Arquivos

Tag: legislação de trânsito

Populismo inconsequente - Trânsito é coisa séria

O Projeto de Lei nº 11173/18 de autoria do deputado Roberto de Lucena (Pode-SP), que pretende fazer algumas alterações no Código de Trânsito Brasileiro, acabou virando notícia nos últimos dias. Trata-se de uma medida nitidamente populista e claramente ineficaz sob o ponto de vista da segurança no trânsito.

CLIQUE AQUI para conhecer as melhores TÉCNICAS de como controlar o nervosismo e passar de primeira na prova teórica do Detran.

Dentre as mudanças propostas, podemos citar os veículos que passam ser considerados como sendo “oficiais”, que são aqueles destinados a socorro de incêndio e salvamento, os veículos caracterizados ou descaracterizados de polícia, os veículos particulares de policiais federais, civis e militares, os de fiscalização e operação de trânsito, as ambulâncias e todo veículo, caracterizado ou não, de propriedade pública ou locado pela Administração Pública direta e/ou indireta, ou, particulares que atendem a necessidade ou utilidade pública, a exemplo dos veículos de propriedade de policiais federais, civis e militares em virtude da natureza do exercício de suas funções.

Ainda de acordo com o projeto, esses veículos passam a ter preferência de passagem em vias não sinalizadas e seus condutores terão um tratamento diferenciado, ou seja, os policiais, bombeiros, médicos, taxistas, motoristas de ônibus e servidores públicos que têm como função a de motorista, passa a não mais receber pontuação pelas infrações cometidas, por exercerem profissão de natureza pública.

Os táxis, os veículos de transporte coletivo de passageiros e os veículos de propriedade de médicos, também são considerados veículos particulares de acordo com o projeto, porém, de utilidade pública e gozam de livre circulação, estacionamento e parada no embarque e desembarque de pessoas, animais ou coisas.

Ficariam ainda dispensados do cumprimento dos limites máximos de velocidade os veículos oficiais em situação de urgência ou emergência, bem como, os veículos particulares de necessidade ou utilidade pública que também se encontrem em igual situação, exceto táxis, veículos de transporte coletivo de passageiros e veículos de propriedade de médicos.

Sabemos da importância das atividades desenvolvidas por todos esses profissionais mencionados no projeto e da sua relevância pelos serviços que prestam à sociedade, mas as inúmeras prerrogativas que podem ser conferidas caso a proposta seja aprovada e se torne lei é desarrazoada, a isonomia (art. 5º da CF/88) está sendo deixada de lado, sobretudo quando se observa o contexto da violência no trânsito.

O projeto ainda aborda a isenção tributária total na compra de automóveis, qualquer que seja seu valor, sendo aplicada a apenas um veículo de propriedade do policial federal, civil ou militar, ativo ou inativo, ficando vedada sua alienação em um período inferior a vinte e quatro meses contados da data da aquisição do veículo na condição de isento. Outra possibilidade é o das Polícias Civis passarem a atuar na fiscalização de trânsito, o que não é possível atualmente, de acordo com o CTB.

Como se não bastasse tudo o que vimos até aqui, considero as próximas três propostas de mudança que apresentaremos na sequência, como sendo as mais contraditórias com o cenário do trânsito atual. A primeira delas é a possibilidade de deixar de serem consideradas infrações puníveis todas aquelas em que o condutor do veículo possa saná-las no local em que forem cometidas, a exemplo de um estacionamento irregular, da não utilização do cinto de segurança, dentre outras que possam se enquadrar nessa condição.

A segunda é uma mudança no sistema de registro de pontos, passando a infração gravíssima a registrar seis pontos no prontuário, a grave quatro, a média três e a leve não mais registraria pontuação alguma, sendo cobrado apenas o valor da multa.

O terceiro e último destaque é o que chamou mais a atenção no noticiário e nas redes sociais, que é o aumento da quantidade de pontos no prontuário do condutor para que este venha a sofrer a aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir. Atualmente esse limite é de vinte pontos e passaria a ser de cinquenta, sem fazer menção ao período em que o condutor teria que cometer as infrações para ensejar a abertura do processo.

A sociedade conhece bem os números alarmantes de acidentes e mortes que o trânsito brasileiro produz todos os anos, pois quase 50 mil pessoas perdem a vida por atitudes imprudentes. Se para o autor do projeto a legislação atual é rigorosa ou tem intenções arrecadatórias, imagine as consequências se a lei for abrandada como se pretende, a quem pode interessar tais medidas?

Para as pessoas que estão comemorando a possibilidade desse devaneio legislativo se tornar lei e criticando aqueles que, assim como este que vos escreve, são contrários ao projeto, analise bem tudo aquilo que expusemos nesse texto e imagine a possibilidade de um condutor imprudente avançar o sinal vermelho do semáforo ou ultrapassar em local proibido colocando em risco sua segurança ou de seus familiares, não se preocupe, depois de mais oito infrações dessas o condutor será suspenso.

Caruaru-PE, 14 de fevereiro de 2018.

——-

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE PARA ASSISTIR VÍDEOS EM NOSSO CANAL – GRÁTIS

Transporte de Crianças

De acordo com dados da ONG Criança Segura Brasil, entre os anos de 2001 e 2016 os acidentes de trânsito vitimaram quase 19 mil crianças de até 9 anos de idade. Uma das causas desses números lamentáveis é a forma como se transporta as crianças nos veículos.

Para receber textos como este, CLIQUE AQUI e cadastre o seu e-mail.

O art. 64 do Código de Trânsito Brasileiro estabelece que as crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas pelo CONTRAN. Por sua vez, o Conselho Nacional de Trânsito, que a princípio deveria regulamentar apenas as exceções, tratou do tema de maneira mais detalhada em algumas de suas normas específicas.

A Resolução nº 277, de 28 de maio de 2008, que entrou em vigor 730 dias depois da sua publicação, conceitua dispositivo de retenção para crianças como sendo o conjunto de elementos que contém uma combinação de tiras com fechos de travamento, dispositivo de ajuste, partes de fixação e, em certos casos, dispositivos como: um berço portátil porta-bebê, uma cadeirinha auxiliar ou uma proteção anti-choque que devem ser fixados ao veículo, mediante a utilização dos cintos de segurança ou outro equipamento apropriado instalado pelo fabricante do veículo com tal finalidade.

Portanto, as crianças com até um ano de idade deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “bebê conforto ou conversível”. No caso das crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “cadeirinha”. Já as crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio deverão utilizar o dispositivo de retenção denominado “assento de elevação”. As crianças com idade superior a sete anos e meio e inferior ou igual a dez anos deverão utilizar o cinto de segurança do veículo.

Apesar de o texto normativo fazer menção a criança com idade inferior ou igual a dez anos, induzindo talvez a uma distorção na interpretação, Arnaldo Rizzardo (Comentários ao Código de Trânsito Brasileiro, 2013, p. 162) esclarece: “Como a regra alcança crianças com idade inferior a dez anos, somente infringirá o Código o transporte no banco dianteiro de criança até o último dia dos nove anos, eis que as de dez anos ou mais não estão englobadas no artigo. Diferente seria se a disposição viesse nessa redação: crianças com até dez anos de idade. Neste caso, a abrangência atingiria um maior alcance”.

Esses dispositivos são projetados para reduzir o risco ao usuário em casos de colisão ou de desaceleração repentina do veículo, limitando o deslocamento do corpo da criança com idade até sete anos e meio. Importante destacar que as exigências relativas ao sistema de retenção não se aplicam aos veículos de transporte coletivo, aos de aluguel, aos de transporte autônomo de passageiro (táxi), aos veículos escolares e aos demais veículos com peso bruto total superior a 3,5t.

A Resolução nº 541/2015 do CONTRAN pretendia trazer a obrigatoriedade da utilização dos dispositivos de retenção para os veículos de transporte escolar, cuja exigência iniciaria no dia 01 de fevereiro de 2016. Entretanto, a Resolução nº 562/2015 prorrogou o prazo para o dia 01 de fevereiro de 2017 e por fim, a Resolução nº 639/2016 suspendeu a exigência de utilização de dispositivo de retenção para o transporte de crianças com até sete anos e meio de idade em veículos utilizados no transporte escolar, até que os referidos veículos sejam fabricados com cintos de três pontos e sistemas de ancoragem do tipo isofix, que é um sistema que proporciona um vínculo estrutural bem seguro e rápido entre o dispositivo de retenção e a própria carroçaria do veículo.

