidades praticadas por condutores.

Em algumas cidades do interior que possuem órgão de trânsito a situação é complicada, uma vez que os agentes são obrigados a se abster de fiscalizar, pois sabe que se autuar um condutor (vulgo “eleitor”) que foi flagrado cometendo alguma infração a CONFUSÃO é certa, a ponto de se transformar em briga política.

Quando uma autuação é feita, aparece candidato de tudo quanto é lado para defender o condutor que, mesmo tendo descumprido a lei, merece proteção de pessoas que sequer ocupam algum cargo público, pois são candidatos ainda, mas já se sentem no direito de afrontar aqueles que tentam de algum modo garantir a segurança da coletividade.

Tudo isso para mostrar ativamente a seus eleitores que desde já é um político atuante prestando um (des)serviço à sociedade.

Desrespeito, insegurança e consequências

De acordo com dados da Seguradora Líder, que administra o Seguro DPVAT, nos últimos quatro anos cerca de 150 mil pessoas perderam a vida no trânsito brasileiro e a impressão que se tem a partir desse tipo de comportamento é de ninguém parece se importar, principalmente nossos governantes.

Acidentes de trânsito com VÍTIMAS FATAIS já se tornou algo corriqueiro, inevitável, apenas números que compõem uma triste estatística.

São vários os ABSURDOS encontrados e podemos listar alguns deles, como por exemplo:
► condutores eufóricos durante a campanha que dirigem embriagados;
► sem utilizar o cinto de segurança;
► utilizando o telefone celular, até porque não se pode deixar de registrar nenhum momento da carreata;
► pessoas sendo transportadas nas partes externas do veículo (literalmente penduradas);
► outros são transportados nos compartimentos de carga (caçambas), sendo muitas vezes o próprio candidato acenando e dando mau exemplo;
menores de idade dirigindo o veículo, isso porque os pais estão pulando e vibrando em nome do candidato do lado de fora do carro;
som alto tocando as “belíssimas” músicas de campanha;
► falta de capacete por parte dos motociclistas; excesso de passageiros; dentre outras.

Todas as infrações aqui apontadas interferem, sem sombra de dúvidas, na SEGURANÇA do trânsito.

A campanha eleitoral é o que importa

Diante de tantos abusos, ACIDENTES podem ocorrer por imprudência e pela falta de respeito às regras básicas que podem evitar com que pessoas morram por algo tão banal.

Aos condutores fica a certeza de que estão PROTEGIDOS pelos seus candidatos, que jamais deixarão seus eleitores desamparados. Afinal de contas, é a garantia de mais um voto.

Se um acidente de trânsito com vítima ocorrer, faz-se um LUTO temporário e no outro dia o desrespeito continua, pois a campanha não pode parar!

Mas e a vida que foi perdida por imprudência?

Para muitos candidatos, considerando suas ações, parece se tratar tão somente de estatísticas no papel.

 Quanto ao respeito às leis de trânsito e à segurança, onde fica? Isso se discute outra hora, parece que eleição não é o momento.

Conclusão

Observar práticas como as que expusemos e não considerá-las ao menos TEMERÁRIAS, achando ser algo aceitável e enxergando como errada a ação da fiscalização de trânsito quando age para punir os que desobedecem a lei, então o discernimento está realmente comprometido.

Se a devoção pelo político, a dedicação e todo o empenho por parte de alguns nesse período eleitoral, fosse revertida para outras causas, a exemplo da SEGURANÇA no trânsito que discutimos nesse texto, certamente teríamos um Brasil diferente, pois esse deveria ser o grande objetivo.

Caruaru-PE, 13 de outubro de 2020.

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