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Aplicativo de aulas para habilitados

Em meio a um cenário de iminentes mudanças nas regras para a Carteira de Habilitação, eis que surge mais uma, desta vez, sob a promessa de REVOLUCIONAR o ensino na atividade de treinamento de condutores – aplicativo de aulas para habilitados.

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A promessa

Atualmente existem milhares de pessoas que são HABILITADAS e, por algum motivo (medo, insegurança, trauma…) não conseguem pegar na direção do carro. A proposta do aplicativo (app) é ligar essas pessoas a um instrutor, previamente cadastrado no app.

As aulas não serão online, como alguns estão pensando. Serão aulas PRESENCIAIS com um profissional associado à administradora do app.

Para alguns proprietários de autoescolas, o aplicativo representa grande ameaça para este mercado e coloca os Centros de Formação de Condutores em risco de extinção.

Já os instrutores pensam ser uma oportunidade de complementar o salário recebido das autoescolas, onde estes estão empregados.

Muitos alunos, desacreditados, veem esta inovação como “mais uma forma de extorquir dinheiro da população”, já tanto surrada.

Tantas são as dúvidas em torno dessa ideia que, até agora, pouco se tem esclarecido. Por isso, nós aqui do Autoescola Online fomos em busca de algumas destas respostas.

Veja este texto com as respostas para as 5 principais dúvidas sobre a atividade de instrutor autônomo – aulas para habilitados.

Dúvidas dos instrutores

1. Quem poderá trabalhar como instrutor associado? Seria aberto somente aqueles que têm o curso de formação de instrutor de trânsito?

Resposta: A Constituição Federal diz que “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”, ou seja, trabalhar de instrutor sem a devida formação, no meu entendimento é ilegal.

2. O treinamento acontecerá no carro do próprio instrutor ou em veículo fornecido pela administradora do app? Temos, ainda, que considerar a possibilidade de o aluno querer treinar em seu próprio carro – afinal, é nele que a pessoa enfrenta as dificuldades do dia a dia.

Resposta: O aplicativo é mero mediador entre o prestador do serviço (instrutor associado) ao cliente (aluno). Portanto, todos os recursos necessários para a execução deste serviço será de responsabilidade exclusiva do profissional instrutor, inclusive a disponibilidade do veículo para treinamento.

O aluno poderá fazer aula no veículo próprio, desde que esteja em plenas condições de uso – conservação e documentação.

3. Esse veículo precisará ser identificado de alguma forma, assim como os das autoescolas? Seriam equipados com duplo comando de acionamento de freio e/ou embreagem?

Resposta: Não há a obrigatoriedade de identificação do veículo. Mas é recomendável que isso ocorra, para que outros condutores saibam que ali vai alguém em treinamento e, dessa forma, tenham maior cautela ao transitar próximo a ele.

4. Haveria, entre app e instrutor, algum vínculo empregatício?

Resposta: O aplicativo é mero MEDIADOR entre o prestador de serviços e o cliente. A maneira de prestação deste serviço é equiparada à atividade informal de um trabalhador autônomo.

5. Como seriam controladas as aulas e como aconteceriam os repasses ou pagamento aos instrutores, das aulas ministradas? Qual a comissão, ou percentagem, será repassada ao instrutor?

Resposta: Todas as aulas e/ou pacotes de aulas, serão vendidos por meio do próprio aplicativo que fará o controle do número de aulas ministrados por cada instrutor. Os valores serão administrados pelo próprio gestor do app e os respasses acontecerão periodicamente – prazo a definir.

Estima-se que 75% do valor total bruto com as vendas das aulas serão repassados ao instrutor que as ministrou.

Neste vídeo você verá um bate papo com as respostas a várias dúvidas acerca da atividade de aulas para habilitados.

Dúvidas dos alunos

1. É necessário se cadastrar para solicitar o treinamento oferecido pelo app?

Resposta: Sim. O usuário vai baixar o aplicativo e, nesta ocasião, serão exigidos dele alguns dados como: nome, endereço, CPF e outros.

Esses dados, além de alimentar o sistema com informações úteis para a ligação deste aluno com um instrutor mais próximo, servirão, também, para manter o prestador do serviço informado sobre a pessoa com a qual ele está se relacionando.

2. Como será feito o pagamento das aulas? Existirão pacotes com X números de treinamentos?

Resposta: A proposta é que o app ofereça, ao usuário (aluno), alguns pacotes com uma quantidade pré-estabelecida de aulas. O aluno é que vai decidir qual o pacote mais interessante para a sua preparação.

3. Haverá um planejamento de aulas a ser cumprimdo ou as aulas acontecerão avulsas?

Resposta: Até agora, a única empresa que se manifestou sobre a disponibilidade desse app, não demonstrou algo que pudesse nos levar ao entendimento de que haverá plano de aulas.

O app vai disponibilizar alguns pacotes de aulas e o aluno é que decidirá qual deles adquirir.

4. Numa hipotética situação de assédio por parte do instrutor, quem se responsabilizará pelo ocorrido?

Resposta: A empresa administradora do app se classifica como mera mediadora nessa relação de prestação de serviço e, portanto, não se vê responsável por quaisquer tipos de eventos que venham ocorrer nesse sentido.

5. Se o aluno não gostar do instrutor, será possível trocar? Como isso acontecerá? O app vai oferecer alguma forma de avaliação do serviço prestado pelo seu colaborador?

Resposta: Sim. O aluno poderá avaliar a prestação do serviço pelo instrutor, classificando-o com o número de 1 a 5 estrela, onde 1 é totalmente insatisfeito e 5 equivale a totalmente satisfeito.

Caso o aluno não se sinta à vontade ou não goste da maneira como as aulas estão sendo ministradas, ele pode solicitar a troca imediata do instrutor.

Prós e contras

É inegável que a tecnologia tem feito parte das nossas vidas a cada dia mais. Entretanto, a forma como ela é utilizada é que vai definir se para bem ou mal.

Desbravar este mercado, dessa maneira tão inovadora, sem dúvida é algo que enche os olhos de qualquer empreendedor. Mas sem um DIFERENCIAL relevante, não passará de apenas mais uma forma de vender aulas.

Conclusão

A grande carência desse mercado não está na tecnologia a ser utilizada, mas em algo que realmente venha REVOLUCIONAR a maneira como o ensinamento tem sido aplicado nestas pessoas.

É imprescindível que, antes mesmo de vender uma única aula, sejam considerados os diversos fatores que levam estas pessoas a não dirigirem, mesmo sendo elas legalmente habilitadas para isso.

Fatores emocionais, comportamentais ou cognitivos não podem ser trabalhados e corrigidos sem que haja uma pré avaliação minuciosa das dificuldades de cada pessoa como sendo alguém único.

É importante considerar que para cada indivíduo, para cada problema, para cada dificuldade há inúmeras formas de se trabalhar e corrigi-los.