A Deliberação nº 100/2010 do CONTRAN, referendada pela Resolução nº 391/2011 trouxe exceções quanto ao transporte de crianças menores de dez anos no banco dianteiro com o uso do dispositivo de retenção adequado ao seu peso e altura, nas seguintes situações: quando o veículo for dotado exclusivamente deste banco; quando a quantidade de crianças com esta idade exceder a lotação do banco traseiro; ou quando o veículo for dotado originalmente (fabricado) de cintos de segurança subabdominais (dois pontos) nos bancos traseiros. Convém destacar que, excepcionalmente, as crianças com idade superior a quatro anos e inferior a sete anos e meio poderão ser transportadas utilizando cinto de segurança de dois pontos sem o dispositivo denominado “assento de elevação”, nos bancos traseiros, quando o veículo for dotado originalmente destes cintos.

Na hipótese de a quantidade de crianças com idade inferior a dez anos exceder a capacidade de lotação do banco traseiro, será admitido o transporte daquela de maior estatura no banco dianteiro, utilizando o cinto de segurança do veículo ou dispositivo de retenção adequado ao seu peso e altura. Excepcionalmente, nos veículos dotados exclusivamente de banco dianteiro, o transporte de crianças com até dez anos de idade poderá ser realizado neste banco, utilizando-se sempre o dispositivo de retenção adequado ao peso e altura da criança.

A inobservância de tais regras configura infração de trânsito prevista no art. 168 do CTB: “Transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança especiais estabelecidas neste Código”. A infração é de natureza gravíssima, serão registrados 7 pontos no prontuário, multa de R$ 293,47 e retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.

No caso das motocicletas, motocicletas, motonetas e ciclomotores, a infração ocorre por transportar criança menor de sete anos ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança, conforme inciso V do art. 244 do CTB. Perceba que nesse caso a irregularidade se dá por dois motivos, a idade da criança transportada e a falta de segurança no transporte de criança entre 7 e 12 anos em circunstâncias inseguras, a exemplo de uma criança com o braço engessado. Nesses casos a infração é de natureza gravíssima, 7 pontos, multa de R$ 293,47, recolhimento do documento de habilitação e suspensão do direito de dirigir pelo período de dois a oito meses.

Lamentavelmente em muitos casos os pais ou responsáveis legais não adotam os cuidados necessários para transportar as crianças. As justificativas são as mais variadas, como o fato de ser o único meio de transporte de que dispõe, nos casos em que o pai transporta o filho na motocicleta entre ele mesmo e a mãe, na falta do dispositivo de retenção apropriado para o automóvel ou quando possui, prefere transportar a criança no colo em pequenos percursos, mas que possuem riscos como em qualquer outra situação.

O que mais chama atenção negativamente é ver pais que transportam os filhos de forma insegura e que ao serem abordados pela fiscalização de trânsito, sendo corretamente autuados, reclamarem da sanção eventualmente imposta. Ora, isso é algo que pode ser facilmente evitado, basta cumprir a lei ou aceitar as consequências, seja ela qual for. Afinal de contas, a vida de um filho não tem preço.

Caruaru-PE, 12 de fevereiro de 2019.

——-

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE PARA ASSISTIR VÍDEOS EM NOSSO CANAL – GRÁTIS

Quando aplicar o art. 169 do CTB

A infração do artigo 169 tem correlação com uma das primeiras normas gerais de circulação e conduta, previstas no Capítulo III do CTB: a regra estipulada no artigo 28, que assim prevê: “O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito”.

Para receber textos como este, CLIQUE AQUI e cadastre o seu e-mail.

Trata-se, como se pode perceber, de uma infração de trânsito extremamente genérica, posto que praticamente TODAS as condutas infracionais se caracterizam ou por uma falta de atenção ou por uma falta de cuidados indispensáveis à segurança; assim, somente estará configurada a conduta prescrita no artigo 169, se o comportamento apresentado pelo motorista NÃO se enquadrar em nenhum outro artigo do Capítulo XV (Das infrações de trânsito).

Não é correto, portanto, o agente de trânsito autuar um condutor por qualquer outra infração, somada ao enquadramento do artigo 169, sob pena de punir o motorista duas vezes pelo mesmo motivo, configurando o chamado bis in idem, proibido na área do Direito penal (princípio este aplicado, por analogia, ao Direito administrativo sancionador). Este enquadramento é, portanto, subsidiário: aplica-se quando não há outro dispositivo mais específico para a conduta observada.

Como exemplo de situações que NÃO se enquadram no artigo 169, podemos citar: dirigir utilizando o telefone celular; dirigir com apenas uma das mãos; deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora, a mudança de direção; usar som automotivo em níveis superiores aos permitidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (respectivamente, infrações dos artigos 252, VI; 252, V; 196; e 228), entre várias outras.

São exemplos de condutas que se ENQUADRAM no artigo 169: veículo de transporte coletivo que transita com uma das portas abertas; condutor comendo, bebendo ou fumando (sem retirar as duas mãos do volante); dirigir assistindo uma TV ou aparelho de DVD; dirigir olhando para o lado, para conversar ou mexer com um pedestre que esteja andando pela calçada etc.

Desde outubro de 2013, outras condutas que também devem ser autuadas com base no artigo 169, com base na Resolução do Conselho Nacional de Trânsito n. 453/13, são as seguintes:
– Conduzir e/ou transportar passageiro em motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizado de cabine aberta e quadriciclo motorizado com capacete de segurança sem viseira ou óculos de proteção;

– Conduzir e/ou transportar passageiro em motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizado de cabine aberta e quadriciclo motorizado com capacete e utilizando:
* viseira ou óculos de proteção sem boas condições de uso;
* viseira ou óculos de proteção em posição que não dê proteção total aos olhos;
* viseira ou óculos de proteção com película;
* viseira em padrão diverso do cristal, no período noturno;
* óculos de sol, óculos corretivos ou de segurança do trabalho (EPI), em substituição ao óculos de proteção.

– Conduzir e/ou transportar passageiro em motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizado de cabine aberta e quadriciclo motorizado com capacete:
* sem estar devidamente fixado à cabeça pelo conjunto formado pela cinta jugular e engate, por debaixo do maxilar inferior;
* do tipo modular, sem que a queixeira esteja totalmente abaixada e travada;
* de tamanho inadequado.

—–

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE EM NOSSO CANAL – GRÁTIS

Placas do Mercosul: Novela ou uma série da Netflix?

Nem todos sabem, mas a decisão de utilizar as placas do padrão MERCOSUL e adotar uma identificação veicular comum entre os países do bloco, ocorreu em 08 de Outubro de 2014 com a Resolução MERCOSUL 33/14. Mais de 4 anos depois, a sensação é de que, a qualquer momento, tudo pode mudar novamente, tônica que tem sido observada ao longo desse tempo. Segundo essa Resolução, os países, inclusive o Brasil, se comprometeram a implantar a medida até 01 de janeiro de 2016, o que por óbvio, ainda não se confirmou até o momento.


Gosta de receber novidades sobre trânsito? Então 
clique aqui e cadastre gratuitamente o seu e-mail.

 

Nesses 4 anos que se discute a implantação no Brasil, foram muitas as Resoluções e Deliberações do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) alterando não só a data de implantação, mas também algumas regras. Em uma delas, além dos casos pontuais, todos os proprietários deveriam substituir até 31 de dezembro de 2023, mas como em outras situações, essa exigência foi deixada de lado por pressão popular. Atualmente, a obrigação de implantação é apenas para os veículos novos, quando transferidas a propriedade ou quando o proprietário mudar de endereço e sempre que for necessário substituí-la, como nos casos de perda, lacre violado, etc. O imbróglio chegou, inclusive, ao judiciário, quando o Tribunal Regional Federal da 1ª Região deferiu liminar, em ação civil pública, suspendendo a Resolução do CONTRAN que tratava do tema. A união recorreu e derrubou a liminar dias depois.

Se não bastasse toda insegurança jurídica que o fato trouxe para a população, o então candidato à presidência, Jair Bolsonaro, manifestou ser contra a medida. Depois de eleito, reafirmou que se não ficar comprovada a eficácia da medida, “ninguém precisará trocar as placas”. Fato é que desde 11 de setembro de 2018, quase 3 meses antes da exigência para começar em todo Brasil, o estado do Rio de Janeiro já havia iniciado o processo, inclusive, fora do previsto, pois mudou a placa, mas essa ainda com lacre e sem chip (exatamente o contrário do previsto). Quais seriam as motivações de antecipar se não estava pronto para tal?

