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Tag: instrutor de trânsito

profissão de Instrutor de Trânsito

Instrutor de Trânsito, uma profissão da qual a sociedade tanto carece sem nem mesmo saber disso. Ser um Instrutor de Trânsito vai muito além de ensinar alguém a dirigir, é participar diretamente no desenvolvimento da cidadania de cada indivíduo. A preservação de milhares de vidas dependem da ação direta dessa profissão tão nobre.

Conheça o livro CURSO DE LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO, dos Mestres Gleydson Mendes e Leandro Macedo – “Sem dúvida uma das melhores obras do trânsito brasileiro” (Ronaldo Cardoso).

O profissional instrutor de trânsito é indispensável para a formação de condutores

O art. 155 do Código de Trânsito Brasileiro estabelece:

A formação de condutor de veículo automotor e elétrico será realizada por instrutor autorizado pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal, pertencente ou não à entidade credenciada.

Portanto, desde a entrada em vigor do CTB em 1998 existe a previsão do Instrutor de Trânsito no processo de formação de condutores.

No entanto, somente em 2010 a profissão passou a ser regulamentada através da Lei nº 12.302/10 que define o Instrutor de Trânsito como sendo o profissional responsável pela formação de condutores de veículos automotores e elétricos com registro no órgão executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal (DETRAN).

É indispensável a presença do Instrutor na formação e qualificação de condutores, pois muitos deles têm esse único contato com o ensino de trânsito e depois passam a conduzir seus veículos nas vias, por isso é de suma importância sua contribuição nesse processo.

Requisitos para ser um Instrutor de Trânsito

Para o exercício da profissão é necessário cumprir alguns requisitos:

► ter no mínimo 21 anos de idade;
► ter pelo menos 2 anos de efetiva habilitação legal para a condução de veículo;
► não ter cometido nenhuma infração de trânsito de natureza gravíssima nos últimos 60 dias;
► ter concluído o ensino médio;
► possuir certificado de curso específico realizado pelo órgão executivo de trânsito;
► não ter sofrido penalidade de cassação da Carteira Nacional de Habilitação – CNH;
► ter participado de curso de direção defensiva e primeiros socorros.

A partir de 2010, com a entrada em vigor da lei que regulamentou a profissão, a exigência era de que o Instrutor deveria ter pelo menos 2 anos de efetiva habilitação legal para a condução de veículo e, no mínimo, 1 ano na categoria D.

Esse requisito era absolutamente DESPROPORCIONAL tendo em vista que muitos profissionais ministravam somente aula teórica ou mesmo aula prática em motocicletas (categoria A) ou automóveis (categoria B), não havendo necessidade alguma de possuir habilitação em categoria superior.

Felizmente essa obrigatoriedade deixou de existir a partir da vigência da Lei nº 13.863, de 8 de agosto de 2019, que alterou a lei que regulamenta a profissão e passou a trazer como requisito o mínimo de 2 anos de habilitação, SEM A NECESSIDADE DE CATEGORIA D.

No entanto, se o Instrutor desejar trabalhar em cursos teóricos que exijam a categoria D, a exemplo dos cursos especializados de transporte coletivo de passageiros ou de escolares, regulamentados pela Resolução nº 168/2004 do Conselho Nacional de Trânsito, ou ainda, ministrar aula prática para condutores que estejam se habilitando em uma das categorias C, D ou E, faz-se necessário possuir categoria de habilitação compatível.

Curso de Formação de Instrutor de Trânsito

Também é exigido desses profissionais um curso de formação que atualmente está regulamentado pela Resolução nº 358/2010 do CONTRAN, possui 180 horas de duração e validade de 5 anos, depois desse período é preciso realizar curso de atualização com carga horária mínima de 20 horas.

Curso presencial de formação de instrutor e diretor de autoescola é na Educate Trânsito. Chame no whatsapp (81) 99420-0933 e saiba mais.

Cometimento de Infração de Trânsito por Instrutor

Há um dispositivo na Lei nº 12.302/10 que traz a seguinte determinação:

São requisitos para o exercício da atividade de instrutor de trânsito não ter cometido nenhuma infração de trânsito de natureza gravíssima nos últimos 60 dias.

Na prática alguns órgãos suspendem o Instrutor de suas atividades pelo mero cometimento da infração gravíssima, sem que seja respeitado o devido processo administrativo que será instaurado pelo órgão autuador, quando será concedida ao Instrutor que praticou a suposta irregularidade a possibilidade de exercer seu direito de defesa e talvez consiga arquivar o auto de infração.

Legalmente, o profissional SÓ PODERIA sofrer qualquer suspensão de suas atividades depois de aplicada a sanção decorrente da infração cometida.

Ainda assim, a redação é um tanto confusa, pois faz menção à infração cometida nos últimos 60 dias e o processo administrativo para aplicação da penalidade pode durar até 5 anos, quando estará prescrito.

Instrutor autônomo – não vinculado a CFC

Existe ainda a possibilidade de o Instrutor exercer sua função sem estar vinculado a um CFC, como nos ensina o professor Julyver Modesto (CTB Digital):

A Resolução do Contran n. 358/10 (e alterações) estabelece os requisitos para o credenciamento das instituições de ensino, chamadas de CFC – Centros de Formação de Condutores, categoria ‘A’ (ensino teórico-técnico), ‘B’ (prática de direção veicular, ou seja, as conhecidas “Auto-Escolas”) ou ‘A/B’ (para todo o processo de formação) e, em seu artigo 21, prevê a possibilidade de atuação de instrutores não vinculados a um CFC, mediante prévia autorização do órgão executivo de trânsito do Estado ou Distrito Federal (Detran) e somente nas localidades onde não existir nenhum CFC (tal instrutor somente pode instruir 1 candidato a cada período de 6 meses).