A depender das peculiaridades de cada caso, será necessário um plano de aulas muito bem desenhado que deverá ser seguido com todo a cautela e habilidade que só os excelentes profissionais podem desenvolver.

Finalmente, torço para que essa não seja uma oportunidade de inovar somente na tecnologia, mas na maneira como os condutores são treinados, preparando-os efetivamente para as tantas adversidades do trânsito.

E você, o que acha desta ideia? É a favor ou contra? A depender das respostas, nós podemos considerar a possibilidade de disponibilizar um app com aulas padrão Ronaldo e Fabiana – o que você acha disso?

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Como eliminar o nervosismo na presença do examinador do Detran

Dois dos motivos que mais reprovam na prova de direção são o nervosismo e a ansiedade. Se você também sofre com isso veja como permanecer concentrado, mesmo sob pressão, e assim conseguir a sua aprovação no exame do Detran.

CLIQUE AQUI para conhecer as melhores TÉCNICAS de como controlar o nervosismo e passar de primeira na prova teórica do Detran.

Diagnóstico

O processo de AVALIAÇÃO é algo que, por si só, gera nervosismo, tensão e ansiedade no candidato.  A pressão psicológica e emocional é muito grande e isso acontece, basicamente, por DOIS MOTIVOS:

  1. A mente humana NÃO foi programada para ser avaliada;
  2. A figura do examinador, sentado ali do seu lado, mexe com o emocional de qualquer um.

Este último, muitas vezes com uma postura autoritarista, pouco ou nada gentil e com fisionomia fechada. Tudo isso cria, em sua mente, uma percepção negativa da pessoa do examinador, nos levando a desenvolver uma CRENÇA LIMITANTE, ao pensar que ele está ali para te reprovar.

Sua mente entende que você está  numa situação de CONFRONTO, de PERIGO, e essa situação gera inúmeras reações emocionais, cognitivas e fisiológicas com respostas físicas como 1 aumento dos batimentos cardíacos; 2 aumento da pressão arterial; 3 tensão muscular; 4 dor de cabeça; 5 suor excessivo; 6 estresse dentre outros.

O ambiente desagradável causado pela avaliação, somado à  crença limitante criada sobre a figura do examinador são dois ingrediente fatais para detonar com o seu emocional e fazer com que você perca totalmente o controle das suas ações que, consequentemente, o levará à reprovação.

Solução

Para que você possa programar o seu cérebro para adaptar-se ao sistema de avaliação, peça o seu instrutor que faça SIMULAÇÕES durante as aulas de direção, exatamente conforme o que será cobrado na prova final.

Com o tempo, o seu cérebro passará a interpretar, tanto a avaliação, quanto o ambiente de prova,  como uma situação NORMAL, natural,  e assim você se sentirá mais tranquilo.

O problema do nervosismo na presença do examinador, também será resolvido com as simulações feitas em aulas.

Como o instrutor é alguém pelo qual você tem empatia, o fato dele te avaliar durante as aulas  vai fazer o seu cérebro associar essa empatia com o examinador, cuja função também é de avaliar.

Conclusão

Se você conseguiu captar as orientações passadas até aqui, certamente já está pronto para receber uma TÉCNICA EXTRA – eu estou falando de uma técnica de reprogramação de crenças. Preste muita atenção no que fazer:

Assim que você sentar no banco do carro, imagine que o examinador, ao seu lado, está te dizendo bem baixinho: Fique tranquilo… eu estou aqui para te ajudar… você vai ser aprovado.

Fazendo isso, você vai reprogramar o seu cérebro, tirando aquela crença limitante de que ele é um carrasco e agora passa a ver ele como um amigo, alguém disposto a te ajudar.

A propósito,  essa TÉCNICA EXTRA é o tema para o nosso próximo texto aqui no blog e também do canal YouTube – Reprogramação de Crenças Limitantes.

Você pode usar o poder de associação do seu cérebro para mudar a sua percepção em relação ao processo de avaliação e também em relação ao examinador, o associando a algo positivo, simplesmente colocando em prática as orientações passadas nesse texto.

Se você gostou das dicas, lembre-se de COMPARTILHAR com os seus amigos que também estão em busca de realizar sonho da carteira de habilitação.

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Autoescola e Vestibular - Qual a relação?

Segundo o DETRAN/RS, o índice de aprovação para provas práticas na categoria B corresponde a algo em torno de 30%. Ou seja, a cada três candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), apenas um, aproximadamente, passa na prova prática para carro.

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Em recente pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) concluiu-se que apenas 14% da população do país tem ensino superior. Segundo o mesmo estudo, quase 75% dos estudantes brasileiros no ensino superior estão em instituições privadas.

O artigo 76 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz:

A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação.

Parágrafo único. Para a finalidade prevista neste artigo, o Ministério da Educação e do Desporto, mediante proposta do CONTRAN e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, diretamente ou mediante convênio, promoverá:

I – a adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo interdisciplinar com conteúdo programático sobre segurança de trânsito;

II – a adoção de conteúdos relativos à educação para o trânsito nas escolas de formação para o magistério e o treinamento de professores e multiplicadores;

III – a criação de corpos técnicos interprofissionais para levantamento e análise de dados estatísticos relativos ao trânsito;

IV – a elaboração de planos de redução de acidentes de trânsito junto aos núcleos interdisciplinares universitários de trânsito, com vistas à integração universidades-sociedade na área de trânsito.

De posse de tais dados nos é possível fazer a seguinte analogia: O diploma do ensino superior no país está para a obtenção da CNH, assim como os cursos pré-vestibulares estão para as autoescolas. A relação pode parecer óbvia, as implicações disso, talvez, nem tanto… Explico. Vejamos a atual situação do sistema de ensino brasileiro. Se eliminássemos a precariedade das escolas públicas, a desvalorização generalizada em torno da profissão de professor e a falta de investimentos do governo na educação, logo, teríamos uma educação de qualidade, que permitiria a todo e qualquer aluno acessar as tão disputadas universidades públicas. Isso, é claro, na hipótese de que houvesse vagas para todos eles. Nesse caso, hipoteticamente, não precisaríamos de um sistema de seleção como o vestibular. Por consequência, nem de cursinhos preparatórios para tal prova.

Da mesma forma, se tivéssemos a educação para o trânsito inserida no ensino formal, desde as séries inicias até o ensino médio e superior, assim como reza o artigo do CTB acima, em tese, teríamos alunos praticamente prontos para a obtenção da CNH. Pelo menos no que diz respeito à parte teórica. Nesse caso, as autoescolas poderiam se ater às aulas práticas.

Sobre essa lógica, certamente teríamos não só um trânsito, como também uma sociedade diferente. A questão é: reforçar a educação pressupõe investimentos públicos; isso reflete em um aumento significativo no índice de alunos nos cursos superiores, não apenas privados como acorre hoje, mas também públicos; implantar a educação para o trânsito no ensino formal infere em diminuição dos custos para a obtenção da CNH no que concerne a instrutores, tanto teóricos quanto práticos, bem como uma possibilidade de total reestruturação do processo de obtenção da mesma… mas esse já é assunto para um outro artigo.