No dia 3 de dezembro, mais alterações. Agora, já não seria necessário a bandeira do estado nem o brasão e nome do município, o que tornará mais simples a comercialização dos veículos, uma vez que não será preciso mudar de placa se for vendido para quem mora em outra cidade. Também voltou a alterar a data de implantação (antes, 1 de dezembro), dessa vez, dependendo de cada estado. Há a promessa por parte do estado, que aqui em Pernambuco os valores das novas placas serão mais baixos do que das atuais, que diante de tantas idas e vindas, pelo menos é algo que nos conforta. Mas isso não ocorreu no Rio de Janeiro (cada estado estipula seu valor). No “apagar das luzes” do governo Michel Temer, o CONTRAN, edita mais uma resolução (770), prorrogando para dia 30 de junho de 2019 a implantação nos estados em que ainda não iniciaram. Até aqui, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro implantaram. Pernambuco que chegou a anunciar para o dia 21 de dezembro, segue sem implantar.

As novas placas deixarão de ter a configuração alfanumérica de 3 letras e 4 números como conhecemos, sendo agora, o quinto dígito também composto por letra, ou seja, terá 3 letras, 1 número, 1 letra, 2 números. Se a placa atual de um veículo for, por exemplo, AAA 1234, passará, para AAA 1C34.

Tenho dito a alunos que as placas do Padrão MERCOSUL já nem devem ser consideradas como uma novela, mas uma série da NETFLIX… Resta saber como será a Temporada de 2019.

——

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE PARA ASSISTIR VÍDEOS EM NOSSO CANAL – GRÁTIS

O Guia Definitivo para passar nas Provas do Detran

Tirar a carteira nacional de habilitação é o sonho de todas as pessoas que buscam a liberdade de poder ir e vir para onde quiserem sem se preocupar com a fiscalização. Entretanto, esse sonho tem se tornado pesadelo para muitos que, após matriculados numa autoescola, sofrem com reprovações nos exames teóricos e práticos do Detran. Afinal, por que tantas pessoas são reprovadas nestas provas?

CLIQUE AQUI para conhecer as melhores TÉCNICAS de como controlar o nervosismo e passar de primeira na prova teórica do Detran.

Olá, eu sou Ronaldo Cardoso, trabalho com treinamento de pessoas (motoristas ou candidatos) há 20 anos e, ao longo desse período, pude entender quais são os motivos que levam 95% das pessoas a serem reprovadas em algum exame do Detran, dos quais destaco:

1. Surrealidade: Detran (Contran) exige coisas que NÃO se assemelham à realidade cotidiana do motorista – está mais para um “PEÇA DE CIRCO” que propriamente exames para habilitação;

2. Metodologias INEFICAZES na instrução e formação dos candidatos. Para corrigir esse problema criamos o FÓRMULA DA APROVAÇÃO, um treinamento totalmente elaborado para elevar o candidato ao seu melhor potencial no menor prazo possível – estudando apenas 15 minutos por dia.

3. O Descontrole Emocional, responsável pela perda de, pelo menos, 30% da capacidade do candidato, na hora da avaliação do Detran. Para suprir essa necessidade fomos buscar socorro com um dos maiores especialistas em controle da mente, da América Latina, o Dr. Eriston Mourão que, por meio do programa APROVETECH nos trouxe A SOLUÇÃO para esse mal que atormenta e reprova alunos que, tecnicamente, já estavam preparados e foram traídos pela própria mente.

Fique por dentro de todas as técnicas ensinadas no programa APROVETECH e passe de primeira no exame teórico do Detran.

Dentre as técnicas trabalhadas pelo Doutor e sua equipe, estão:

DEU “BRANCO”

A maneira como os conteúdos são, na maioria das vezes, apresentados ao alunos, os impõe a “decoreba” como forma absorver o que lhes é oferecido. O grande problema é que essa é uma metodologia mecânica, e limita a retenção mental desses assuntos ao curto prazo.

É importante ressaltar que um dos pilares determinantes para que o aluno, futuro motorista, tenha um bom desempenho na prática de direção, é ter uma boa base teórica.

Qualquer coisa diferente disso o candidato corre o risco, de diante de qualquer variável emocional, esquecer na hora do exame de tudo que decorou, seja num momento de ansiedade ou nervosismo onde dá aquele ¨branco¨ – a pessoa simplesmente trava e  não consegue lembrar de nada que decorou.

REPROGRAMAÇÃO CEREBRAL

Nosso cérebro recebe as informações por meio de estímulos captados pelos canais sensoriais: visão, audição, tato, olfato e paladar. Cada novo conhecimento promove novas conexões neurais (ligações entre neurônios) e acessa as já existentes em busca de associações. Quando uma nova informação lhe é recebida, e essa informação faz sentido, ela chega ao sistema cognitivo de pronto e conecta-se a um  (dado) preexistente.

Associada a esse dado preexistente, a informação também se torna um conhecimento significativo, que é retido por muito mais tempo no cérebro, formando a memória de longo prazo.

ASSOCIAÇÃO E PRAZER

A técnica da ASSOCIAÇÃO consiste no aluno receber um novo conteúdo e o associar a algo que já conhece. Por exemplo: quem tem dificuldade de direção (direita e esquerda) pode fazer associação com o braço no qual fica o relógio.

Assim, sempre que ele precisar dessa definição com um pouco mais de rapidez, ao invés de buscar essa informação em algum lugar do seu cérebro, vai simplesmente olhar para o braço e assim fazer a relação com a direção para onde deseja ir.

Eu quero te enviar outros materiais que vão ajudá-lo a acabar com o nervosismo na hora da prova do Detran – CLIQUE AQUI para receber.

 É comprovado que se uma pessoa chega para um evento – uma palestra por exemplo – e antes de começar ela já passa por alguns perrengues, como: Calor ambiente (falta de ar condicionado); Dificuldade de acesso ao ambiente do evento (mal recebido ou exigências não programadas); Faltou lugar para se sentar ou ficou numa posição não muito favorável; antes mesmo do palestrante abrir a boca, essa pessoa já terá fechado o seu cérebro de maneira que nada, ou quase nada, que for falado pelo palestrante o interessará, ou mesmo que o agrade, não será bem absorvido pela sua mente.

Portanto, esteja de mente aberta para receber com PRAZER o conteúdo que lhe será oferecido. Tente não deixar que nada o desestimule ou comprometa o seu humor antes e durante os estudos.

Para um aprendizado satisfatório, é necessário que você use essas duas técnicas, dentre várias outras que ensinamos em nosso programa APROVETECH, pois com elas (associação e prazer) você terá um desempenho muito maior enquanto estiver estudando.

EXERCITANDO A MEMÓRIA

Estimular a memória algumas horas após sua aquisição pode facilitar sua consolidação. Não é incomum ouvirmos relatos de pessoas que passaram por situações em que ela dominava determinado conhecimento, mas ao ser submetida à prova – uma entrevista ou fala em público – as informações ficam comprometidas, vindo à mente incompletas ou distorcidas.

Tais falhas repentinas, que ocorrem com circunstâncias de pressão emocional, podem ser causadas pelo estresse e pela ansiedade, que geram nervosismo e promovem a liberação de cortisol (hormônio) o qual, em alta concentração, agem sobre os neurônios receptores causando essa confusão mental.

A capacidade de armazenar informações depende do potencial físico do cérebro. Esse potencial é que determina a capacidade de processamento do cérebro que, por sua vez, podem ser melhoradas por meio de exercícios.  Por isso, no programa APROVETECH, aplicamos uma técnica de exercício cerebral chamada Neuróbica, baseada no estudo do neurocientista norte-americano Larry Katz – autor do livro “Mantenha seu cérebro vivo, uma ginástica específica para o cérebro”.

A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. Exercitando o cérebro você tem melhor concentração, atenção, aprendizagem e pode  acessar melhor o seu arquivo de memórias, resgatando imediatamente informações importantes no momento das avaliações.

Essa técnica consiste em, literalmente, MALHAR O CÉREBRO tornando-o fisicamente mais “forte” e, portanto, mais preparado para absorver de forma muito mais eficaz os conhecimentos que lhe são imputados.

CONCLUSÃO

Nós, do Autoescola Online e do canal YouTube.com/LegTransito, pensando em COMO CRIAR ALGO DEFINITIVO que possa te ajudar em todas as etapas do processo de habilitação, desde o psicotécnico até a aprovação no exame de rua –  não permitindo que seu sonho se torne num pesadelo – criamos os treinamentos FÓRMULA DA APROVAÇÃO e APROVETECH recheados das mais avançadas técnicas e metodologias de ensino, aprendizado e controle da mente.