Na prática, por diversos motivos, é algo absolutamente incomum ver um Instrutor NÃO VINCULADO a um CFC.

Reavaliação periódica dos Instrutores de Trânsito

Convém mencionar ainda a Resolução nº 321/2009 do CONTRAN, que instituiu o exame obrigatório para avaliação de instrutores e examinadores de trânsito no exercício da função em todo o território nacional.

Apesar de estar em vigor há mais de uma década, a norma JAMAIS foi posta em prática.

A intenção é fazer com que o Instrutor seja avaliado a cada 3 anos através de exame realizado por meio de prova eletrônica e promovido pelo Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN.

Os profissionais que realizassem o exame e não atingissem nota igual ou superior a 70 deveriam, obrigatoriamente, submeter-se à atividade de REQUALIFICAÇÃO, com curso de 16 horas-aulas, sendo 12 h de Legislação de Trânsito e 4 h de Didática do Ensino. Porém, não há nenhuma previsão de que o exame venha de fato a ocorrer.

Instrutor de Cursos de Transporte Especializado

Além dos cursos de formação de condutores, o Instrutor de Trânsito pode atuar em outros cursos regulamentados pelo Conselho Nacional de Trânsito, a exemplo do:

  1. transporte coletivo de passageiros;
    2. transporte de escolares;
    3. transporte de produtos perigosos;
    4. transporte de emergência;
    5. transporte de cargas indivisíveis;
    6. mototáxi – transporte de pessoas em motocicletas;
    7. motofrete – transporte de cargas em motocicletas;
    8. taxista.

Desde que atenda à regulamentação específica, em especial a Resolução nº 358/2010 do CONTRAN, é mais uma área de atuação.

Conclusão

Em razão das constantes modificações na legislação de trânsito, das inovações na produção de veículos que saem de fábrica com novas tecnologias, dos procedimentos básicos para saber como agir em caso de acidente, da relevância nas discussões sobre preservação ambiental e de relações interpessoais…

… é IMPRESCINDÍVEL ao Instrutor de Trânsito se manter atualizado, buscar constantemente cursos de aperfeiçoamento profissional independentemente de qualquer exigência normativa.

Do contrário, assim como ocorre em qualquer área de atuação, a falta de qualificação torna inevitavelmente o profissional obsoleto.

Sugiro que leia, também, o nosso texto “10 qualidades do Instrutor Teórico ideal”, disponível em nosso blog.

Caruaru-PE, 08 de abril de 2020.

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10 qualidades do instrutor teórico ideal

Quem observa “de fora” vê como algo fácil de ser executado, mas somente quem está dentro sabe o quanto é DESAFIADOR o trabalho do Instrutor de Trânsito. Claro que, como em qualquer outra profissão, há os maus e bons profissionais e, neste texto, eu vou destacar as 10 qualidades que todo instrutor de trânsito, que ministra aulas teóricas, deve possuir.

1. Possui informação atualizada sobre sua profissão

Dentre as tantas regulamentações acerca do ofício de instrutor de trânsito, há algumas que são indispensáveis ao exercício das suas funções. Porém, infelizmente, desconhecidas pela maioria.

Vou aqui destacar as três que, na minha opinião, são obrigatórias ao conhecimento de todos os profissionais da área.

Lei federal 12.302 de 2010 – é a lei que regulamenta o exercício da profissão de instrutor. Contém apenas nove artigos e, por ser tão enxuta, não representa qualquer dificuldade para que seja de amplo conhecimento pelos profissionais dessa área.

Resolução 168 de 2004, do Contran – estabelece Normas e Procedimentos para a formação de condutores de veículos automotores e elétricos, a realização dos exames, a expedição de documentos de habilitação, os cursos de formação, especializados, de reciclagem e dá outras providências.

Resolução 358 de 2010, do Contran – regulamenta o credenciamento de instituições ou entidades públicas ou privadas para o processo de capacitação, qualificação e atualização de profissionais, e de formação, qualificação, atualização e reciclagem de candidatos e condutores e dá outras providências.

Para essas duas últimas, não disponibilizamos o link para download, pelo motivo de estarem DESATUALIZADAS na base do Denatran.

Nossa equipe já vinha trabalhando na consolidação de ambas, mas suspendemos esse trabalho ao sabermos que o Denatran está unificando as duas já com as devidas atualizações – por enquanto, aguardemos.

2. Domina os conteúdos curriculares das disciplinas

Você já parou para pensar DE ONDE VÊM os conteúdos que compõem a grade curricular dos cursos que você ministra? Com certeza NÃO É daqueles manuais que são entregues para uso dos alunos.

Por exemplo, a disciplina LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO (18 horas-aulas) ministrada no curso de formação de condutores. Ali temos conteúdos extraídos, em sua essência, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e Resoluções do Contran.

No módulo DIREÇÃO DEFENSIVA (16 horas-aulas), a base é um Manual criado pelo próprio Denatran em 2005 e utilizado até os dias de hoje – clique aqui para baixar uma cópia gratuita.

O mesmo acontece para os demais módulos. Sempre há uma bibliografia de referência e é nela que o instrutor deve se apoiar.

JAMAIS utilize manual do aluno como base de estudos. Não que estejam errados, mas não são fonte com as devidas qualificações técnicas para um profissional.

Nós temos um curso online para o aprimoramento do instrutor de trânsito. Neste curso disponibilizamos todos os conteúdos e fontes de referência necessárias para seu desenvolvimento.

