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Tag: cinto de segurança

Cultura de segurança no trânsito

O Brasil ocupa um dos primeiros lugares no ranking mundial, quando o assunto é “mortes e perdas no trânsito”. Mas não se preocupe, você está imune a isso.

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Imunidade

É evidente a ironia no dizer que alguém está imune aos graves problemas do trânsito. Mas, curiosamente, é exatamente essa a sensação que as pessoas têm – ouso afirmar que mais de 90% pensam assim.

Não que eu queira ser desagradável trazendo más lembranças, mas se buscarmos em nossa memória, logo teremos a recordação de um vizinho, um colega ou talvez até um parente próximo que perdeu a vida em um acidente de trânsito.

Isso nos mostra que o PERIGO está muito próximo. O que, então, faz as pessoas pensarem que tudo acontece à sua volta, mas a si próprio nada há de acontecer? Não estaríamos, com isso, nos colocando numa cilada criada por nós mesmos?

O que dizem os números

Todos os anos morrem, só no trânsito do Brasil, mais de 40 mil pessoas e outras tantas ficam sequeladas permanentemente.

Só em 2018 foram aplicadas mais de 50 MILHÕES de multas de trânsito – esse é o número de multas e não o valor arrecadado. Ressalte-se que para cada uma dessas multas foi cometida uma infração por algum condutor infrator.

Para cobrir as despesas consequentes dos acidentes de trânsito, estima-se perda, aos cofres públicos, na cifra de 11 BILHÕES de reais, por ano.

Números impressionantes, concorda?

Talvez seja esse o PROBLEMA. Muitos de nós têm esses dados como simplesmente números. Fechamos os olhos para a realidade e esquecemos que estamos falando de VIDAS, perdas familiares que representam dor e sofrimento para quem fica.

O papel do Estado

Concordo que os entes públicos têm pecado na quantidade e qualidade das ações em prol de melhorias para a segurança no trânsito. Contudo, o que tem sido feito, na maioria das vezes, é ignorado pela população – justamente a quem mais interessa.

Anualmente, no mês de maio, são colocadas em evidência as ações promovidas pelo movimento intitulado MAIO AMARELO. Trata-se de um trabalho realizado em vários países do mundo com o objetivo reduzir o índice de óbitos no trânsito em 50%, até o final da década compreendida entre 2011 e 2020.

Infelizmente, a menos que haja uma intervenção divina, a meta estabelecida NÃO SERÁ alcançada. Aliás, nos acalentaria saber que fora cumprida pelo menos em parte, o que certamente não acontecerá.

O Brasil, talvez na tentativa de “assoprar” a ferida causada pelo NÃO cumprimento de seu compromisso com o Maio Amarelo,  criou, no início de 2018, o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), estabelecido pela Lei federal 13.614/18.

O objetivo desse plano é reduzir em 50% o número de mortos e lesionados em acidentes de trânsito, nos próximos 10 anos – notável a similaridade com os objetivos do movimento Maio Amarelo que, até agora, tem se mostrado similar até na ineficácia para o alcance de suas metas.

O seu papel

Criticar a impotência das ações do governo é fácil, isso todo mundo faz. Mas que tal olharmos para nós mesmos, na tentativa de ver o que temos sido para o trânsito?

Não podemos mais ficar de braços cruzados apontando os problemas e não ser parte da solução. Afinal, nós somos os maiores interessados nisso. É a segurança da nossa vida e da vida das pessoas que amamos que está em questão.

Vou dar uma sugestão: pegue lápis e papel e comece a anotar tudo o que você vê de errado nos outros motoristas, pedestres e ciclistas:
►Motoristas usando o celular enquanto dirigem;
►Ciclistas transitando sobre a calçada;
►Pedestres atravessando fora da faixa ou com o semáforo fechado para eles […].

…anote TUDO que lembrar e, depois, reflita sobre estas anotações buscando entender que é exatamente isso que os outros veem em você quando na direção do seu carro ou à pé pela cidade.