Tudo o que é ensinado nestes treinamentos já foi testado e validado por milhares de pessoas ao longo do últimos 20 anos e, agora, está ao alcance da sua mão. A decisão é sua: Escolha ser aprovado de primeira e não ter que passar pela frustração, vergonha e dor da reprovação.

Chega de se sentir humilhado por causa de reprovações nas provas do Detran – CLIQUE AQUI e assista ao vídeo onde eu e o Dr. Eriston falamos sobre as técnicas para aprender a eliminar o nervosismo na hora do seu exame.

Como evitar que o nervosismo atrapalhe na hora da prova do Detran

Aproximadamente 80% das reprovações nas provas do Detran ocorrem por conta do fator EMOCIONAL. Reprovações causam dor, frustração e desmotivação – além da perda dinheiro e tempo. Tudo isso afeta diretamente a autoestima do candidato e cria crenças limitantes de incapacidade, o que dificulta ainda mais a sua aprovação. Neste texto você vai aprender como trabalhar o seu estado emocional e evitar passar por esses mesmos problemas.

Clique aqui para conhecer o SEGREDO para passar de primeira na prova teórica do Detran estudando apenas 15 minutos por dia.

Eu sou o Dr. Eriston Mourão, psicanalista, coach e terapeuta em programação neurolinguística (PNL) e criador do programa APROVETECH que, em parceria com a equipe da LegTransito, será utilizado para mostrar técnicas e estratégias que eliminam todos os fatores de descontrole emocional na hora da prova e, então, conseguir a aprovação nos exames e realizar o sonho da carteira habilitação.

Nos últimos 10 anos o programa APROVETECH ajudou mais de 5 mil  pessoas a conquistarem a tão necessária habilitação por meio de treinamentos presenciais ministrados em autoescolas Brasil afora.

Em nossa clínica já recebemos milhares de candidatos que  não conseguiam ser aprovados em razão da dificuldade de aprendizagem dos conteúdos das aulas. Causas psicológicas e emocionais foram diagnosticadas como os principais fatores desse déficit de desempenho – ressalte-se que estes são os  principais motivos do baixo desempenho do candidato e consequentemente do alto índice de reprovação.

A maioria dos alunos que atendemos nos relatam dificuldade em gerenciar suas emoções nos momentos da avaliação ficando muito tensos, nervosos, ansiosos, e com muito medo de serem reprovados. Não temos nenhuma dúvida que esse descontrole psicológico é o que compromete a sua concentração e o bom desempenho na hora da avaliação. Entretanto, o desafio aqui é apresentar o “antídoto” para inibir esses sintomas.

Todos os dias atendemos pessoas com esses mesmos problemas. Analisamos o caso e logo chegamos ao diagnóstico – com poucos minutos aplicando algumas técnicas do programa APROVETECH, conseguimos alcançar mudanças imediatas do ESTADO comportamental da pessoa e ela já consegue se sentir mais confiante e preparada para enfrentar novamente a prova do Detran.

Imagine, além da frustração da reprovação, ainda ter que gastar mais dinheiro, mais tempo, mais aulas, ou ter que iniciar todo o processo porque não conseguiu concluir dentro do prazo de 01 ano? É desgastante, caro e desanimador –  infelizmente, isso acontece com muita gente! Mas nós podemos te ajudar!

Nosso programa tem o antídoto certo para o seu problema. As poderosas e eficazes técnicas utilizadas no programa APROVETECH vão te ajudar a gerenciar suas emoções e estimular o seu cérebro, para que você utilize TODOS os recursos da sua mente, aumentando significativamente a sua capacidade para ser aprovado de primeira em qualquer exame.

Todas as técnicas utilizadas são fruto de anos e anos de estudos, experiências e trabalhos realizados e validados por milhares de pessoas que já passaram pelo nosso treinamento e hoje estão habilitadas, felizes e realizadas.

Ao longo desses anos várias técnicas foram testadas e aprovadas melhorando as capacidades cognitiva e psicológica de nossos pacientes. A partir do tratamento o candidato já apresenta melhoras na concentração, atenção, memória, tomada de decisões, raciocínio lógico, destreza, habilidade motora e controle emocional.

Todo nosso programa foi estruturado e baseado nos princípios da neurociência, da psicologia positiva/cognitiva comportamental, da programação neurolinguística e da inteligência emocional.

O nosso programa implementa o que há de mais avançado e inovador. Com algumas técnicas o candidato já apresenta resultados IMEDIATOS / INSTANTÂNEOS na hora do exame. Isso faz com que ele consiga mudar seu estado comportamental como num “passe de mágica”, saindo de uma condição de “cordeirinho” para “lobo”.

Chega de passar pela humilhação de ser reprovado. CLIQUE AQUI e aprenda a reprogramar o seu cérebro e ter o total controle da sua mente, emoções e comportamentos.

O QUE VOCÊ VERÁ NO PROGRAMA APROVETECH

1. metodologias de ensino e memorização, importante para o desenvolvimento cognitivo;

2. técnicas de reprogramação cerebral onde aquelas “crenças limitantes” – que te fazem acreditar que você não é capaz e que o examinador está ali para te reprovar – serão transformadas em crenças que empoderam e te capacitam para a aprovação;

3. exercícios para o desenvolvimento psicomotor como concentração,  atenção,  memorização, a tomada de decisões, o raciocínio lógico, habilidade motora e controle psicológico – importante para um bom desempenho nas provas de legislação, direção e principalmente para o teste psicotécnico;

4. técnicas para acionar seus maiores recursos internos, tanto do seu cérebro quanto das suas emoções para sua alta performance;

5. técnicas de integração dos hemisférios cerebral para promover o equilíbrio e desempenho de todas as suas funções: o raciocínio lógico, a consciência, a memória e a inteligência racional, a operacionalidade, intuitividade, criatividade e a inteligência emocional;

6. técnicas para desenvolvimento de sua acuidade sensorial, com exercícios para estimular, aguçar os sentidos, fundamental para a aprendizagem, memorização, concentração, foco, desenvolvimento das habilidades motoras, tomadas de decisões, e melhorar sua percepção da realidade;

7. técnicas para melhorar a coordenação motora;

8. técnicas para gerar instantaneamente estados positivos de autoestima, autoconfiança, segurança, tranquilidade, fundamental no momento da avaliação, principalmente na prova de direção, na presença do examinador;

9. técnicas de ressignificação e mudança percepção, importante para interpretar as situações adversas de uma forma mais positiva, o que é fundamental para gerar um estado mais positivo, melhorar a comunicação interna e externa, para aumentar as possibilidades de tomadas de decisões do candidato, para que ele esteja mais consciente, e também para criar a realidade desejada;

10. técnicas de gestão e autocontrole emocional, importante para a aprendizagem, memorização, concentração, foco, atenção, para alto performance do candidato no momento da avaliação;

11. técnica de simulação mental, que cria um ambiente virtual que aciona no cérebro as mesmas áreas que são acionadas durante a  execução dos movimentos, das atividades motoras, o que melhora as habilidades motora, a concentração e ajuda na gestão dos pensamentos e emoções.

Com o programa APROVETECH, ao aplicar as técnicas e exercícios disponibilizados, o candidato aumenta em 95% suas chances de ser aprovado de primeira nas provas do Detran – isso com pouco mais de 10 minutos de dedicação diária.

A pedido da equipe LegTransito e buscando atender ao imenso público que segue de forma online todo o trabalho realizado por eles, estaremos disponibilizando o programa APROVETECH na modalidade EAD (Ensino à distância – online) através de 10 vídeos.

Todo o conteúdo será apresentado de forma PRÁTICA, dinâmica e de fácil entendimento. Você poderá estudar os módulos em sequência ou separadamente – de acordo com seu interesse, necessidade e tempo disponível – liberdade de estudar conforme a sua conveniência. Afinal, quem sabe da sua rotina e da sua urgência é você.

Independentemente da sua idade, grau de estudo ou de quantas vezes já fez a prova, qualquer pessoa que usar nosso programa VAI MELHORAR significativamente o seu desempenho. Mas o primeiro passo é você QUERER.

Este programa tem 10 aulas, onde você vai estudar menos de 15 minutos por dia… seja no seu computador, smart TV, tablet… você é que escolhe onde é melhor pra você.