3. Dispõe de recursos e ferramentas para a adequada realização das aulas

Todo profissional que se dispõe a ensinar algo, deve conhecer os chamados “estilos de aprendizagem”. Há pessoas que aprendem melhor OUVINDO, outras VENDO e há também aquelas que aprendem melhor FAZENDO.

Daí a importância do instrutor saber transmitir o conteúdo envolvendo esses três aspectos (auditivo, visual e sinestésico).

Minha sugestão é que ao explicar oralmente a matéria, sejam utilizados slides e imagens que se relacionem com o que está sendo falado. Simultaneamente, incentive os alunos a fazerem anotações e atividades de dinâmica, preferencialmente em grupo para estimular a cooperação – tão ausente no trânsito brasileiro.

Aqui você pode ver um vídeo onde eu apresento o material COMBO DE FERRAMENTAS DO INSTRUTOR DE TRÂNSITO, contendo todas as ferramentas necessárias à ministração de suas aulas.

4. Institui e mantém normas de convivência em sala

No trânsito a obediência e a cooperação são elementos de extrema carência. Pensando nisso, é na SALA DE AULA que o instrutor tem a oportunidade de aguçar essas características nestes futuros motoristas. Portanto, crie e ofereça ao seus alunos atividades que estimulem a boa convivência e a cooperação mútua.

Uma maneira de fazer isso é criando um grupo no whatsapp (ou outro que você achar melhor), pedir para que os alunos sejam cooperativos entre si – sempre atentos às REGRAS pré-estabelecidas para o grupo.

Conforme as dificuldades forem aparecendo você, instrutor, deve moderá-las sempre deixando claro que a quebra de uma regra gera um ciclo que, inevitavelmente, vai retornar prejuízos que afetam a todos.

Quanto mais relação essas atividades estiverem com o dia a dia deles no trânsito, melhor. A ideia é justamente criar um ambiente similar à realidade a ser vivenciada por eles depois de habilitados.

5. Estabelece um clima favorável para a aprendizagem

Estudar é algo que, definitivamente, NÃO É a preferência do brasileiro – ele até faz por obrigação, mas por prazer… dificilmente acontecerá (rsrs).

Por isso, não faça da sua sala de aula um quartel general onde você detém toda a razão. Ensinar é compartilhar conhecimento, numa espécie de “via de mão dupla”, onde se ensina, mas também se aprende. Pensar que você sempre estará certo, é se enforcar na sua própria prepotência.

Crie um ambiente amigável dentro de sala. Estimule os alunos a pesquisarem e questionarem. Com certeza isso será tão desafiador para você, quanto enriquecedor.

6. Otimiza o tempo disponível para o ensino

Concordo que a carga horária estipulada pelo Contran, para cada módulo do curso de formação de condutores, foge bem do que seria adequado. Entretanto, não é porque sobrou tempo numa disciplina que você vai para a recepção e deixar os alunos “a ver navios” – esse tempo vai fazer falta depois.

Redistribua a carga horária das aulas de maneira que sejam aproveitadas ao máximo. No material que eu forneço – COMBO DE FERRAMENTAS DO INSTRUTOR – tive o cuidado de alinhar isso, ajustando o tempo ao que cada módulo do curso requer.

7. Tem consciência das características de desenvolvimento de cada aluno

Já tive mais de dez mil alunos presenciais (fora outros tantos milhões de alunos online) e posso afirmar uma coisa: CADA UM TEM SUAS PARTICULARIDADES.

O instrutor que insiste em aplicar a mesma metodologia e técnicas com TODOS OS ALUNOS, com certeza está cometendo erros gravíssimos.

Uma das características que fazem um instrutor se destacar pela EXCELÊNCIA naquilo que faz é justamente ter a capacidade de ver cada aluno como um indivíduo único e ter a flexibilidade de ajustar suas técnicas às particularidades de cada um.

8. Utiliza métodos e procedimentos que promovem o desenvolvimento do pensamento autônomo

Nós, seres humanos, somos diferenciados dos demais animais, justamente pela capacidade de RACIOCINAR. Quando você ensina algo para uma pessoa, deve-se esperar que ela tire conclusões daquilo e que tenha uma visão única e particularizada do que ela aprendeu.

Isso fará com que essa pessoa, ao processar os que lhe foi ensinado, externalize algo diferente das outras pessoas. Claro que essas diferenças, na maioria das vezes, é algo bem sutil, mas é aí que entra o “olho clínico” do profissional.

Saiba identificar o resultado dos seus ensinamentos em cada aluno e, o mais importante, saiba usar isso para o seu desenvolvimento e dos outros.

9. Escolhe estratégias de avaliação coerentes com os objetivos de aprendizagem

A regra aqui é SAIR DO QUADRADO. A forma antiga e conservadora de avaliação, há muito tempo é contestada por especialistas na atividade ensino aprendizado. Portanto, não hesite em tentar formas alternativas de avaliar seus alunos – INOVAR é a palavra de ordem.

Claro que isso deve ser feito sem IGNORAR TOTALMENTE as formas tradicionais de avaliação, até porque, seus alunos serão avaliados nos moldes já utilizados e pré-determinados pelo Detran / Contran.

10. Busca aprimorar seu trabalho constantemente com base na reflexão sistemática, na autoavaliação e no estudo

Conforme a regra atual, o instrutor de trânsito precisa passar por um curso obrigatório de reciclagem a cada 5 anos.

Se você já atua nessa profissão, sabe bem que legislação de trânsito é algo que sofre atualizações quase que diariamente. Imagine ficar 5 anos sem se aprimorar-se e atualizar-se.

Claro que esse NÃO deve ser o comportamento de um profissional dedicado e comprometido. Busque se aprimorar constantemente. Não por obrigação, mas pela sua melhoria continuada.