Sim, é isso mesmo. Não pense que só os outros erram. Quando fazemos um auto-policiamento de nossas ações, percebemos que erramos tanto quanto os outros. Portanto, não sejamos hipócritas. Vamos identificar nossos próprios defeitos e começar a mudança a partir de nós mesmos.

Conclusão

Estamos a poucos dias de iniciarmos mais um mês de maio, mais um MAIO AMARELO. O pedido que faço é para que cada um de nós SEJA A DIFERENÇA nesta mudança que tanto precisamos.

Em meu pedido, eu quero me referir a VOCÊ, no singular, para que fique bem claro que a mudança depende de cada um, depende da sua atitude, da sua mudança.

►Não ignore as campanhas promovidas no sentido da segurança no trânsito;
►Esteja atento a cada ação realizada em sua cidade e, preferencialmente, participe ativamente colaborando em TUDO que estiver ao seu alcance;
►Faça bom uso das suas redes sociais COMPARTILHANDO estas campanhas e ações;
►Seja mais tolerante, gentil, prudente e dê exemplos positivos, no trânsito;

e o mais importante: Lembre-se que você está fazendo isso pelas pessoas que você ama – seus filhos, irmãos, pai e mãe […].

Que tal começar compartilhando a mensagem deste texto? Faça isso SEM MODERAÇÃO. A ideia é levar essa mensagem ao máximo de pessoas que conseguirmos.

Se você, em algum momento, já foi ajudado com algum texto, vídeo ou outro conteúdo produzido por mim ou minha equipe, esta é a hora de RETRIBUIR atendendo aos pedidos feitos aqui. Posso contar com você?

Maio Amarelo 2019
No trânsito, o sentido é a VIDA”.

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De acordo com a biomecânica dos traumas, médicos e engenheiros não hesitam em destacar a importância do cinto de segurança. Você já sabe como usá-lo corretamente. Mas como ele funciona? Como é a proteção que ele oferece? Que riscos ele evita?

É necessário compreender que, dentro do sistema de proteção, o cinto é um mecanismo de retenção. Em decorrência disto, nos casos de colisão ou freada brusca, contribui para reduzir a probabilidade de choque dos corpos contra a estrutura interna dos veículos (painel de instrumentos, volante e, principalmente, para-brisa). É também função do cinto absorver parte da carga do impacto e distribuir a restante, uniformemente, por toda a extensão de contato com o corpo – que são áreas mais fortes.

A dinâmica de qualquer impacto (batida ou freada brusca) gera ou pode gerar até três colisões: a primeira, do veículo contra um objeto fixo; a segunda, dos ocupantes entre si e/ou contra o interior do veículo; e a terceira, dos órgãos internos contra a estrutura óssea do corpo humano. Mesmo sem a primeira, a segunda e terceira podem ocorrer com uma simples freada. A maior parte das lesões sofridas por ocupantes de veículos se origina na segunda colisão.

Essa é uma noção fundamental: o cinto diminui a probabilidade de morte de seu usuário – por evitar a ejeção (o lançamento da pessoa do banco devido à inércia) – mas não garante que partes do corpo (pernas e braços) irão ficar imóveis no interior do veículo, chocando-se com essa estrutura sob risco de lesões diversas.

Cinto de segurança protege mesmo?
Crédito: Divulgação – O cinto é o item de segurança mais essencial do veículo.

 

O cinto como parte de um sistema

É mais seguro trafegar com o cinto de segurança, ainda que as lesões internas não possam ser prevenidas ou evitadas com seu uso. No caso do “efeito chicote” (movimento brusco para frente e para trás da cabeça do ocupante em caso de impacto, que pode resultar em fraturas da coluna cervical e/ou lesão medular), a presença do encosto ajustado corretamente é fundamental para garantir que o cinto não agrave as consequências. Saiba mais sobre o posicionamento do encosto de cabeça aqui. É inquestionável o poder que esse mecanismo possui de reduzir a probabilidade de mortes e de lesões graves de ocupantes e, ainda hoje, não há qualquer outra solução de engenharia que suplante a proteção proporcionada pelo cinto de segurança.