Marque na sua agenda ou CLIQUE AQUI para se cadastrar neste programa que estará disponível a partir do dia 07 de janeiro de 2019 no canal LegTransito e no site www.autoescolaonline.net.

Chega de sofrer com reprovações. Entre para o programa APROVETECH fique  100% preparado e confiante para fazer as provas psicológicas, teórica e prática.

Estamos falando de um PROGRAMA que já foi testado e validado por milhares de pessoas em todo o Brasil e que certamente vai te ajudar a conquistar o seu sonho.

Coautor: Dr. Eriston Mourão

——-

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE PARA ASSISTIR VÍDEOS EM NOSSO CANAL – GRÁTIS

Como ser aprovado de primeira na prova do Detran estudando apenas 15 minutos por dia

Reprovações causam dor, frustração e perda de dinheiro – ninguém merece passar por isso! Eu vou te mostrar por que tantas pessoas são reprovadas nas provas de legislação e de direção do Detran e como eu posso te ajudar a não cometer os mesmos erros que 95% das pessoas cometem.

Clique aqui para conhecer o SEGREDO para passar de primeira na prova do Detran estudando apenas 15 minutos por dia.

Olá, eu sou Ronaldo Cardoso! Seja bem-vindo à maior comunidade do Brasil para ajudar pessoas que sonham em aprender a dirigir e tirar a habilitação.

Durante os últimos 20 anos da minha vida eu ajudei mais de 10 mil pessoas a passarem nas provas do Detran e então poder realizar o sonho de ter na mão, a tão necessária habilitação.

Infelizmente, pra muitos, o caminho até colocar as mãos nesta tão sonhada habilitação, costuma ser mais doloroso do que o esperado – mais de 90% são reprovadas no exame escrito ou de direção.

O principal motivo de tantas pessoas serem reprovadas é a falta de uma base sólida, o que acaba por ¹gerar distração, nervosismo e confusão mental – imagine ter que visualizar as placas enquanto, ao mesmo tempo, precisa mudar as marchas..; ou ²ao ficar em dúvida sobre de quem é a preferência ao se aproximar de um cruzamento..; …aí deixa o carro morrer, esquece de ligar a seta, de olhar os retrovisores e por aí vai…

No processo pra tirar a habilitação a pessoa passa por três etapas: ¹Avaliação médica e psicológica, ²curso e exame teórico para prova de legislação e ³treinamento + prova prática de direção – nosso foco aqui será nas etapas 2 e 3 – Prova escrita e Exame de Direção.

Na parte teórica é aonde a galera dá aquela velha morcegada – a verdade é que quase ninguém gosta de teoria, não é mesmo?!

Mas aí é que está o GRANDE PROBLEMA: A maioria das pessoas faz a parte teórica POR PURA OBRIGAÇÃO – somente para passar na prova escrita mesmo – já vi muita gente que acabou de saber que passou na prova escrita e imediatamente jogou o seu manual de legislação no lixo!

Porém, o que ninguém imagina, é que a TEORIA que dá toda a base pra ele fazer as aulas e exame de DIREÇÃO com muito mais facilidade.

…é isso mesmo que você acabou de ouvir: A TEORIA É A BASE PARA VOCÊ APRENDER A DIRIGIR SEM NERVOSISMO, SEM ESTRESSE E COM TOTAL DOMÍNIO DO CARRO.

Alguma vez você já tinha imaginado isso? – que o curso teórico é a chave pra qualquer pessoa aprender a dirigir com muito mais facilidade?!

Clique aqui para ver o vídeo onde eu apresento os principais motivos de 95% das pessoas serem reprovadas.

ACONTECEU COM ALGUÉM QUE CONHECI

Vou te contar um caso de um aluno que conheci na área de exame – não sei de qual autoescola ele era só sei que o nome dele era Thiago.

Durante todo o tempo em que eu estava com meus alunos, num bate papo descontraído, sem falar nada sobre o exame – até porque isso só serve pra causar mais nervosismo na pessoa – o Thiago ficava fazendo perguntas do tipo: E se o examinador pedir pra eu parar naquele local, o que eu faço? E se ele me perguntar alguma coisa sobre o painel do carro? Será que ele vai exigir que eu olhe pra trás ou posso olhar só os retrovisores? Era uma tensão que chegava a contagiar os outros alunos.

Dali a pouco o Thiago saiu pra fazer sua prova e não deu outra… REPROVADO. Percebendo a sua frustração, eu chamei ele para um canto e conversamos um pouco sobre o exame dele.

Ele me disse que fez até um bom exame, não chegou a cometer tantas faltas, mas teve duas que me chamaram a atenção: ¹Não realizar a conversão de forma correta; ²Não imobilizar totalmente o carro diante da placa de Parada Obrigatória.

Foi aí que me veio à cabeça, quantas e quantas vezes eu vi instrutor dentro do carro, com uma prancheta na mão, desenhando situações de trânsito para explicar para o aluno coisas que ele deveria ter aprendido lá no curso teórico – e o Thiago… foi reprovado justamente por falta dessa base teórica.

Você precisa entender uma coisa: Não se constrói um prédio sem uma base forte… e essa lógica se aplica a todas as áreas da nossa vida. Se você fizer como a maioria faz e não se dedicar a construir uma boa base teórica, certamente o nervosismo, distração e confusão mental serão inevitáveis em suas aulas e exame de direção.

Esse tipo de história eu vejo acontecer todos os dias com centenas e centenas de pessoas que nos procuram. Com poucos minutos de conversa eu consigo diagnosticar a falta dessa base teórica nessas pessoas.

…e o pior de tudo é que muitos deles já foram reprovados 2, 3 até 7 vezes, como foi o caso de uma pessoa que me procurou hoje, por cometer os mesmos erros que o Thiago cometeu. A distração, a insegurança e a confusão mental bate forte nessas pessoas.

Vale lembrar que uma reprovação, além da frustração e vergonha, custa caro. Você vai precisar pagar taxas do Detran; aulas adicionais + aluguel do veículo para fazer outro exame; fora o tempo que você vai ter que disponibilizar para fazer as aulas e comparecer no dia do exame – pra quem trabalha, estuda e tem outros afazeres, sem dúvida causa bastante transtorno.

…e qual é a SOLUÇÃO para esses problemas? Blindar a sua mente pra que você não tenha problemas na hora da sua prova teórica e, muito menos na prova de direção.

…e eu tô aqui pra te mostrar como construir essa BASE FORTE dedicando apenas 15 minutos do seu tempo, por dia.

Isso mesmo – se você se comprometer a dedicar míseros quinze minutos para desenvolver o que eu vou te mostrar, você vai ficar totalmente preparado para atropelar a prova teórica e de quebra fazer uma excelente prática de direção.

Clique aqui e veja o SEGUNDO VÍDEO onde eu apresento os motivos de tantas pessoas não conseguirem passar de primeira na prova do Detran.

NÃO COMETA ESSE ERRO SE QUISER PASSAR NA PROVA DO DETRAN

Este erro, pelo menos 95% das pessoas que reprovam na prova do Detran, cometem.

Se você já foi reprovado em algum exame do Detran, certamente já sentiu isso que eu vou te falar – pelo menos 30% da capacidade de qualquer candidato são perdidos por conta do fator emocional e outros 50% pela falta de uma boa base teórica… e eu não tô falando só de prova teórica, não, tá?… essa regra vale, principalmente, para aqueles que vão fazer a prova de DIREÇÃO.

Fatores como distração mental ao ver as placas passando acontecem pelo fato delas estarem fora do nosso campo visual primário. Experimente olhar em um ponto e observe como as imagens ao redor daquele ponto ficam em segundo plano – isso é a nossa mente fazendo que a gente fique concentrado naquilo que estamos olhando.

As placas estão nas laterais da pista e por isso, muitas vezes, nos pegamos olhando para todos os lados e assim cometemos erros bobos na direção do carro. Já reparou como muitos erros que cometemos nas provas, não cometemos no dia a dia das aulas? Isso acontece porque não tivemos uma BASE TEÓRICA suficiente para fazer do ato de dirigir, algo natural.

ACONTECEU COM MINHA ALUNA

Me lembro de uma aluna, Jussara o nome dela, que até conseguia realizar as manobras que eu pedia: baliza; controle de embreagem e tudo mais; mas na hora de colocar o veículo em circulação ela sempre esquecia: ¹de olhar o trânsito, ²de dar seta, ³de mudar as marchas e outros erros bobos.