Conclusão

A queixa de FALTA DE VALORIZAÇÃO é quase que unânime entres os profissionais instrutores. Sobre isso, tenho uma reflexão para você: O jogador de futebol Neymar joga bem porque ganha bem ou ganha bem porque joga bem? Pense nisso.

Para que a nossa classe alcance a tão almejada VALORIZAÇÃO é preciso que nós sejamos realmente comprometidos a ser os melhores profissionais que pudermos.

Não se junte à maioria negativista. Seja autêntico, seja comprometido, SEJA O MELHOR!

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Trânsito no Brasil - falta cultura de segurança e sobram achismos

Recentes declarações do presidente Bolsonaro, num tom de crítica ao processo de formação de condutores (vide nota abaixo[1]), somadas ao também recente projeto de lei do deputado federal General Peternelli (PL nº 3781/2019, objetivando promover mais uma alteração no já deveras remendado Código de Trânsito Brasileiro[2]), demonstram uma acentuada preocupação do chefe do executivo e de parte de seus aliados políticos com o impacto financeiro que o processo de habilitação tende a produzir no bolso do cidadão que a ele se submete. E esse viés econômico, convenhamos, é algo que deve, sim, ser considerado!

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As falas do senhor presidente acerca do tema trânsito já são bastante conhecidas, tornando até dispensável que façamos aqui transcrições outras. Geralmente são opiniões provocativas emitidas com esteio em suas próprias crenças e voltadas a atingir um determinado objetivo. Os fundamentos, não raro, são encontrados apenas na justificação intangível e subjetiva do “eu acho que…”. Ocorre que, em se tratando da autoridade por ele representada, esses posicionamentos tendem a gerar grande repercussão.

Por sua vez, o deputado General Peternelli aduz, a título de justificativa ao já mencionado PL, que “a obrigatoriedade de frequência às aulas, tanto teóricas quanto práticas, tornou o processo de habilitação extremamente caro no Brasil”. Mais: “dependendo da quantidade de aulas práticas ministradas, esse custo pode facilmente chegar aos três mil reais, um valor incompatível com os ganhos da grande maioria dos cidadãos brasileiros, principalmente os jovens”. Eis que nos deparamos, mais uma vez, com a justificativa de ordem econômica. São argumentos atraentes, não se pode negar.

No entanto, caso fôssemos propor um debate sobre o trânsito brasileiro e as externalidades negativas que ele ocasiona (as mortes, os traumas e as sequelas permanentes, a poluição, os prejuízos de ordem material e os impactos nos orçamentos da saúde e da previdência etc.), acreditamos que contra-argumentos bastante sólidos, inclusive na perspectiva econômico-financeira, nos socorreriam.

Se fatos (e não meros achismos) fossem levados em conta e se os detentores do poder de mando tivessem boa vontade de promover as mudanças visando, numa perspectiva mais ampla, melhorar o processo de formação dos condutores, quem sabe até conseguiríamos descortinar a caixa-preta do FUNSET (para além daquela do BNDES, que parece ser objeto de fixação do presidente).

Os fatos, sabemos, são incômodos. Todavia, já se disse que “a realidade tem primazia sobre os mecanismos”. Negar evidências que facilmente se extraem da análise do trânsito brasileiro não modifica para melhor a realidade que está posta. Ao contrário, tende a agravá-la. A preferência por ser contra as regulamentações – menos exigências, menos fiscalização, mais liberdade, mais velocidade etc. – pode mostrar-se viável em outras áreas. No trânsito, no entanto, ela é arriscadíssima!

Que tal se fazer uso de parte dos recursos arrecadados via fiscalização de trânsito para melhorar o que já existe, inclusive no tocante à formação dos condutores? Afinal, é inquestionável que o processo de formação dos condutores brasileiros pode – e deve – ser aperfeiçoado. Nesse particular, constata-se que há quase um consenso.

Cabe aqui pontuar que uma tentativa de otimizar o processo ocorreu não faz muito tempo. A maioria das pessoas que se dedicam ao estudo do binômio trânsito-mobilidade, em especial aquelas que direta ou indiretamente atuam na formação dos condutores, lembra da natimorta resolução 726/2018, do modo como foi construída e de como restou fulminada por uma declaração do então ministro das cidades Alexandre Baldy – posteriormente formalizada numa deliberação do Contran (a 168/2018).

A referida resolução 726 propunha significativas alterações no processo de formação, especialização, renovação e reciclagem dos condutores. Tratava-se de uma norma que, no geral, aperfeiçoaria o procedimento. Ademais, elaborada com significativa participação de especialistas[1] e das demais pessoas interessadas. Nesse contexto, uma resolução democraticamente edificada! Ao final, como todos sabem, entendeu alguém de pendurar num galho da frondosa árvore um jabuti (na forma de curso e prova para a renovação da CNH) e o governo, que poderia mandar retirar o jabuti, optou por mandar derrubar a árvore.

Os profissionais atuantes na formação de condutores não ignoram a necessidade de atualizações nos procedimentos relativos à formação/capacitação dos atuais e dos futuros condutores. No entanto, busquemos ser justos em nossas análises: o déficit nesse processo e o descompasso entre o que ele deveria ser e o que de fato ele é, devem-se, em grande parcela, às regras vigentes, e não aos profissionais que a ele se dedicam. Em especial, não podem ser atribuídos aos proprietários de CFCs e nem aos instrutores que neles atuam.