Vejam que, de forma alguma, sou contra as autoescolas. Muito pelo contrário. Se hoje o processo para obtenção da CNH pode ser considerado falho em alguns aspectos, não se pode negar que ele já foi bem pior. No entanto, no final me parece que, em ambas as instituições, seja nas autoescolas, seja nos cursinhos pré-vestibulares, tudo se resume a dinheiro. Dinheiro que se ganha para cobrir buracos que a máquina pública já não consegue mais tapar. Ou que apenas não tem interesse…

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Permitir ou entregar a direção de veículo automotor à pessoa não habilitada

Essa é uma prática recorrente em nosso país, quando proprietários de veículos automotores entregam a direção do seu veículo a uma pessoa que não tem documento de habilitação. Logo, não pode estar conduzindo veículos, pois isto é, sem sombra de dúvidas, um risco à segurança viária.

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Ainda é comum, a título de exemplo, que o pai deseje ensinar o filho menor de idade a dirigir, algo que deveria acontecer somente quando ele completasse dezoito anos e iniciasse o processo de primeira habilitação. Na etapa final desse processo um instrutor devidamente qualificado e autorizado irá ministrar as aulas práticas para o futuro condutor.

Não é preciso ser nenhum especialista na área para saber que orientar uma pessoa a dirigir sem estar capacitado para a tarefa certamente trará prejuízos futuros, pois os vícios e a falta de técnicas de ensino certamente são motivos determinantes para uma má formação. Tal afirmação baseia-se no fato de que o instrutor de trânsito é o profissional apto a desempenhar essa função, tendo em vista ter passado por curso de formação específico e ser conhecedor das normas e regras de trânsito, condição esta que o elege como sendo a pessoa ideal para treinar outra.

Também se espera, evidentemente, que o instrutor esteja preparado e bem atualizado para exercer sua função e formar condutores com boa qualidade, de modo que coloquem em prática as noções de segurança, respeito às leis e consciência do seu papel enquanto condutor que se utiliza de um espaço público.

Inclusive, convém destacar que a Lei nº 12.302/10 que regulamenta o exercício da profissão de Instrutor de Trânsito, estabelece em seu art. 2º: “Considera-se instrutor de trânsito o profissional responsável pela formação de condutores de veículos automotores e elétricos com registro no órgão executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal.” A depender do caso concreto, a inobservância ao disposto nessa lei pode configurar uma contravenção penal, como se observa no art. 47 do Decreto-Lei nº 3.688/41 (Lei das Contravenções Penais): “Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício”.

Lamentavelmente as pessoas preferem chegar ao Centro de Formação de Condutores dirigindo, como se o curso de primeira habilitação fosse mera formalidade para obtenção do documento. Por isso é muito comum para os agentes de fiscalização de trânsito flagrar pessoas conduzindo o veículo sem possuir habilitação. Nesse caso, existem sanções previstas em razão do descumprimento da lei.

O condutor flagrado na direção do veículo automotor sem possuir habilitação está cometendo uma infração de natureza gravíssima. Pelo fato de não ter prontuário, os pontos decorrentes dessa irregularidade obviamente não são computáveis, mas a multa é no valor de R$ 880,41. Além disso, haverá a retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado, conforme previsão do art. 162, I, do CTB.

Se essa pessoa inabilitada conduz o veículo de forma insegura, colocando em risco a segurança coletiva, o fato é considerado crime de trânsito, tipificado no art. 309 do CTB: “Dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida Permissão para Dirigir ou Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo de dano”. A pena é de detenção de seis meses a um ano ou multa (penal).

Porém, como indicamos no título desse texto, o nosso foco é expor a responsabilidade daquele que permite ou entrega a direção do veículo automotor à pessoa que não possui documento de habilitação.

Existe uma distinção necessária para compreensão dessas irregularidades, pois o art. 163 do CTB considera infração entregar a direção do veículo à pessoa não habilitada, enquanto o art. 164 é infração permitir que condutor inabilitado tome posse do veículo automotor e passe a conduzi-lo na via. O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – Volume II, regulamentado pela Resolução nº 561/2015 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, determina que a conduta “entregar” exige a presença do proprietário junto ao condutor não habilitado no momento da abordagem, ao passo que a conduta “permitir” caracteriza-se pela ausência do proprietário junto ao condutor não habilitado no momento da abordagem.

Independentemente de ter permitido ou entregue, além da infração por conduzir veículo sem possuir habilitação, o agente irá lavrar mais um auto, dessa vez em um dos artigos 163 ou 164, a depender da situação observada e serão registrados 7 pontos no prontuário do proprietário, multa de R$ 880,41 e retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado.

O ato de permitir ou entregar a direção de veículo automotor à pessoa não habilitada configura crime de trânsito. De acordo com o art. 310 do CTB: “Permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada, com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso, ou, ainda, a quem, por seu estado de saúde, física ou mental, ou por embriaguez, não esteja em condições de conduzi-lo com segurança”. A pena é de seis meses a um ano de detenção ou multa (penal).

Importante frisar que, diferentemente do crime do art. 309 citado anteriormente e que exige perigo de dano para sua caracterização, o crime do art. 310 é de mera conduta, conforme Súmula nº 575 do Superior Tribunal de Justiça – STJ: “Constitui crime a conduta de permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa que não seja habilitada, ou que se encontre em qualquer das situações previstas no art. 310 do CTB, independentemente da ocorrência de lesão ou de perigo de dano concreto na condução do veículo”.

Dessa forma, o crime ocorre quando da simples entrega do veículo a pessoa que não possui documento de habilitação. Portanto, além das consequências nas esferas administrativa e criminal, ainda é possível atribuir responsabilidade cível por eventual dano causado em acidente de trânsito.

Todas essas consequências são evitáveis de modo muito simples, a conscientização por parte daqueles que praticam esse tipo de irregularidade, certamente faria um grande favor à segurança se pensassem duas vezes antes de expor a coletividade a um risco desnecessário.

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Mudanças no Processo de Habilitação Resolução 726 de 2018

Finalmente, depois de algum suspense, o Denatran publicou em seu site a resolução 726/18 substitutiva à atual 168/04 que trata do processo de formação, aperfeiçoamento, reciclagem e atualização de condutores.

Baixe a RESOLUÇÃO COM SEUS ANEXOS AQUI.

Dentre os vários pontos polêmicos, da nova resolução, um deles é o prazo para sua entrada em vigor – 06 de junho de 2018 – considerado, por muitos profissionais da área, como sendo INSUFICIENTE.

Especialistas afirmam ser IMPOSSÍVEL que todos os envolvidos (Detrans, CFCs, Clínicas, Editoras) consigam se adequar às mudanças trazidas pelo novo dispositivo em apenas 90 dias.

Vários outros pontos são temas de debates calorosos, como por exemplo a necessidade de CURSO DE APERFEIÇOAMENTO para quem for renovar a CNH.