Depois de algumas aulas – percebendo que a gente não tava evoluindo – eu tive que interromper suas aulas de direção e ir com ela para dentro da sala de aula. Lá eu passei alguns fundamentos básicos de direção – eu tô falando de teoria básica… quando voltamos para as aulas práticas ela própria sentiu a diferença!

Talvez isso explique o fato da minha avó, de 77 anos, conseguir fazer crochê, assistir TV e ainda prestar atenção na conversa dos outros… rsr – certamente ela teve uma boa base.

Depois de tantos anos trabalhando nessa área, hoje consigo ver porque 95% das pessoas têm dificuldade em desenvolver melhor nas aulas e exame de direção. A falta de uma boa base teórica impossibilita que o ato de dirigir seja natural.

Muitas vezes essas pessoa, sequer, vão às aulas na autoescola. Com isso, chegam na parte prática inseguros e, por conta desse problema, reprovam várias vezes.

Rios de dinheiros são jogados ralo abaixo… e muitos deles não conseguem concluir todo o processo dentro do prazo de 1 ano… e acabam tendo que recomeçar tudo do zero.

JÁ PENSOU TER QUE COMEÇAR TUDO DE NOVO?

Imagine ter que começar tudo de novo, passar por tudo de novo e gastar tudo de novo porque não conseguiu concluir o processo dentro do prazo… realmente seria desanimador.

Infelizmente, isso acontece com muita gente e eu não quero que aconteça também com você… que vem aqui neste canal… justamente em busca da solução para um problema que talvez nem você saiba que tem.

Os últimos 20 anos nesta atividade me permitiram adquirir a experiência necessária para desenvolver uma metodologia que já ajudou milhares de pessoas… e agora vou usar para ajudar você, que busca pela sua habilitação para, finalmente, ter a liberdade que sempre sonhou: Poder dirigir o seu carro, ou pilotar a sua moto, para onde quiser, na hora que quiser sem nenhuma preocupação ou medo.

Conheça o programa FÓRMULA DA APROVAÇÃO, desenvolvido por mim, Ronaldo Cardoso, com a experiência adquirida ao longo dos últimos 20 anos e que já ajudou mais de 10 mil pessoas em todo o Brasil.

COMO SER APROVADO ESTUDANDO APENAS 15 MINUTOS POR DIA

Você está disposto a dedicar 15 minutos do seu tempo diário para garantir a sua aprovação nas provas de legislação e prática de direção?

Eu sei que TEMPO é um bem escasso para todo mundo. Por isso isso nosso programa te dá a liberdade de ajustá-lo conforme a sua conveniência. Afinal, quem sabe da sua rotina e da sua urgência é você.

Antes de mais nada eu quero esclarecer que aqui não vendemos facilidade. Isso não é em texto  para curiosos – É PRA QUEM QUER PASSAR NA PROVA – independentemente da sua idade, grau de estudo ou de quantas vezes já fez a prova. Qualquer pessoa que QUISER pode ser aprovada. Mas o primeiro passo é você QUERER.

FÓRMULA DA APROVAÇÃO

Em 2011 eu comecei a postar vídeos na internet mostrando algumas das técnicas que desenvolvi para ajudar pessoas que estão em busca da habilitação. Os vídeos ganharam dimensões gigantescas e hoje não tenho a mínima chance de atender nem 1% de todos os pedidos pessoalmente.

Por isso, depois de MILHÕES de pedidos, eu resolvi criar este programa que finalmente vai alcançar a todos.

É pensando em gente como você que este programa foi criado. Para evitar que você cometa os mesmos erros que 95% das pessoas comete nas provas do escrita e de direção.

Este programa tem 26 aulas, onde você vai estudar menos de 15 minutos por dia… seja no seu computador, celular ou smart TV… você é que escolhe onde é melhor pra você…

O que acontece com quem participa do meu curso 😀

  1. Chega 100% preparado e confiante para fazer a prova teórica – nós estamos falando de um treinamento validado e testado por milhares de alunos em todo o Brasil;
  2. Poderá assistir no seu tempo e, ainda assim, vai ficar preparado de forma plena – colocando a zero a chance de não ser aprovado;
  3. Terá segurança pra não apenas passar, mas pra gabaritar a prova – grande parte dos meus alunos passa por esta experiência maravilhosa.

CONDIÇÃO ESPECIAL PARA OS 100 PRIMEIROS

Eu vou abrir 100 vagas, pra esta turma, com uma CONDIÇÃO MUITO ESPECIAL – se você está vendo lendo este texto, é porque pelo menos uma dessas vagas ainda está disponível… veja bem:

Apenas enquanto este texto estiver em nosso blog, você vai poder participar do programa FÓRMULA DA APROVAÇÃO, pelo valor de APENAS R$ 97,00… que você ainda pode escolher se vai pagar no boleto, no cartão – inclusive parcelado em 12x no cartão, se preferir assim.

Olha só: São parcelas de menos de R$ 10,00 pra você GARANTIR a sua aprovação na prova escrita e desenvolver a base necessária para arrasar nas aulas práticas e no exame de direção.

O programa foi todo desenvolvido com base nas dificuldades de milhares de outros alunos, ao longo de 20 anos. Não é por acaso que o programa se chama FÓRMULA DA APROVAÇÃO.

SUPER BÔNUS PARA OS 100 PRIMEIROS

  1. Dois DVD’s com videoaulas de direção mostrando o passo a passo desde aquele que nunca pegou num carro até o dia do seu exame de direção;
  2. Lista de videoaulas com correção das questões que mais caem nas provas do Detran;
  3. PDF com os resumos de todas as matérias;
  4. PDF com 10 provas simuladas para exercitar;
  5. E o principal deles… vai receber suporte pessoalmente comigo, pelo grupo de whatsapp criado EXCLUSIVAMENTE para os 100 primeiros.

Eu quero participar do programa FÓRMULA DA APROVAÇÃO e passar na prova do Detran.

GARANTIA DE 7 DIAS PARA VOCÊ TESTAR O CURSO

Ainda tá em dúvida? Então vamos combinar o seguinte: Após se matricular, eu vou te dar 7 dias para desistir do treinamento, se você quiser.

Mas preste atenção: Ninguém vai perguntar por que você está desistindo; Você não vai ter que preencher nenhum formulário nem enviar nenhuma correspondência pra gente… não tem pegadinha. É simples assim: Basta dizer que não quer mais e pronto – seu dinheiro será devolvido sem nenhum questionamento.

Eu faço isso porque tenho plena confiança no que eu estou te oferecendo… e tenho certeza que uma vez dentro você vai ter certeza de que este foi o melhor investimento que você fez até agora pra tirar a sua carteira de habilitação.

Só depende de você… você vai investir menos do que gasta numa idinha ao cinema com a sua família.

A partir de agora É COM VOCÊ – tá vendo este botão aqui em baixo, clique nele e junte-se ao nosso time de pessoas que foram aprovadas nas provas do Detran.

Acredite, você pode muito mais que imagina!

CLIQUE AQUI E SEJA APROVADO NA PROVA DO DETRAN.

Processo dados, logo existo

A imagem da subjetividade humana que tem se sobressaído em nossa cultura é aquela que nos foi legada pelo pensamento cartesiano do cogito, ergo sum (penso, logo existo), onde a figura de um sujeito pensante, racional e reflexivo é considerada como a origem e o centro do pensamento e da ação na modernidade.

Essa mesma racionalidade humana foi testada (e por que não dizer contestada) por diversos filósofos ao longo da história através de dilemas morais e éticos como, por exemplo, o conhecido O Problema do Bonde (the trolley problems), proposto em 1960 pela filósofa britânica Philippa Foot.

Nele, um bonde está fora de controle em uma estrada. Em seu caminho, cinco pessoas amarradas nos trilhos. Felizmente, é possível apertar um botão que encaminhará o bonde para um percurso diferente, mas ali, por desgraça, se encontra outra pessoa também atada. Você apertaria o botão?


Gosta de receber novidades sobre trânsito? Então
clique aqui e cadastre gratuitamente o seu e-mail.

 

Dilemas como esse, propostos ao longo dos anos, têm animado discussões morais, éticas e filosóficas. No entanto, a partir dos constantes avanços tecnológico, sobretudo nas áreas da robótica e da inteligência artificial, tais dilemas encontram-se em vias de sair do campo filosófico e se tornarem realidade, a ponto de que algumas reflexões se façam (novamente) necessárias. E falando em vias, esse é, inegavelmente, outro âmbito no qual a tecnologia tende a nos beneficiar: o trânsito.