O sistema deveras engessado e em muitos aspectos desatualizado não tem muito espaço para a criatividade. Se numa prova aplicada pelo Detran ainda costuma vir uma questão tratando sobre a exigência do kit de primeiros socorros e o gabarito (aproximadamente 20 anos depois da revogação da obrigatoriedade dessa “tralha”) afirma que persiste a exigibilidade, o máximo que se pode fazer no CFC é dizer aos alunos que a alternativa correta, para efeitos de avaliação, será a incorreta (pasmem!) – e que é assim mesmo que funciona o “sistema”, algumas vezes o certo é o errado e vice-versa.

Já quase finalizando, há que se registrar algo muito positivo resultante das iniciativas do presidente Bolsonaro e do deputado Peternelli: voltamos a debater a formação dos condutores. O assunto tornou-se pauta obrigatória diária para a imprensa e para os “indesejáveis” especialistas. As categorias profissionais que podem vir a ser afetadas pelas propostas de mudanças também estão discutindo, se movimentando e compreendendo melhor aquilo que costumamos afirmar: a zona de conforto e o progresso são inconciliáveis.

Por falar em compreender (e aqui encerrando, de fato, nossa reflexão), recordo-me que, por ocasião da celeuma envolvendo a resolução 726, ponderávamos, não sem uma pitada de sarcasmo, que ou a norma traria alterações desnecessárias e não melhoraria em nada o processo de habilitação e – nesse caso, o Contran sequer deveria ter promovido sua homologação/publicação – ou o ministro Baldy cometera um equívoco. Afora isso, nos restava a hipótese de que ambos teriam acertado e nós todos, pobres mortais metidos a estudiosos e especialistas que, vez por outra, ousamos questionar o “sistema”, não somos suficientemente inteligentes para compreender como as engrenagens funcionam. Será que algum dia compreenderemos?

[1] Cabe pontuar que o atual presidente, alinhado com o que praticavam seus antecessores, já declarou que estudiosos e especialistas não devem ser levados em consideração, num assunto que, não se pode olvidar, é predominantemente técnico.

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O instrutor de trânsito do século XXI

Neste período de incertezas e mudanças quanto às regras para formação de condutores, é natural que exista uma grande inquietação sobre o futuro da profissão de Instrutor de trânsito, que se vê, o tempo todo, pressionado a INOVAR para se manter em um mercado cada vez mais competitivo.

Ainda mais agora que não se exige mais uma categoria específica de habilitação para essa atividade, o que deve ocasionar uma maior procura pelos Cursos de formação de Instrutores.

Clique aqui e tire suas dúvidas sobre o CURSO INSTRUTOR DO SÉCULO XXI com Ronaldo Cardoso e Julyver Modesto.

A discussão sobre um provável fim dos Centros de Formação de Condutores, a defendida AUTONOMIA dos Instrutores de trânsito para que ministrem aulas individualmente, a possível revogação de obrigatoriedade de Curso teórico ou de carga horária mínima de aulas práticas, o aumento da validade do exame de aptidão física e mental para renovação da CNH são exemplos de transformações que estão sendo debatidas no Congresso Nacional e propaladas pelo próprio Governo federal, somadas às reais alterações no processo de habilitação, trazidas pela Resolução do Conselho Nacional de Trânsito nº 778/19.

Com toda esta movimentação no setor, uma coisa é certa: SÓ SOBREVIVERÁ NO MERCADO QUEM ESTIVER PREPARADO PARA AS MUDANÇAS!

Pensando nisso, dois expoentes na área decidiram se unir para lançar um Curso inovador: INSTRUTOR DE TRÂNSITO DO SÉCULO XXI.

Esta é a oportunidade de você se DESTACAR nesse mercado e ser, realmente, um Instrutor DIFERENCIADO e ATUALIZADO, com os Professores JULYVER MODESTO e RONALDO CARDOSO!!!

Para conhecer mais sobre os docentes, acesse:

► Julyver Modesto de Araujo – www.julyvermodesto.com.br

► Ronaldo Rodrigues Cardoso – www.autoescolaonline.net e YouTube.com/LegTransito – o maior canal sobre trânsito, do Brasil, com mais de 1 milhão de inscritos e mais de 150 milhões de visualizações.

Turmas já agendadas

► São Paulo/SP: 09 e 10 de novembro de 2019 (sábado e domingo)

► Belo Horizonte/MG: 30 de novembro e 01 de dezembro de 2019 (sábado e domingo)

Carga horária: 20 h/a (2 dias de duração, das 9h às 18h)

Conteúdo programático

► Atualização da Legislação de trânsito (alterações recentes do CTB e Resoluções do CONTRAN);

► Mudanças implantadas no processo de formação de condutores (Resolução n. 778/19);

► Mudanças possíveis no processo de formação de condutores: do Curso teórico-técnico ao Curso de prática de direção veicular – medidas anunciadas pelo Governo e Projetos de Lei em andamento;

► Perspectivas para a profissão de Instrutor de trânsito: autonomia x vinculação ao CFC; trabalho prestado por aplicativos; possibilidade de aulas por qualquer pessoa habilitada e o diferencial de ter a credencial de Instrutor;

► A necessidade de inovação e adaptação do profissional às exigências da lei e do mercado: como se preparar para o futuro;

► Aspectos neurológicos da aprendizagem: concebendo o processo de ensino com base nos conceitos, princípios e pressupostos da neurolinguística, a fim de ampliar as habilidades do Instrutor e melhorar o rendimento de seu aluno, para buscar a aprovação nos exames de direção;

► Melhorando a didática: como ampliar a sua capacidade de comunicação, exposição de ideias e conhecimento, com a utilização adequada dos meios de ensino e aprendizagem;

► Produção de conteúdo para a internet: como se destacar na criação e elaboração de Cursos, vídeos e outros materiais de promoção digital, com a criação, personalização, e alavancagem de um canal de videoaulas sobre trânsito no YouTube.