A resolução trouxe também a regulamentação do CURSO PREVENTIVO DE RECICLAGEM, para os condutores nas categorias C, D ou E, que exercem atividade remunerada, quando atingirem 14 pontos em seu prontuário, a fim de evitar uma suspensão por exceder o limite de 19 pontos.

Outro tema bastante constestado é a possibilidade de que vários destes cursos possam ser feitos na modalidade EAD (Ensino à Distância). Especialistas afirmam ser uma “brecha” para os maus motoristas se esquivarem da obrigatoriedade do curso. Mas é importante que se destaque a necessidade de se submeter a exame junto ao Detran para verificar o aproveitamento destes condutores.

Muito ainda se terá a debater sobre esta nova resolução. Por enquanto, nos limitemos a estudá-la da maneira como nos foi disponibilizada e que estejamos preparados para, muito em breve, ver os seus primeiros “remendos”, dentre eles, a prorrogação da sua entrada em vigor.

Nós, aqui do LegTransito, já começamos a desenvolver o material em conformidade com as mudanças – COMBO DE MATERIAIS DE SUPORTE AO INSTRUTOR EM SALA DE AULA: Videoaulas + Slides + Resumos + Provas Simuladas + Planilhas de Controle – aos que se interessarem, o material já está disponível para PRÉ-VENDA com 50% de desconto para aqueles que fizerem seus pedidos antecipadamente – CLIQUE AQUI E CONHEÇA O MATERIAL.

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NOVAS REGRAS PARA SE HABILITAR – RESOLUÇÃO 726/18

Finalmente foi publicada hoje (08/03/18) a resolução que alterará todo o processo para quem deseja tirar uma habilitação (PPD/CNH). De imediato, destacamos algumas das principais mudanças, veja:

1 – FIM DA MUDANÇA DE CATEGORIA

Art. 3º – § 2° Quando da habilitação de uma nova categoria, esta será somada à(s) já existente(s) e, para efeito de processo, será considerada uma adição de categoria. C/C Art. 15.

COMENTÁRIO – A informação de todas as categorias nas quais o condutor encontra-se habilitado deverá estar discriminada em campo específico quando da emissão de uma nova via da Carteira Nacional de Habilitação.

2 – ADIÇÃO DA CATEGORIA C

Art. 6º Para habilitar-se na categoria C, o condutor deverá estar habilitado no mínimo há um ano na categoria B e não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser reincidente em infrações médias, durante os últimos doze meses.

COMENTÁRIO – Neste ponto não houve alterações em relação à antiga regra (Res. 168/04 Contran). Entretanto, no que diz respeito à obtenção da categoria E, a nova resolução NÃO resolveu o “velho dilema” daquele condutor habilitado na categoria D, provindo de B, o qual o Denatran já havia publicado nota confirmando a exigência de um ano na categoria D para a adição da categoria E.

3 – FIM DOS RECURSOS PROTELATÓRIOS DURANTE O PERÍODO DE PPD

Art. 18 – Registro de ressalvas para e expedição da CNH, havendo infrações em fase de recursos durante a PPD, sendo cancelada a CNH, caso sejam procedentes as infrações.

COMENTÁRIO – Prática muito comum, entre profissionais que trabalham na defesa e recurso de infrações, é a de protelar ao máximo o processo administrativo por infração de trânsito daquele condutor portador de Permissão Para Dirigir (PPD). Com isso, o prazo de permissão vencia e a CNH (definitiva) era emitida. Quando a infração vinha a ser registrada no prontuário deste condutor o mesmo já não corria mais o risco de perder sua habilitação, uma vez que já estava de porte da CNH. Com a nova regra, enquanto houver infrações em fase de recurso, a CNH será impressa, mas será cancelada caso os recursos sejam indeferidos.

4 – NOVOS FORMATOS E CARGAS HORÁRIAS PARA OS CURSOS TEÓRICOS

Art. 27 – (Carga Horária Teóricas e Práticas):
►ACC – Teóricas: 20h/a (Básico) // Práticas: 4 em circuito fechado, 6 e via pública;
►A – Teóricas: 25h/a (Básico) + 20h/a (Específico) // Práticas: 10 em circuito fechado, 10 e via pública;
►B – Teóricas: 25h/a (Básico) + 20h/a (Específico) // Práticas: 6 em simulador de direção, 20 e via pública.

COMENTÁRIO – Observa-se que NÃO houve um aumento da carga horária do curso teórico, como estava previsto na minuta da resolução. Mantiveram-se as 45 horas / aulas, porém divididas em dois módulos conforme especificado acima. Uma mudança relevante ocorreu nas aulas práticas para categoria A ou ACC, onde o candidato terá que passar por treinamento e exame em circuito fechado (como já acontece) e na via pública.

5 – AUMENTO DA CARGA HORÁRIA PARA ADIÇÃO DE CATEGORIA A OU B

Art. 29 – Nas adições ‘A’ e ‘B’ não tem menos 5 aulas, como antes. Permanecem as quantidades de aulas como para novas habilitações. E ainda prova teórica com 20 questões, inclusive para ‘ACC’.

COMENTÁRIO – O condutor habilitado na categoria A ou B, que for adicionar uma destas duas categorias, deverá cumprir a mesma carga horária (aulas práticas) exigida para o candidato à primeira habilitação.

6 – NÃO SERÃO EXIGIDOS CURSOS TEÓRICOS PARA CATEGORIAS C, D OU E

Art. 31 – Ao contrário do que previa a minuta, não se exigirão cursos teóricos para as Cat. ‘C’, ‘D’ e ‘E’. As práticas permanecem 20h/a. O Art. 33, como já dizia a minuta, permite habilitar-se nas Cat. ‘C’ e ‘D’ ou ‘D’ e ‘E’ simultaneamente.

COMENTÁRIO – Como não existe mais a “abrangência de categoria”, o condutor que pretender estar habilitado nas categorias C, D ou E poderá prestar exame simultaneamente para duas destas, desde que atendidas as exigências do art. 145 do CTB, ou seja: será possível fazer exame no caminhão e no ônibus no mesmo dia ou no ônibus e na carreta.

7 – AUMENTO DO PERÍODO DO PROCESSO DE HABILITAÇÃO

Art. 34 – Processo ficará ativo por 24 meses. Em relação aos atuais prazos, um ano a mais para novas habilitações, três a menos para adições. Não poderá mais ocorrer o reaproveitamento, findo esse prazo.

COMENTÁRIO – Esse é um ponto que melhora diretamente para o candidato. O prazo que até então,era de 12 meses (para os candidatos à habilitação inicial) passou para 24 meses. Mas foi extinta a possibilidade de reaproveitamento dos cursos teórico e prático quando do vencimento deste processo.

8 – ATINGE EM CHEIO AS AULAS NA MOTOPISTA E QUANDO DA INSTRUÇÃO DE MOTO EM VIA PÚBLICA

Art. 38, § 6º – O instrutor não poderá instruir mais de um aluno por vez.