Os veículos autônomos são um exemplo concreto de como a tecnologia pode beneficiar a mobilidade humana futuramente. Alguns fatores motivam companhias automobilísticas, indústrias tecnológicas e o setor acadêmico a investir no desenvolvimento dos autônomos: o primeiro, e talvez mais importante, seja a segurança.

Estima-se que a substituição da percepção e do julgamento humano por sensores e sistemas de inteligência artificial poderia diminuir em até 90% os acidentes de trânsito. Bem como a redução da poluição. Existem estudos que apontam que essa tecnologia geraria uma diminuição de cerca de 80% de gases poluentes.

Outro ponto importante para a mobilidade diz respeito à possibilidade de acabar com os congestionamentos, já que esses veículos possuirão sistemas de intercomunicação. E, por fim, todos os fatores anteriores nos levam a um último: qualidade de vida.

Um dos maiores escritores da Ficção Científica, o russo Isaac Asimov, em meados do século passado, já havia criado três princípios que ficaram amplamente conhecidos como Três Leis da Robótica, que diziam:

  • Primeira Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • Segunda Lei: Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  • Terceira Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.

Mais tarde Asimov acrescentou a “Lei Zero”, acima de todas as outras: um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

Entretanto, a tecnologia dos carros autônomos enfrenta fortes entraves morais e éticos. Por exemplo, como o carro deve ser programado pra agir caso esteja diante de um acidente inevitável. Ele deve minimizar o número de vítimas fatais, mesmo que isso signifique sacrificar os ocupantes do carro? Obviamente o objetivo aqui é diminuir o número de vítimas fatais, mas o software precisa decidir quem ele vai, eventualmente, matar. Tirar a vida de duas pessoas é melhor que tirar a vida de dez. Certo? Ou não?

Dessa forma, um grande número de pessoas ainda se mostra contrárias à utilização de carros autônomos, até que esses dilemas sejam solucionados. Enquanto isso, o trânsito segue poluindo, estressando, tomando tempo e matando. Não duas nem dez, mas milhões de pessoas. Se organismos dotados de inteligência artificial têm a capacidade de aprender novos conhecimentos, quem sabe a próxima lição que devemos transmitir a eles seja a de, assim como nós humanos, vez ou outra, infringir algumas leis???

——-

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE PARA ASSISTIR VÍDEOS EM NOSSO CANAL – GRÁTIS

Supremo Tribunal Federal decide, por 7 votos a 4, pela constitucionalidade do crime de trânsito do artigo 305 do CTB

Nesta quarta-feira, dia 14NOV18, o Supremo Tribunal Federal julgou o Recurso Extraordinário 971.959, com repercussão geral, em que se questionava a constitucionalidade do crime de trânsito do artigo 305 do Código de Trânsito Brasileiro (“Afastar-se o condutor do veículo do local do acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída”).


Gosta de receber novidades sobre trânsito? Então
clique aqui e cadastre gratuitamente o seu e-mail.

 

Com relatoria do Ministro Luiz Fux, a decisão final foi pela CONSTITUCIONALIDADE, com 7 votos a 4, sendo vencidos os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e o Presidente Dias Toffoli.

O Recurso chegou ao STF oriundo do Ministério Público do Rio Grande do Sul, questionando acórdão do Tribunal de Justiça gaúcho, que havia absolvido um motorista condenado em 1ª instância pelo crime do artigo 305, a uma pena de detenção de 8 meses, em regime aberto (convertida em restritivas de direito), por ter, em 2010, saído de um bar, embriagado, e após fazer o retorno para ir pra casa, chocado seu veículo contra outro estacionado e “alegou não ter percebido”, tendo sido abordado por policiais que estavam em patrulhamento no sentido contrário e voltaram para ver o que tinha acontecido, quando foi abordado guardando o carro na garagem.

Interessante ressaltar que, após a condenação em 1ª instância, a apelação feita pelo advogado da defesa apenas baseava-se na tese de suposta prescrição do crime, bem como no fato de não ter o condutor percebido que havia causado os danos no outro veículo; entretanto, o Tribunal de Justiça decidiu, de ofício, declarar incidentalmente, a inconstitucionalidade do artigo 305 do CTB, alegando que já era o posicionamento daquela turma recursal desde 2011, por entender que “ninguém é obrigado a criar prova contra si mesmo” e que, se o envolvido na ocorrência de trânsito permanece no local, está justamente criando esta prova; neste sentido, citou jurisprudência de outros Estados (SP e SC, em especial), o que foi justamente questionado pelo Ministério Público junto ao STF.

No Supremo, o relator entendeu que a permanência do condutor no local da ocorrência tem como objetivo facilitar a apuração judicial do ocorrido e não se destina a criação de prova, porquanto permanece a possibilidade de manutenção do direito ao silêncio; por outro lado, os Ministros contrários se mantiveram favoráveis ao posicionamento exarado pelo TJ/RS.

Ao final, quando discutida a redação da tese da repercussão geral, o Ministro Lewandowski e a Ministra Carmen Lucia ponderaram sobre a necessidade de se incluir, a exemplo do que consta do artigo 304 do CTB (omissão de socorro), a excepcionalidade das situações em que o condutor se encontra em situação de fragilidade ou de própria vítima.

——-

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE PARA ASSISTIR VÍDEOS EM NOSSO CANAL – GRÁTIS

O capítulo XIV do Código de Trânsito Brasileiro contém quase 100 artigos relacionados a condutas infracionais sujeitas a punição de multa, dentre outras. Isso resultou num Manual de Fiscalização (MBFT – Resoluções Contran 371/10, 497/14 e 461/15) com mais de 400 enquadramentos por infrações de trânsito. Diante de tão vasto conteúdo fica evidente a impossibilidade dos condutores estarem cientes de todas as condutas que incidem na inobservância às normas de trânsito. A propósito, este texto vem tratar de mais uma destas situações que geram dúvidas aos motoristas e até aos agentes fiscalizadores: Estacionar ao lado de PRAÇA é infração de trânsito?


Gosta de receber novidades sobre trânsito? Então
clique aqui e cadastre gratuitamente o seu e-mail.

 

Inicialmente devemos considerar uma situação onde NÃO se dispõe de sinalização regulamentadora proibitiva, do tipo R-6a ou R-6c. Pois, caso as tivessem, nossa análise não teria motivo, uma vez que a sinalização de trânsito sobrepõe às normas de circulação (CTB, art. 89 III).

Sobre a PRAÇA, não há, em todo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sequer 1 (uma) única menção. Isso nos dá, numa análise precipitada, a impressão de que não existe dispositivo infracional para o estacionamento ao lado (junto) à PRAÇA. Entretanto, não é incomum ver agentes fiscalizadores lavrarem Auto de Infração de Trânsito (AIT) com base no artigo 181, VIII do CTB – ficha 545-27 do Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito:

Como não há dispositivo específico para o caso em análise, o órgão de trânsito tem considerado equivalentes a “praça” e os “gramados ou jardim público”. Tal equiparação logo trouxe à tona o seguinte questionamento: “E se a praça NÃO dispuser de vegetação?” – Vale observar que no campo “Quando autuar”, da respectiva ficha, consta a orientação de que esta refere-se a local COM VEGETAÇÃO. Desse modo, não seria um equívoco tratar uma praça, totalmente concretada, como área provida de gramado ou jardim?

Sob essa perspectiva, nos parece óbvio que o estacionamento AO LADO de uma praça totalmente concretada, sem nenhum resquício de vegetação, não daria nenhuma margem para autuação com base na ficha 545-27 do MBFT. Mas, eis que então surge outro questionamento: Se não há dispositivo infracional relacionado à praça, estacionar SOBRE ela também NÃO seria infração de trânsito.

Esse imbróglio foi submetido à apreciação do Departamento Nacional de Trânsito (2012) o qual proferiu o seguinte parecer:

O inciso VIII do artigo 181 do CTB, estabelece como infração estacionar o veículo “no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público”.

O artigo 193, por sua vez, estabelece como infração “transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos, marcas de canalização, gramados e jardins públicos”.

Inicialmente, recorremos ao Dicionário de Urbanismos de Celso Ferrari, que apresenta a seguinte definição:

“PRAÇA – Logradouro público urbano, geralmente de forma retangular ou quadrada, delimitado por vias ou, algumas vezes, por edificações. É um espaço de lazer ou recreação, podendo conter ou não vegetações e edificações de caráter institucional. Tradicionalmente, a praça é um local de reunião, importante nas cidades, e o planejador deve saber tirar partido dessa sua função comunitarizante. Trata-se de um bem público de domínio  público, portanto inalienável.”