Investimento

De R$ 979,00 por R$ 679,00 para os 20 primeiros matriculados;

Pagamento em 3x sem juros, no cartão, ou até 18x com juros.

Inscrições

Faça sua inscrição pelo email cursos@julyvermodesto.com.br ou Whatsapp 11 99851-7075.

Mais informações

Clique aqui para SABER MAIS SOBRE O CURSO.

Aula de moto em via pública, acompanhada por instrutor em outro veículo

Com a regulamentação das motopistas, uma dúvida corriqueira que nos chega é sobre a legalidade das aulas na categoria A (veículos de duas ou três rodas) serem ministradas em via pública. Questiona-se, também, se o instrutor deve ir na garupa da motocicleta ou se poderia acompanhar de outro veículo.

Conheça o MÉTODO ALFA, nosso curso online preparatório para as provas de habilitação do Detran.

Sobre treinar em via pública

Além da fundamentação legal, este texto também teve como base, orientações do eminente professor Julyver Modesto, em seu podcast semanal cuja fonte pode ser verificada clicando aqui.

Se você é profissional do trânsito, recomendo muito que conheça os demais episódios (42 até a data de hoje) desses podcasts riquíssimos em conteúdos voltados para a temática trânsito.

Até o ano de 2008, a resolução 168/04 do Contran não previa a necessidade de aulas práticas para motocicletas, na via pública – apesar dos questionamentos sobre a importância desse tipo de treinamento na formação do condutor, para que este tenha contato com a realidade do trânsito e não fique limitado às condições simuladas na motopista.

Mas, a partir de 2008, a referida resolução teve, entre outras, uma modificação dada pela resolução 285/08, também do Contran, que entrou em vigor em janeiro de 2009.

De lá pra cá o texto da 168 se manteve praticamente igual, no que diz respeito à prática de aulas para motocicletas e, atualmente, tem sua estrutura curricular disposta no anexo II, estabelecida pela resolução 572/15, de onde destacamos dois itens:

Resolução 168/04, anexo II
1.6.2.2. Para veículos de duas rodas:
– Normas e cuidados antes do funcionamento do veículo;
– O veículo: funcionamento, equipamentos obrigatórios e sistemas;
– Prática de pilotagem defensiva, normas de circulação e conduta, parada e estacionamento, observância da sinalização e comunicação:
a) em área de treinamento específico, até o pleno domínio do veículo;
b) em via pública, urbana e rural, em prática monitorada.

Como se pode observar, desde 2009 passou-se a exigir que, depois que aluno já tiver pleno domínio da motocicleta, sejam feitas aulas, também, NA VIA PÚBLICA – assim como já ocorre desde o início do treinamento com aqueles alunos da categoria B (automóveis).

Sobre o acompanhamento pelo instrutor

Quando o treinando ocorre na motopista, o instrutor fica de pé, próximo ao aluno, fazendo as intervenções necessárias à sua adequada instrução. Mas e quando esse treinamento é realizado na via pública, como o instrutor deve proceder, ele vai na garupa ou em outro veículo (motocicleta ou automóvel)? Veja o que diz a legislação:

Resolução 168/04, anexo II
1.8.3. A monitoração da prática de pilotagem de motocicleta em via pública poderá ser executada pelo instrutor em outro veículo.

Observe que o texto nos mostra a possibilidade de monitoração, pelo instrutor, estando este em outro veículo.

Entretanto, desde a resolução 285/08 (atualmente 572/15) que se discute a interpretação do termo “PODERÁ”, cujo qual nos dá a possibilidade de haver outra forma de monitoração das aulas, que seria, justamente, na garupa. Sobre isso, ainda não há um posicionamento do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

A respeito da utilização de um segundo veículo para o monitoramento das aulas em via pública, questiona-se o aumento nos custos e, portanto, improvável viabilidade.

Por outro lado, o acompanhamento da aula com o instrutor na garupa apresenta, também, alguns contrapontos:

1. Proximidade do corpo do instrutor com o do aluno – o que gera um certo desconforto;
2. Peso extra (instrutor), o que dificulta o domínio da motocicleta;
3. Possibilidade de intervenção, pelo instrutor, com o devido alcance dos comandos da motocicleta.

A respeito do “peso extra”, talvez não seja exatamente um problema, se considerarmos que essa é uma situação cuja qual o aluno haverá de enfrentar após sua habilitação e, portanto, não deveria ser evitada durante o treinamento.

Quanto ao alcance dos comandos, pelo instrutor, a resolução 358/10 do Contran, menciona o seguinte:

Resolução 358/10, art. 8º
§ 3 Os veículos de aprendizagem devem estar equipados com duplo comando de freio e embreagem e retrovisor interno extra para uso do instrutor e examinador, além dos equipamentos obrigatórios previstos na legislação.

Obviamente que a parte onde menciona “retrovisor interno” não se aplica aos veículos de duas rodas (motocicletas). Já a outra exigência (duplo comando de freio e embreagem), essa sim aplica-se às motocicletas e, portanto, estando estes veículos devidamente equipados, conforme regulamenta a resolução, não mais teríamos o problema do acionamento pelo instrutor, quando na garupa.

Apesar disso, os Detrans NÃO têm exigido a adaptação do duplo comando de freio e embreagem, com algumas exceções, como é o caso do Detran de MG. Medida que, se fosse cumprida, tornaria a ministração das aulas em motocicletas, na via pública, mais segura.