COMENTÁRIO – É prática comum um único instrutor ministrar aula para vários motociclistas simultaneamente (na motopista). Com a nova regra isso não mais será possível e ainda tem a questão do treinamento em via pública, onde o instrutor NÃO poderá instruir um aluno no carro enquanto o da moto o acompanha. A aula deverá ser exclusivamente destinada ao motociclista.

9 – FIM DA SUPENSÃO DA LADV POR SEIS MESES

Art. 41 – Ao invés dos atuais 6 meses de suspensão, o candidato flagrado conduzindo em desacordo com o disposto nesta Resolução terá extinto o seu processo.

COMENTÁRIO – Até então, o candidato que for encontrado treinando (ou dirigindo) desacompanhado de instrutor credenciado, ou em desconformidade com qualquer das normas estabelecidas para este treinamento, tem sua LADV (licença de aprendizagem) suspensa por seis meses. Com a nova regra a punição fica mais severa e o candidato tetá o seu processo de habilitação cancelado.

10 – NÃO OBRIGATORIEDADE DE TOXICOLÓGICO PARA CATEGORIAS INICIAIS

Art. 50 – Confirmada a necessidade de renovação do Exame Toxicológico a cada 2,5 anos para os que renovam a CNH a cada 5 anos, e 1,5 ano para os que renovam a cada 3 anos.

COMENTÁRIO – Felizmente, o exame toxicológico NÃO tornou-se obrigatório para os candidatos à habilitação inicial (A ou B). Entretanto, a nova regra veio confirmar a exigência deste exame para os condutores das categorias C, D ou E.

11 – CONDUTOR TERÁ QUE PASSAR POR CURSO TEÓRICO AO RENOVAR A CNH

Art. 20. Para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação, o condutor deverá submeter-se à realização:
III – aprovação em curso de atualização ou de aperfeiçoamento, conforme regulamentação estabelecida no Anexo IV desta Resolução.

COMENTÁRIO – Esta é, sem dúvida, uma das mudanças que acredito ser relevante um trânsito melhor e mais seguro. Todos os condutores terão que passar por curso de aperfeiçoamento na ocasião da renovação da CNH. Isso elevará o nível de conhecimento destes condutores que há tempos não se dão conta das constantes alterações na legislação de trânsito e suas normas.

12 – TEMPO DE DISPONIBILIDADE DO RESULTADO DO EXAME TEÓRICO

Art. 52, § 5º – O Exame Teórico ao qual o candidato for submetido ficará disponível para consulta por 15 (quinze) dias, a contar da data da divulgação de seu resultado.

COMENTÁRIO – O candidato à habilitação inicial SÓ poderá ser submetido ao exame teórico após cumprida a carga horária do curso obrigatório e também das aulas no simulador de trânsito que, inclusive, teve adicionada uma aula em sua carga horária. Este artigo esclarece o prazo em que o resultado deste exame ficará disponível para consulta.

13 – EXAME MONITORADO POR CÂMERAS

Art. 57, § 2º – Desde que monitorado por sistema informatizado, poderá somente um examinador acompanhar o candidato durante o exame. Do contrário, no mínimo dois, como funciona atualmente e frisa o § 1º.

COMENTÁRIO – Atualmente os exames de direção devem ser acompanhados de pelo menos dois examinadores. A partir de agora, os exames que forem monitorados por câmeras (algo que já está em fase de implementação nos veículos das autoescolas) poderá ter apenas um examinador acompanhando o candidato.

14 – PERMITIDO USAR CÂMERA E SENSOR DE RÉ, ASSISTEMTE DE PARTIDA EM RAMPA – SÓ FALTOU O CÂMBIO AUTOMÁTICO

Art. 59, § 3º – No Exame de Direção Veicular será permitida a utilização, em veículos de aprendizagem, de sensores de ré, de sensores de proximidade, de sensores de indicação da
utilização do cinto de segurança, de retrovisor, assim como o assistente de partida em rampa e outros sensores, desde que estejam embarcados na fabricação dos veículos de quatro ou mais rodas, vedada a possibilidade de adaptação destas novas tecnologias em veículos já classificados como de aprendizagem.

COMENTÁRIO – Finalmente está liberado o uso de tecnologias que ajudem na condução do veículo como: Câmera e sensor de ré; Assistente de partida em rampa e outros. Ainda faltou liberar veículos com câmbio automático. Já existe um Projeto de Lei com esta sugestão – quem sabe em breve teremos mais novidades!

15 – ALUNO REPROVADO NA DIREÇÃO TERÁ QUE FAZER PELO MENOS MAIS 4 AULAS

Art. 63, II – Em caso de reprovação no Exame de Direção Veicular, o candidato somente poderá realizar novo exame:
II – após realizar, no mínimo, 4 (quatro) horas/aula de prática de direção veicular na categoria pretendida.

COMENTÁRIO – Se reprovado no exame de direção (A ou B) terá que passar por, pelo menos, 4 aulas adicionais para que seja submetido a novo exame. Sou a favor de que o aluno treine mais, caso seja reprovado. Mas determinar número de aulas, não acho ser a melhor alternativa. O CFC e seus profissionais precisam ter autonomia para trabalhar com seus alunos conforme a necessidade de cada um.

16 – FAXINA GERAL NOS “RETALHOS” DE RESOLUÇÃO QUE TRATAVAM DO PROCESSO DE HABILITAÇÃO

Revogam-se 22 Resoluções e mais alguns Artigos de mais 2.

COMENTÁRIO – A resolução 168/04 do Contran (atual sobre processo de habilitação), de fato, está mais remendada que uma colcha de trapos. Já era hora de dar uma organizada nisso!

17 – PRAZO PARA ADEQUAÇÃO DE 90 DIAS

Art. 77. Esta Resolução entrará em vigor 90 (noventa) dias após a data de sua publicação, […].

COMENTÁRIO – Particularmente, acho muito improvável que os Detrans de todo o País e as mais de 12 mil autoescolas consigam se adequar a todas estas mudanças em apenas 90 dias. Parece que logo teremos o “primeiro remendo” desta nova colcha. Aguardemos…

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Autor: Ronaldo Cardoso
Coautoria: Fabrício Medeiros

Prática de direção veicular em rodovias

Não é preciso dizer o quanto é diferente dirigir em vias urbanas e em rodovias: nestas, os limites superiores de velocidade; as características específicas da via e dos imóveis em sua extensão; a inexistência de interseções, faixas de pedestre e semáforos (pelo menos fora dos trechos urbanos); as faixas de aceleração e desaceleração, entre outras peculiaridades, são elementos que exigem uma atenção maior e um conjunto de habilidades mais desenvolvidas de qualquer condutor. Descubra mais sobre a prática de direção veicular em rodovias.

