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Se você não nasceu para dirigir - nunca vai conseguir

“Você não nasceu pra coisa, não adianta insistir” – Foi exatamente isso que a Carol ouviu quando tentou tirar a sua habilitação. Traumatizada, resolveu desistir do seu sonho.

Essa é a história real da nossa personagem de nome fictício “Carol”. – Os fatos são verdadeiros e contam o que acontece com milhares de pessoas Brasil afora.

Em meados de 2001, quando eu ainda atuava como instrutor em uma autoescola do interior de Minas Gerais, uma amiga de infância me procurou, triste, chorosa, e me disse que precisava muito aprender a dirigir para levar a sua mãe às sessões de fisioterapia que aconteciam diariamente.

Relatou que há poucos meses havia iniciado seu processo para obtenção da habilitação em outra autoescola – morávamos em cidades diferentes e, por isso, não foi possível que tivesse me procurado antes.

Já aprovada no exame teórico, estava em treinamento nas aulas práticas de direção (automóvel) quando lá pela vigésima aula, ainda com pouco domínio sobre o veículo e apreensiva pelo fato de não conseguir absorver bem as orientações, seu instrutor a surpreendeu com os seguintes dizeres: “Carol, nem todo mundo tem o dom para dirigir. Isso é como jogar futebol… se não nasceu pra coisa, não adianta insistir. Você vai gastar o seu dinheiro à toa”.

Isso havia ocorrido já há algumas semanas, mas aquela cena ficou gravada em sua memória de tal forma que não conseguia mais pensar em pegar novamente no volante de um carro.

Conversei um pouco com ela… procurei entender todo o processo desde quando ela pensou em iniciar esta caminhada… e descobri que ela nunca havia dirigido antes da autoescola – Percebi que além desse desafio, agora nós tínhamos outro: Superar o trauma causado por conta do que aconteceu.

Sempre tive comigo que a maior virtude do bom instrutor é saber preparar psicológica e emocionalmente o seu aluno. Se a autoestima está elevada, as coisas fluem muito mais facilmente – o aprendizado torna-se natural e prazeroso. Apesar disso ser óbvio, por incrível que pareça, tem muitos profissionais que fazem o contrário: Detonam com o emocional do seu aluno.

Como ponto de partida, eu disse a ela o seguinte: “Carol, o ser humano é uma criatura incrível! Quando a gente quer algo, e realmente acredita na sua realização, coisas surpreendentes acontecem. Tente focar no seu objetivo. Lembre-se que a sua mãe precisa de você… não tem outra pessoa para ajudá-la… é você que vai precisar fazer isso… e eu estou aqui para encarar esse desafio com você… topa?”.

Marquei as primeiras aulas e logo na primeira já deu pra perceber o tamanho do trauma que ela estava passando. Totalmente apreensiva… não conseguia nem olhar para os lados (pescoço duro). Dava pra notar que a sua vontade era se esconder em algum lugar onde ninguém pudesse a ver.

Não ousei pedir qualquer coisa relacionada à dirigir. Apenas passei as instruções básicas para que ela colocasse o veículo em movimento e, sem me preocupar sequer com a marcha que estava usando, me limitei a ficar atento para que nenhum risco fosse oferecido ao trânsito ou a nós.

Enquanto isso, comecei a conversar sobre fatos da nossa infância, coisas que traziam à mente boas memórias. Logo, ela começou a relaxar e antes que terminasse essa primeira aula já dava para perceber que estava menos tensa.

No intervalo entre uma aula e outra, tomamos café, água e conversamos mais alguns minutos até que ela não resistiu e perguntou: “E aí… você acha que eu tenho condição de aprender a dirigir”?

Respondi: “Eu nunca tive dúvida… e depois dessa aula de hoje,  eu já consigo, inclusive, te dizer em quantas aulas você vai conseguir alcançar esse objetivo” – claro que a aula realizada não foi suficiente para fazer um planejamento para aquele aprendizado. Mas, com base noutras experiências similares, decidi chamar a responsabilidade pra mim. Afirmei que com 15 aulas nós conseguiríamos chegar ao nosso objetivo.

Nas duas aulas seguintes ela ainda apresentou alguma tensão, mas a partir da 4ª aula o trauma parecia ter sido abrandado, e foi aí que eu comecei efetivamente o seu treinamento.