Obrigatoriedade de aulas na via pública

Sobre das aulas para categoria A na via pública, tem-se observado o NÃO cumprimento, pelos Centros de Formação de Condutores (CFC).

Talvez, esse descumprimento se justifique pela falta de regulamentação quanto ao número de aulas a serem realizadas nesta condição.

A respeito disso, a senadora Ana Amélia, em seu projeto de lei 8.085/14, já aprovado no Senado e, atualmente, em apreciação pela Câmara Federal, propõe-se a inclusão do § 3 no artigo 158 do CTB, determinando que: O Contran fixará a carga horária mínima a ser exigida para a prática de direção veicular em vias públicas, durante o processo de aprendizagem. Justamente com a finalidade de EXIGIR que o aluno seja treinado, também, na via pública.

Infelizmente, o que podemos perceber, hoje, é que até mesmo para a categoria B (automóvel) tem-se treinado somente em circuitos fechados, inclusive na prova prática junto ao Detran – como acontece no Estado de Pernambuco, entre outros.

Ainda a respeito da obrigatoriedade de treinamento / exame em via pública, o CTB determina:

Art. 147. O candidato à habilitação DEVERÁ submeter-se a exames realizados pelo órgão executivo de trânsito, na seguinte ordem:
I – de aptidão física e mental;
II – (VETADO)
III – escrito, sobre legislação de trânsito;
IV – de noções de primeiros socorros, conforme regulamentação do CONTRAN;
V – de direção veicular, realizado na via pública, em veículo da categoria para a qual estiver habilitando-se.

Conclusão

As aulas para a categoria “A”, assim como para categoria “B”, não só podem, como DEVEM ser ministradas, também, em vias públicas.

Sobre o acompanhamento, pelo instrutor, se deve ocorrer na garupa ou em outro veículo, a legislação deixa margem para interpretação para ambos os casos.

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Instrutor de trânsito - Ferramenta completa para aulas em autoescola

Um ERRO muito comum, cometido por quem deseja trabalhar de instrutor, é pensar que somente o curso de formação é suficiente para chegar na autoescola pronto para dar aula.

Se você acabou de se formar, já deve estar sentindo na pele que não é bem assim, não é mesmo?

Isso acontece, também, quando o profissional vai das aulas de direção para a sala de aula.

Dominar todo o conteúdo teórico com a didática necessária para que seus alunos absorvam suficientemente para manter um bom índice de aprovação, não é tarefa simples.

É nessa hora que uma BOA FERRAMENTA de trabalho faz toda a diferença.

Ferramenta Completa para instrutores

Assim como profissionais de qualquer outra área, para você chegar lá, na hora “H”, e executar o seu trabalho com maestria, serão necessárias algumas FERRAMENTAS.

Tão importante quanto um bom curso de formação é você ter nas mãos uma FERRAMENTA COMPLETA e ATUALIZADA para te auxiliar na ministração das suas aulas.

Mas que ferramentas são essas? Onde encontrar essas ferramentas? Está disponível para qualquer um que tenha interesse?

Já te respondo, mas primeiro deixa eu me apresentar:

Quem sou

Eu sou Ronaldo Cardoso, criador do Canal YouTube.com/LegTransito. Nosso canal já conta com mais de 1 milhão de seguidores inscritos e mais de 140 milhões de visualizações.

Também temos o site / blog autoescolaonline.net onde publicamos conteúdos quase todos os dias para ajudar profissionais de trânsito e pessoas que estão em busca da carteira de habilitação.

Não é muito difícil de encontrar algum trabalho nosso na internet. Faça um teste: Digite “Legislação de Trânsito” no Google ou no Youtube e veja você mesmo.

Se você ainda não conhecia, aproveite para se inscrever no canal e deixar seu e-mail em nosso blog – assim você vai ficar sempre por dentro de todas as atualidades sobre trânsito e novidades relacionadas à nossa profissão.

Trabalho na formação e treinamento de instrutores de trânsito há mais de 20 ANOS e, durante esse tempo, eu desenvolvi materiais e ferramentas que hoje são considerados indispensáveis pelos profissionais desta área.

Por isso, quero te apresentar aqui o material que faltava para você encarar de vez a tarefa de dar aulas teóricas. Com certeza este material, além fazer da sua aula algo muito mais dinâmico e atraente, vai te deixar mais seguro – e isso é percebido pelos alunos, acredite.

Descrição do material

Trata-se de uma FERRAMENTA DE SUPORTE para o instrutor em sala de aula. O material é completo, abrange todo o conteúdo exigido na resolução 168 de 2004 do Contran – totalmente atualizado.

Todo o conteúdo é armazenado numa mídia DVD e é enviado via correios. Veja a descrição dos materiais:

Material de suporte para o CURSO TEÓRICO para habilitação nas categorias A, B ou AB.

► Videoaulas – 26 vídeos contemplando todas as matérias;
► Slides Apresentação – 8 arquivos sendo um para cada módulo totalizando aproximadamente 500 telas;
► Resumos – 8 resumos sendo um para cada módulo do curso;
► Simulados – 40 provas sendo 3 para cada módulo + 16 da matéria geral.