Atualmente, não há um tempo exigido de habilitação, para que alguém, já habilitado, passe a dirigir em estradas e rodovias, isto é, tendo obtido a sua Permissão para Dirigir (documento de habilitação provisório, válido no primeiro ano), já se permite a condução do veículo, desacompanhado, em qualquer via pública.

A questão tem sido discutida há algum tempo, levando algumas pessoas a defenderem a proibição de condutores permissionários dirigirem veículos em rodovias, o que já culminou em algumas proposituras legislativas.

No início de vigência do atual CTB (que passou a prever a figura da PPD), foi apresentado, na Câmara dos Deputados, um primeiro Projeto com este teor: o PL n. 419/99, da Dep fed Elcione Barbalho, com vedação específica para rodovias com velocidade máxima a partir de 90 km/h; apesar de ter sido proposto há 18 anos, até hoje não teve a sua tramitação concluída.

Uma curiosidade é que, em vez de ser apreciado em decisão terminativa pelas Comissões parlamentares (que é a regra do processo legislativo), a Deputada Elcione apresentou recurso em 10FEV09, para que o PL seja avaliado em plenário, o que foi aprovado em JUNHO DE 2015; a sua justificativa é que o tema deveria ser debatido por toda a Câmara dos Deputados, tendo em vista que chegaria naquela casa legislativa um projeto semelhante, oriundo do Senado, que mereceria análise conjunta – tratava-se do PL n. 110/03, do Senador Aloizio Mercadante, que fora aprovado em 03DEZ08; todavia, antes de ser encaminhado pelo Senado à Câmara, o próprio Senador Mercadante apresentou requerimento, solicitando a retirada do PL de tramitação, o que ocorreu em 17JUN09; ou seja, o motivo pelo qual a Deputada Elcione solicitou votação em plenário deixou de existir quatro meses após o seu pedido (e, apesar disso, tal requerimento foi APROVADO 6 ANOS DEPOIS, sem “terem percebido” que aquele PL do Senado não será enviado mais à Câmara).

Mais recentemente, em 2015, o Dep fed Sérgio Reis apresentou projeto semelhante (PL n. 2299/15), o qual pretende proibir condutores com PPD de dirigir em rodovias, exceto nos trechos urbanos, sendo que, ao término da Permissão, a obtenção da CNH só ocorreria com a submissão a CURSO e EXAME de prática de direção veicular em rodovias; por tratar do mesmo assunto, este PL foi apensado ao PL n. 419/99 e ambos aguardam serem pautados para votação em plenário.

Uma das motivações para se vedar ao condutor novato a direção em rodovias é que a aula prática de habilitação, normalmente, não é realizada fora das áreas urbanas, do que nos interessa questionar justamente isso: é PERMITIDO ou PROIBIDO ao Centro de Formação de Condutores (Auto Escola) ministrar aulas de prática de direção veicular em rodovias?

Antes da entrada em vigor do atual CTB, a norma que tratava da formação de condutores era a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito n. 734/89, a qual previa, expressamente, em seu artigo 9º, que “A instrução de prática de direção veicular na via pública, será realizada nas zonas e horários pré-estabelecidos pelo Departamento de Trânsito, em períodos diurnos e noturnos para o mesmo candidato proibida a aprendizagem nas rodovias” (tal Resolução foi revogada, inicialmente, pela Resolução n. 33/98, mas ainda permaneceu vigendo até 01MAR99, para adequação das novas normas de trânsito, quando, finalmente, foi revogada pela Resolução n. 74/98, esta última substituída pela Resolução n. 358/10).

Com a vigência do atual CTB, há que se verificar o que dispõe o seu artigo 158, inciso I, segundo o qual “a aprendizagem só poderá realizar-se nos termos, horários e locais estabelecidos pelo órgão executivo de trânsito”, o que significa que caberá ao órgão de trânsito determinar os LOCAIS em que deva ocorrer a aprendizagem, sendo certo que o “órgão executivo de trânsito” a que se refere este dispositivo é o órgão ou entidade executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal (DETRAN), tendo em vista a sua competência de, por delegação do DENATRAN, “realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, aperfeiçoamento, reciclagem e suspensão de condutores, expedir e cassar Licença de Aprendizagem, Permissão para Dirigir e Carteira Nacional de Habilitação”, conforme artigo 22, inciso II.

Não houve na ‘nova’ legislação, ao contrário da mencionada Resolução n. 734/89, uma proibição expressa de aprendizagem em rodovias, limitando-se o CONTRAN a determinar que “a instrução de Prática de Direção Veicular será realizada na forma do disposto no art. 158 do CTB” (artigo 9º da Resolução n. 168/04); ao contrário, o que houve foi justamente a indicação de que, ao estabelecer os locais de prática de direção veicular, o DETRAN deva incluir rodovias (ou estradas) nos trechos designados, já que o Anexo II (item 1.2.2.) da Resolução n. 168/04, que cuida da estrutura curricular do curso de formação de condutores, prescreve a prática na via pública, urbana E RURAL.

O correto, para dar cumprimento ao inciso I do artigo 158, seria a formalização do ato administrativo respectivo, mediante a publicação de norma infralegal (Portaria), com indicação dos horários e locais em que os Centros de Formação de Condutores (Autoescolas) podem realizar as aulas práticas na via pública, sendo possível, até mesmo, que o DETRAN delegue tal competência às respectivas CIRETRANs, para que fixem as regras, a partir do conhecimento do sistema viário de cada cidade.

Infelizmente, o que percebemos é que, na maioria dos municípios, não há indicação precisa de onde se pode ministrar aulas práticas, a partir do que podemos inferir que, não havendo vedação (nem delimitação), qualquer via pública pode ser utilizada para esta finalidade, inclusive rodovias, bastando, obviamente, que sejam cumpridos os demais requisitos para a formação de condutores, em especial o acompanhamento de instrutor devidamente capacitado e portando a LADV – Licença para Aprendizagem de Direção Veicular.

Um exemplo muito interessante é o do DETRAN de Santa Catarina, o qual, por meio da Portaria n. 655/14 (estabelece as diretrizes para as aulas de prática de direção veicular), regulamentou que “as aulas serão ministradas em qualquer via, no Estado, na área geográfica do município para o qual o Centro de Formação de Condutores está registrado, no horário compreendido entre 06h e 23h50m, ficando sob a responsabilidade do instrutor identificar o momento em que o aluno está em condições de receber instrução em rodovias estaduais ou federais” (artigo 7º, inciso IV).

Importante ressaltar que, no Estado do Paraná, chegou a ser aprovada lei para OBRIGAR a realização de aulas práticas de habilitação em rodovias (Lei estadual n. 16.036/08); apesar de flagrantemente inconstitucional, por tratar de trânsito, assunto privativo da União (artigo 22, inciso XI, da CF/88), chegou a vigorar de 2008 a 2016, quando foi revogada pela Lei n. 18.901/16.