Entretanto, é importante que se saiba que todo benefício no quesito segurança depende da existência e ações combinadas dos elementos do sistema de proteção, no qual o cinto representa cerca de 90% de sua eficácia. Complementam a ação do cinto outros elementos de segurança passiva, como o airbag, o encosto de cabeça, a coluna de direção retrátil, portas com reforço lateral e tanque de combustível resistente a impactos e ao fogo.

Assim, conhecer e saber usar corretamente os equipamentos de proteção é uma garantia de se expor a riscos menores. Por exemplo, crer que é seguro passear de carro sem cinto devido ao airbag é uma falácia. Este, como segurança complementar, foi pensado e desenvolvido com base no trabalho de ação e reação do corpo no caso de estar utilizando cinto. Então, o bom e velho cinto retém o corpo para dar tempo de o airbag inflar e garante a trajetória dos ocupantes em direção à bolsa de ar, de modo que a falta ou uso inadequado desses equipamentos é altamente perigoso para a vida ou integridade física dos ocupantes de veículos automotores.

 

Melhorando o cinto

Se ainda não foi criado nenhum item mais eficaz que o cinto, algumas montadoras já perceberam que ele pode ser ainda melhor. A Fiat, por exemplo, apostou no ano passado em atrair o interesse das crianças que já podem usá-lo (com mais de 1,45 m e acima de 36 kg – cerca de 10 anos) com capas de heróis da DC Comics, como o Batman, a Mulher Maravilha e o Flash. A campanha foi batizada de “Abraço Herói” . Outro exemplo é a Ford, que determinou que o Fusion 2014 fosse produzido com airbag de série no cinto, aumentando a segurança do item. Confira:


Créditos: Divulgação – Montadoras buscam aprimorar o uso ou a atração do cinto em relação aos usuários.

 

Tipos de cinto e cuidados em seu uso

A variedade é grande, mas – afinal – qual é a melhor alternativa? Originalmente, os cintos de segurança envolviam apenas a pélvis do usuário, permitindo assim que o tronco fosse projetado para a frente no momento da desaceleração, facilitando fraturas com toda a energia cinética do indivíduo aplicada na pélvis. Depois, tivemos o cinto diagonal, que evitava o problema do cinto anterior, mas continha o risco de as pessoas escorregarem por baixo. Aperfeiçoados, os equipamentos modernos (chamados de cintos de segurança de três pontos, criados pela Volvo em 1959) cruzam o peito do usuário, proporcionando-lhe maior segurança. Contudo, e apesar da obrigatoriedade de seu uso, o cinto é frequentemente desprezado no banco de trás dos veículos. Isto é um erro, porque – em caso de acidente – os ocupantes de trás sempre são projetados para a frente, ferindo-se e pondo em maior risco a integridade dos ocupantes dos assentos dianteiros.

Com o tempo, surgiram mais novidades: o cinto de quatro pontos, que segura o tórax dos dois lados, e não apenas de um, como no de três pontos. Junte-se a isso a bolsa de ar acoplada ao cinto, que infla na hora da desaceleração, e você tem um sistema com ótimos resultados na proteção dos ocupantes do veículo.


Créditos: Ford Motor/Wieck Media Services – A Ford tem inovado com o cinto de quatro pontos com airbag acoplado.

Além disso, é importante que não esteja desgastado pelo sol; as fibras não podem estar se desprendendo, o equipamento não pode estar amarrado, costurado, o sistema de engate-desengate e estiramento deve estar em perfeito estado e o item não pode ser modificado ou instalado por profissionais sem conhecimento específico. Além disto, não o use torcido, embaixo do ombro, com o banco reclinado, com postura torácica inadequada. Tudo isto anula o sistema de segurança.

Fonte: http://transitoideal.com.br/pt/artigo/1/condutor/97/cinto-de-seguranca-protege-mesmo
Apresentação do Eng.º MARCUS ROMARO, MSc; Rede Sarah de hospitais de reabilitação; Intelog; Detran-PR; G1; Estradas; Consciência prevencionista.

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