MATERIAL EXTRA
► Código de Trânsito Brasileiro Completo atualizado e comentado (PDF);
► Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – Fichas de Autuação Detalhadas (PDF);
► Manuais de Sinalização de Trânsito – Todos os volumes (PDF);

NOTA DO AUTOR
Esse material é elaborado com a finalidade de dar TOTAL SUPORTE ao instrutor, tanto na ministração das aulas quanto na busca por informações mais técnicas e detalhadas para seu aprimoramento profissional – contempla todo o conteúdo necessário para a ministração do curso teórico de primeira habilitação e ainda vem acompanhado de:

►Código de Trânsito Brasileiro totalmente atualizado e com todos os artigos comentados (PDF);
►Manual Brasileiro de Fiscalização (ferramenta usada pelos agentes fiscalizadores) com mais de 450 fichas contendo a descrição detalhada de todas as infrações de trânsito e procedimentos na lavratura do respectivo Auto de Infração de Trânsito (PDF);
►Manuais Técnicos de Sinalização de Trânsito elaborados pelo Contran. São 6 volumes: Regulamentação, Advertência, Indicação, Horizontal, Semafórica e Sinalização Temporária – somando mais de 1400 páginas.

Sem dúvida alguma, com essa ferramenta em mãos, o profissional instrutor estará totalmente municiado dos recursos necessários para responder a qualquer pergunta relacionada a formação de condutores.

Como adquirir

Tenho certeza que você percebeu o quanto essa ferramenta é indispensável para a execução do seu trabalho como instrutor. Para ver maiores detalhes sobre esse material, CLIQUE AQUI.

Nós somos uma uma empresa que realmente se importa em formar profissionais preparados para o mercado de trabalho e, por isso, nos comprometemos em disponibilizar para você todo esse material em condições muito interessantes.

Ainda tem dúvidas? Clique aqui e converse com a gente pelo whatsapp  – vamos te explicar como funciona para você ter essa ferramenta aí nas suas mãos.

O instrutor tem seu dia muito corrido e não sobra tempo para elaborar materiais suficientemente atraentes para seus alunos. Chega de passar aperto com insegurança na hora de ministrar aulas teóricas.

Nós é que devemos nos preocupar em manter esse material sempre atualizado e de alto nível – você deve direcionar a sua atenção para a ministração da aula, afinal, nós preparamos o palco para você dar o show.

Tenho certeza que, com esse material em mãos, o SUCESSO em sua jornada como instrutor de trânsito é só uma questão de tempo.

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Instrutores autônomos

Permitir que o instrutor de trânsito atue desligado de um CFC, é uma das propostas da atual gestão do Denatran. Quais os  pontos positivos e negativos dessa medida, caso ela venha acontecer?

Para receber textos como este, CLIQUE AQUI e cadastre o seu e-mail.

Especulação ou realidade?

Inicialmente devo esclarecer que essa é apenas uma hipótese entre as mudanças apresentadas para o debate com as classes representativas e sociedade. Nenhuma decisão foi tomada neste sentido, até a presente data – 4 de abril de 2019.

As outras medidas como, o fim das aulas noturnas, fim do curso teórico obrigatório, fim da obrigatoriedade de aulas no simulador de direção, entre outras, você encontra aqui neste link.

Proprietários de CFCs – Autoescolas

Sob a perspectiva do proprietário de CFC, de fato, acende-se o sinal de alerta – afinal, algum impacto isso causará. Entretanto, não vejo como o “apocalipse” para as autoescolas, como muitos imaginam.

O pior cenário imaginável seria: 1 sofrer com a escassez de profissionais instrutores, uma vez que boa parte destes facultaria em trabalhar por conta própria; 2 concorrer com estes – o que seria uma concorrência totalmente desproporcional, considerando toda a estrutura física (móvel e imóvel) exigida unicamente das autoescolas.

Mas sempre existirão profissionais que preferem a segurança do vínculo empregatício à informalidade.

Profissionais Instrutores

Quando um instrutor pensar em trabalhar por conta própria, este deve atentar-se aos prós e contras dessa possibilidade – TUDO NESSA VIDA TEM SEUS PRÓS E CONTRAS. Não pense que será tudo um mar de rosas.

Abrir mão da estabilidade de um emprego com salário garantido – ainda que considerado baixo pela maioria dos profissionais; dos direitos trabalhistas que, apesar de não poucos, são desconsiderados face a possibilidade de um trabalho autônomo. Isso tudo sem contar a gigantesca concorrência que certamente acontecerá.

Pensar que criar uma página no facebook, ou em qualquer outra rede social, será suficiente para captar os alunos necessários para manter sua agenda preenchida, é ser otimista demais – com minhas desculpas pela franqueza.

Clientes candidatos à habilitação

Ao observarmos toda a dinâmica que essa mudança pode trazer, sob a perspectiva do cliente candidato à habilitação, facilmente conseguimos constatar o seguinte

Pontos positivos: 1 o barateamento dos custos;

Pontos negativos: 1 a informalidade do serviço autônomo; 2 a insegurança da relação pessoa a pessoa; 3 falta de um referencial físico (endereço) – afinal, o cliente precisa encontrar este prestador de serviço; 4 dificuldade (ou impossibilidade) de controle (fiscalização) pelos órgãos responsáveis (Detran); 5 falta de uma equipe de suporte para reclamações, marcação de exames, resolução de pendências junto ao Detran e outros, agendamento e cancelamento de aulas (…).

Conforme apresentado, para o cliente haveriam muito mais pontos negativos que positivos. Então questiono: Diante deste cenário, qual seria a escolha destes consumidores? Perceba que a resposta não é tão óbvia quanto imaginávamos, antes dessa análise.

Conclusão

Não há dúvida de que os grandes empreendedores, DONOS DO DINHEIRO, investirão fortunas para atrair a grande massa de novos candidatos para suas plataformas online e, no final, os instrutores continuarão dependendo de um terceiro para sua atividade funcionar.

Imagino algo similar ao que acontece, hoje, com a Uber. Existem os prestadores do serviço (motoristas com seus carros) e os clientes interessados (passageiros), mas fazer com que estes dois se encontrem em tempo hábil é o grande desafio – e aí é que entram os “CACIQUES”.

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