No âmbito federal, também já tivemos proposições legislativas neste sentido, para se alterar o CTB e OBRIGAR aulas em rodovias, sem, entretanto, que tenham sido aprovadas: em 1999, o PL n. 110/99, da Dep fed Maria Elvira Salles Ferreira, que teve parecer CONTRÁRIO da Comissão de Viação e Transportes (relator Dep fed Aracely de Paula) e foi ARQUIVADO em 09MAR00 e, em 2005, o PL n. 5287/05, do Dep fed Francisco Rodrigues, que teve parecer FAVORÁVEL e, desta vez, foi aprovado na mesma Comissão de Viação e Transportes (relator Dep fed Marcello Siqueira), com parecer favorável também na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (relator Dep fed Mauro Benevides), mas que, por não ter sido votado definitivamente na Comissão, acabou sendo igualmente ARQUIVADO, em 31JAN11, por fim de legislatura.

Concluindo:

I) não há uma regra única que delimite as vias para aulas de habilitação, sendo competência do DETRAN estabelecer os termos, horários e LOCAIS em que a aprendizagem de prática de direção veicular deve ocorrer, atendendo-se aos requisitos estabelecidos na Resolução n. 168/04 e suas alterações;

II) não cabe ao órgão estadual inovar nas regras de aprendizagem de direção, mas somente dar cumprimento à norma federal em vigor, adequando às realidades locais de cada município;

III) citada atribuição nada tem a ver com a circunscrição do município sobre as vias urbanas ou do órgão rodoviário sobre as vias rurais, afinal, para a concessão da CNH (com validade em todo o território nacional), não devem ser impostos limites geográficos que impeçam a gestão do processo de habilitação sob responsabilidade do DETRAN (a não ser que a lei assim o faça, de forma taxativa); e

IV) não havendo indicação expressa das vias que devam ser utilizadas, nada impede que sejam ministradas aulas em rodovias.

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Fonte: http://www.ctbdigital.com.br/

 


Quem não tem habilitação é culpado em um acidente de trânsito?

Lembro das minhas aulas teóricas na época da Autoescola e em quase toda turma algum aluno fazia esse questionamento ou contava alguma história em que um amigo foi supostamente responsabilizado por conta do acidente pelo simples fato de não ter habilitação. Claro que a história não é bem assim, é evidente que deve ser analisado todo o contexto, pois cada um responde na medida de sua culpabilidade.

Assim como determina o Código de Trânsito Brasileiro, para habilitar-se o candidato deve ser penalmente imputável (ser maior de 18 anos e responder pelos seus atos na forma da Lei), saber ler e escrever, bem como possuir documento de identidade e CPF, este último passou a ser exigido por meio da Resolução 168/2004 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN.
Preenchidos tais requisitos, o candidato cumprirá algumas etapas, a primeira delas é a abertura do processo junto ao DETRAN, em seguida fará os exames médico e psicológico, logo depois vai para Autoescola onde serão realizadas as aulas teóricas, as aulas no simulador e as aulas práticas de direção, necessitando ainda ser avaliado pelo DETRAN duas vezes, a primeira ao término do curso teórico e a outra logo após as aulas práticas.

Finalizado o processo de habilitação, sendo o candidato considerado apto em todas as etapas, ele receberá a Permissão Para Dirigir, cuja validade é de 1 ano e somente a partir daí é que a pessoa estará legalmente habilitada e apta a conduzir em via pública veículos automotores da categoria para qual se habilitou. Vale lembrar que a exceção ocorre durante as aulas práticas quando o aluno recebe autorização especial para dirigir o veículo Autoescola com o devido acompanhamento do Instrutor de Trânsito.

O grande problema é quando a pessoa não passa pelo processo de habilitação e mesmo assim insiste em conduzir veículo em via pública sem estar devidamente habilitado. Em muitos casos se adquire primeiramente o veículo e somente depois de algum tempo é que se decide tirar a habilitação.

Na esfera administrativa, se determinada pessoa for flagrada conduzindo seu próprio veículo sem possuir habilitação estará cometendo infração gravíssima, com multa no valor de R$ 880,41. Se o veículo foi emprestado, então além dessa infração, a pessoa que entregou ou permitiu que o inabilitado conduzisse o veículo também será autuado, com multa no mesmo valor e o registro de 7 pontos em seu prontuário. Convém destacar que o simples fato de permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor à pessoa não habilitada é considerado crime de trânsito, cuja pena é de 6 meses a 1 ano de detenção.

Essas são as consequências para o caso de alguém conduzir o veículo sem possuir habilitação. No entanto, se um condutor inabilitado se envolver em acidente de trânsito, é possível que sejam atribuídas outras responsabilidades, como veremos a seguir.

Se houver vítima e o condutor foi o responsável pelo acidente, então ele responderá pelo crime de homicídio culposo ou lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, a depender da situação. Não havendo vítima, existindo somente danos materiais, considerando que o inabilitado foi o causador do acidente, então além da infração, tem o dever de reparar o dano causado, em outras palavras, pagar pelo prejuízo.

Caso ele não tenha sido o responsável pelo acidente, e considerando que outro condutor devidamente habilitado colidiu em seu veículo, então estaremos diante de uma infração de trânsito por conduzir veículo sem possuir habilitação, mas o dever de reparar o dano é daquele que de fato provocou o acidente. A questão é simples, cada um responderá na medida de sua culpabilidade, pois seria absolutamente ilógico presumir o inabilitado como responsável de algo que ele não provocou, considerando apenas o fato dele não ter habilitação.

Portanto, trata-se de uma confusão feita por alguns que presumem a responsabilidade em razão da inobservância de uma condição para dirigir, que é o documento de habilitação. Na prática, devemos nos ater ao caso concreto, identificar e atribuir a culpa pelo ocorrido para aquele que de fato lhe deu causa.

Para aqueles que pretendem conduzir veículo em via pública o correto é que primeiro se habilitem, com isso estarão legalmente aptos, com o devido treinamento, evitando as multas de trânsito ou ainda ter que responder judicialmente por seus atos.

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Qual melhor horário para aula de direção?

Para tratarmos deste assunto, primeiramente devemos considerar o que a legislação determina sobre o número de aula de direção e o horário para serem realizadas. A Resolução 347 do Contran, estabelece que para a primeira habilitação são obrigatórias, no mínimo, 20 horas/aula de treinamento prático e 15 para candidatos à “adição ou mudança” de categoria. Sendo que, pelo menos 20% destas aulas devem ser realizadas em período noturno (compreendido entre o por e o nascer do sol), ficando o órgão executivo de cada Estado (Detran) responsável por estabelecer estes horários. Então vamos às dicas:

Respeite o número mínimo de aulas exigido por lei. Uma dúvida muito comum entre os candidatos à habilitação é: Mesmo tendo alguma experiência com direção, ainda assim sou obrigado a passar pelas 20 aulas obrigatórias? Minha resposta é: CLARO QUE SIM! Primeiro – Isso é previsto em Lei. Portanto desrespeitar tal regulamentação caracterizaria uma irregularidade em seu processo de habilitação o que pode resultar em graves sanções. Segundo – Mesmo tendo uma certa “prática com o veículo”, você com certeza não conseguirá estar tecnicamente preparado para o exame prático de direção se não passar pelo número mínimo de aulas exigidas em Lei. Portanto, JAMAIS negocie uma redução no valor tratado com o CFC, considerando uma redução no número de aulas e desconfie do CFC que lhe oferecer esta prática ilegal.