Mergulhei de cabeça naquele desafio… usei todas as minhas estratégias e confesso que tive até que desenvolver algumas inéditas, exclusivamente para ela – tudo isso para que eu não precisasse exigir dela mais do que o seu natural.

Para se ter uma ideia, só na baliza eu tentei mais de dez formas diferentes até encontrar uma que se adequasse ao seu perfil. Sempre que dava errado, eu chamava pra mim a responsabilidade dizendo que a forma que eu passei não estava correta e por isso ela errou. Até que, enfim, consegui achar o jeito dela e aí a coisa engrenou.

O trabalho emocional desenvolvido foi tão forte que nas últimas aulas ela já nem falava mais no episódio ocorrido com seu outro instrutor. Estava com a moral elevada… autoestima reestabelecida… voltou a acreditar que era capaz!

Eis que chegou, então, o dia da sua avaliação no Detran. Nesta ocasião, um dos questionamentos inevitáveis é sobre qual examinador é melhor ou pior. A chamei para um lugar mais reservado – longe dos “chiquinhos nuvem preta” de plantão – para evitar que ouvisse coisas que viessem a desequilibra-la emocionalmente. Usei uma tática arriscada: Disse a ela que o melhor examinador era o fulano de tal (sendo que este era o pior) – vai que ela cai na mão dele (pensei)… pelo menos assim estaria mais tranquila achando que estava com um bom examinador.

Fiquei pedindo a Deus que ela não caísse com o dito cujo. Mas, quem disse que a vida é fácil! Não deu outra, a assombração a chamou.

Pronto, agora é torcer para que tudo dê certo (pensei). Tinha minha consciência tranquila de que havia dado o meu máximo.

Antes dela entrar no carro eu disse: “Carol, você se dedicou muito durante o treinamento. Não há o que temer, você está preparada. Sua aprovação virá de qualquer jeito. Se será hoje ou em outra oportunidade, depende dos planos de Deus para sua vida.”

Aquele examinador era muito temido por todos. Mas eu via nele uma coisa que me “agradava”: Ele sempre avaliava conforme a realidade cotidiana de qualquer motorista. Se por um lado isso fugia às técnicas engessadas usadas nas provas do Detran, por outro eu sabia que bastava dirigir naturalmente para agradá-lo.

Logo na saída ela precisava entrar à direita noutra rua, e pela calçada, na mesma direção do seu carro, vinha uma senhorinha, de mão dada com seu (possivelmente) netinho, bem decidida a atravessar. E como a Carol vinha pelas suas costas (ambas no mesmo sentido) essa senhorinha não estava vendo o carro, e a iminência dela entrar na frente, com o seu netinho, era grande.

Meu coração quase saiu pela boca! Mas, foi aí que o triunfo aconteceu: A Carol parou o carro calmamente e aguardou a senhorinha atravessar com o seu netinho sem que ela nem percebesse que o carro estava por ali.

O examinador olhou pra Carol, e como ainda estavam muito próximos do ponto inicial do exame, foi possível ouvi-lo dizendo: “Encoste o carro ali”. Dali alguns segundos chega a Carol pulando e gritando de alegria! ELA CONSEGUIU PASSAR NA PRIMEIRA TENTATIVA COM O CARRASCO DOS EXAMINADORES.

Confesso que foi uma das aprovações mais sensacionais que eu presenciei em toda a minha carreira como instrutor – e olha que tive mais de 10 mil alunos! Fiquei realmente emocionado! É como seu eu tivesse tirado uma montanha de sobre os ombros! Sentia a agradável sensação de dever cumprido e eu sabia que todo o mérito é do mestre maior: DEUS! Foi Ele quem fez que tudo acontecesse assim… e quando os planos são dEle, ninguém, nem nada pode mudar.

E adivinha qual foi a primeira coisa que a Carol fez depois de me dar um abraço e dizer que tinha conseguido: LIGOU PARA O SEU EX INSTRUTOR E DISSE QUE TINHA PASSADO… E DE PRIMEIRA!

Não contei essa história para me engrandecer – até porque o mérito nem foi meu – mas para mostrar para você aluno, ou você instrutor, que subestimar a capacidade do ser humano, de fato, não é uma decisão inteligente. Portanto, entregue-se, mergulhe sem medo em busca dos seus objetivos e, no final, verá que alcançou resultados inimagináveis.

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