Intensidade do Treinamento. Lançando mão dos meus 15 anos de experiência em docência no trânsito, posso afirmar que realizar mais que duas aulas (50 minutos cada) consecutivas NÃO É PROVEITOSO. A partir da terceira aula, sua mente e corpo não conseguirão assimilar adequadamente os ensinamentos passados pelo seu Instrutor e ele certamente perceberá isso, o que pode resultar em desestímulo de ambas as partes. Também afirmo que, apenas uma aula, pode não ser tempo suficiente para você entender, treinar e aprimorar o conteúdo transmitido. Assim, podemos concluir que o IDEAL seriam duas aulas por cada período de treinamento. Se você quer estudar no seu ritmo, clique aqui e descubra como!

O Melhor Horário para o treinamento. Sabendo que 20% das aulas devem ser realizadas em período noturno, procure fazer as demais, bem cedinho, de preferência nos horários das 06:00 e 07:00 da manhã. Entenda que seu instrutor é humano e, com certeza, com o passar do dia ficará desgastado física e psicologicamente. Você não vai querer fazer aula com um instrutor cansado e estressado, vai? Isso sem contar a sua própria disposição física e psicológica. Não tenha dúvida que o melhor horário para tirar o máximo de você é logo cedo, assim que acordar. Está comprovado que nosso organismo (mente e corpo), responde 70% melhor às solicitações, quando ainda no período matutino. Sem contar que, com o passar do dia, o trânsito e o calor ficarão insuportáveis. Agende suas aulas com bastante antecedência para não ter dificuldades em conseguir os melhores horários.

Respeite suas Limitações. Nada do que falamos neste encontro terá valor se não consideramos nossas próprias limitações. Cada um sabe dos problemas e dificuldades que está enfrentando. Seja em casa, no trabalho, conjugal ou social, todos nós passamos por isso. Portanto, saiba respeitar seu “psicológico”. Não vá fazer aulas com a cabeça cheia de problemas. Outro fator a ser considerado é sua capacidade de absorção e assimilação do que lhe está sendo transmitido. Não adianta querer se comparar com fulano ou ciclano. Porque ele conseguiu com um número “X” de aulas eu também tenho que conseguir, não é por aí. Tenha calma, discernimento e consciência de que cada um é “cada um”. Seres humanos tendem a desenvolver habilidades distintas e graças a Deus por isso, neh? Talvez você não consiga se desenvolver tão rapidamente dirigindo, e isso não é motivo para se preocupar nem tampouco ficar se comparando com outras pessoas. Aprenda a controlar suas emoções e faça o que está ao seu alcance, dê o seu máximo e não se preocupe com o número de aulas. Certamente seu instrutor não vai querer lhe “empurrar” aulas, simplesmente com a intenção de te onerar. Portanto, confie nele e faça a sua parte.

Por fim, digo que o aprendizado é composto de fases, e cada uma destas fases deve ser impreterivelmente respeitada. Observe cada um dos itens tratados neste artigo e certamente alcançará o resultado que almeja. Desejo a você, ótimas aulas de direção e até o nosso próximo encontro: “O QUE SERÁ AVALIADO EM SEU EXAME”. Fique ligado!

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Aula de direção - Escolhendo o veículo para aprender a dirigir

Tão importante quanto escolher um bom instrutor, é saber escolher um bom veículo para aprender a dirigir e realizar suas aulas de direção, obtendo sucesso em seu exame de direção.

Ao escolher o carro para aprender a dirigir, o aluno deve se atentar para alguns pontos:

 

Dê preferência a carros com direção hidráulica. Isso fará muita diferença na hora de você treinar manobras, principalmente baliza. Um carro que não tem direção hidráulica, além de desgastar fisicamente o aluno, com certeza prejudica muito na hora do exame. Imagine você fazendo uma baliza e fazendo um esforço enorme pra virar o volante. A sua cara de sofrimento certamente não passará para o examinador um aspecto agradável. Dirigir requer, dentre outros aspectos, elegância. Isso mesmo “ELEGÂNCIA”. Eu, particularmente, sei se uma pessoa dirige bem ou mal só pela elegância que ela apresenta ao dirigir.

Escolha carros com campo de visão (dentro pra fora) mais amplo. Entre no carro e olhe pra frente, pros lados e para trás. Observe se a visão de dentro pra fora é agradável. Tente não ficar esticando o pescoço para alcançar o que está tentando ver lá fora, isso é muito deselegante. Na minha opinião, os melhores carros neste quesito são: o Fiat Uno (modelo antigo) e o Chevrolet Celta. Estes dois têm um campo de visão ótimo e isso vai fazer muita diferença na hora de fazer uma baliza ou encostar paralelo ao meio fio.

Considere a potência do motor do veículo. Se o campo de visão é um fator relevante na hora de fazer uma baliza, a potência do motor também é fundamental na hora de arrancar com o veículo, principalmente em aclives (subidas). Neste quesito, o melhor carro é o Chevrolet Celta. É um carro leve e com um excelente potencial de arrancada em aclives. Muitas reprovações acontecem devido ao aluno deixar o carro morrer (interromper o funcionamento do motor) na hora de sair com o veículo nas subidas. Portanto, não deixe de analisar este importante quesito.

Exija carros em bom estado de conservação. Treinar e fazer exame em um carro em mau estado de conservação é suicídio. Com certeza você será prejudicado com isso e depois vai ficar culpando o veículo. O examinador não o eximirá da culpa caso o problema seja com o veículo. Portanto, escolha um bom carro. O seu exame consiste, inclusive, em saber avaliar o estado de conservação do veículo.

DICA – É importante você dirigir outros modelos de carros. Escolher um carro para treinar e fazer o exame de direção é, sem dúvida, uma regra fundamental para sua aprovação. Mas atente-se para o fato de você, após estar com sua habilitação na mão, precisar dirigir veículos diferentes, inclusive o seu. Já vi casos em que a pessoa, desde o primeiro contato com o “volante”, aprendeu no veículo do CFC (autoescola). Acostumou tanto com o veículo que ficou dependente dele. Resultado, a pessoa adquiriu sua habilitação e depois não conseguiu dirigir o seu próprio veículo.

Por fim, digo que a referência a algumas marcas e modelos de veículos não teve qualquer relação com merchandising (publicidade). A finalidade foi, única e exclusivamente, facilitar a compreensão dos leitores no que diz respeito ao conteúdo apresentado. Aguardo você para o nosso próximo encontro: “O MELHOR HORÁRIO PARA REALIZAR AS AULAS”. Fique ligado!

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