No próprio CTB vamos buscar as definições de calçada, passeio e pista:

CALÇADA – parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.

PASSEIO – parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.

PISTA – parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos, identificada por elementos separadores ou por diferença de nível em relação às calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais.

De fato, não nos parece possível conceber uma praça como parte de uma pista, portanto, como espaço destinado à circulação de veículos. Na realidade, via de regra, praças são constituídas por calçadas, com ou sem equipamentos públicos, edificações e espaços com vegetação. Portanto, é difícil imaginar a circulação e o estacionamento  de veículos sobre uma praça sem que haja circulação sobre calçadas, passeios, gramados e/ou ajardinamentos.

Assim, ainda que não esteja prevista expressamente no CTB a infração de circular ou estacionar sobre praças, nos parece que, via de regra, tais condutas poderão ser consideradas como infração ao inciso VIII do artigo 181 (estacionar no passeio ou sobre gramados ou jardim público) ou ao artigo 193 (transitar com o veículo em calçadas, passeios, ajardinamentos, gramados e jardins públicos).

Por outro lado, caso não seja possível enquadrar a conduta naquelas expressas nos artigos citados, qualquer proibição, seja de circulação ou de estacionamento, deve ser devidamente sinalizada.

Alertamos, ainda, que, no nosso entendimento, considerando a definição de praça acima citada, praça pública NÃO equivale necessariamente a jardim público. Não caberia, portanto, em princípio, considerar o inciso VIII do artigo 181 do CTB no caso de veículo estacionado ao lado de praça pública.”

CONCLUSÃO

Conforme orientação do Denatran, PRAÇA e GRAMADOS OU JARDIM PÚBLICO NÃO são equivalentes e, portanto, ainda em conformidade com o parecer emitido por este órgão, o estacionamento de veículo automotor SOBRE uma praça constitui infração de trânsito prevista nos artigos 181 VIII e/ou 193 do CTB, a depender do caso. Entretanto, o mesmo NÃO se aplica quando o estacionamento for AO LADO de uma praça, sendo necessária sinalização de regulamentação proibindo tal conduta.

——-

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE PARA ASSISTIR VÍDEOS EM NOSSO CANAL – GRÁTIS

Empinar moto pode configurar crime de trânsito

Sabemos que as “motos” são envolvidas na maioria dos acidentes de trânsito no Brasil. De acordo com dados da Seguradora Líder, que administra o Seguro DPVAT, a motocicleta foi o veículo com o maior número de acidentes no ano de 2017. Apesar de representar apenas 27% da frota nacional, concentrou 74% das indenizações. De janeiro a setembro de 2018, já são quase 180 mil acidentes envolvendo as motos.


Gosta de receber novidades sobre trânsito? Então
clique aqui e cadastre gratuitamente o seu e-mail.

 

Lamentavelmente a imprudência dos condutores desses veículos de duas rodas é a principal causa dos acidentes, mesmo as estatísticas apontando os riscos existentes, eles são simplesmente ignorados. Além disso, diversos fatores contribuem para os acidentes, como pressa, necessidades relacionadas ao trabalho, facilidade na locomoção, impaciência, adrenalina etc.
Os colegas instrutores e agentes fiscalizadores são conhecedores de uma dura realidade, como no caso de pessoas que primeiro adquirem a moto para somente depois se habilitar e ainda frequentam as aulas no CFC conduzindo seu veículo, que muitas vezes são flagrados e devidamente autuados pela fiscalização de trânsito.

Não é regra, mas em geral os motociclistas mais jovens são aqueles mais propensos a exibições de perícia com o veículo, de executar manobras perigosas, pelo calor do momento, pela adrenalina, porque a impressão é de que sabe muito bem o que está fazendo e acreditar que nada de mal pode lhe ocorrer.

No entanto, o Código de Trânsito Brasileiro prevê sanções administrativas e penais em decorrência de atos praticados com o veículo, sem excluir a possibilidade de se atribuir responsabilidade civil a depender do caso concreto.

O art. 244, III, do CTB estabelece que conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda é infração de natureza gravíssima, 7 pontos, multa de R$ 293,47, suspensão do direito de dirigir pelo período de dois a oito meses e recolhimento do documento de habilitação.

Se o condutor estiver fazendo malabarismo ou equilibrando-se em apenas uma roda em evento organizado ou competição esportiva na via, sem permissão, a infração se dá no art. 174 do CTB ou se o condutor estiver demonstrando ou exibindo manobra perigosa com o propósito de atrair atenção/exibir-se, então o enquadramento será no art. 175 do Código de Trânsito. Nos dois casos a infração é gravíssima, serão registrados os mesmos 7 pontos, também existe a previsão da suspensão do direito de dirigir, do recolhimento do documento de habilitação e a remoção do veículo, mas o valor da multa é de R$ 2.934,70.

Até pouco tempo atrás, somente as condutas dos artigos 173 e 174 é que poderiam caracterizar um crime de trânsito. No entanto, a Lei nº 13.546/17 que alterou dispositivos do CTB para dispor sobre crimes cometidos na direção de veículos automotores, ampliou o tipo penal do art. 308 de tal modo que as condutas descritas no art. 175 e no inciso III do art. 244 do Código de Trânsito Brasileiro também podem configurar crime.

O texto da lei considera crime participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística ou ainda de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente, gerando situação de risco à incolumidade pública ou privada. A pena é de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

O trecho incluído no art. 308 do CTB pela Lei nº 13.546/17 foi a “exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor”. Para fins de enquadramento da infração administrativa, há uma clara distinção entre os artigos 175 e 244, III. Entretanto, para configurar o crime é necessário analisarmos se o ato de “empinar a moto” pode ser considerado uma exibição de perícia. Desde que seja praticada em via pública e que gere risco à incolumidade pública ou privada, a conduta praticada parece se encaixar no tipo penal, caracterizando o crime de trânsito descrito acima, devendo ser adotadas as providências cabíveis pelo poder público competente.

 

Além dos riscos que apontamos nesse texto, é conveniente advertir os motociclistas que praticam esse tipo de conduta sobre a possibilidade de uma responsabilização mais severa, que nesse caso é o cometimento do crime de trânsito. Evidentemente que precisamos aguardar o posicionamento do judiciário conforme forem enfrentadas demandas desse tipo para sabermos qual o entendimento será adotado para essa situação e quem sabe a postura e o comportamento imprudente sejam adequadamente punidos.

Caruaru-PE, 26 de outubro de 2018.

——-

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE PARA ASSISTIR VÍDEOS EM NOSSO CANAL – GRÁTIS

Proibição do uso do capacete

Por mais estranho que isso possa parecer, vez ou outra recebo esse questionamento em sala de aula, são alunos afirmando que em algumas cidades existe uma lei ou mesmo uma determinação de alguma autoridade local proibindo o uso do capacete no perímetro urbano em razão da onda de insegurança provocada por bandidos que utilizam motocicletas para praticar assaltos e o capacete acaba dificultando sua identificação.


Gosta de receber novidades sobre trânsito? Então
clique aqui e cadastre gratuitamente o seu e-mail.

 

Em um dos casos que chegou ao nosso conhecimento, os vereadores apresentaram proposta para proibir o uso do equipamento, lançaram uma enquete para que a população opinasse a respeito e a depender do resultado a ideia seria transformar em lei municipal. Evidentemente que se trata de uma medida popular, um devaneio que não se sustenta legalmente.

De início é importante destacar que o art. 22 da Constituição Federal assim dispõe: “Compete privativamente à União legislar sobre trânsito e transporte”, ou seja, o município não pode criar esse tipo de lei, até porque já existe legislação federal tratando do tema que não pode ser sobreposta por uma lei municipal.

A Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, em vigor desde 1998 determina em seus artigos 54 e 55 a obrigatoriedade do uso do capacete para condutor e passageiro, respectivamente, das motocicletas, motonetas e ciclomotores, a regra obviamente é válida em todo o território nacional.

O CTB ainda prevê punição aos que descumprirem a norma, o art. 244, incisos I e II, considera infração de natureza gravíssima, além do registro de 7 pontos no prontuário do infrator, multa de R$ 293,47, recolhimento do documento de habilitação e suspensão do direito de dirigir pelo período de dois a oito meses, tendo o condutor que participar de curso de reciclagem e fazer prova no DETRAN para ter sua CNH de volta, e na hipótese de ser uma Permissão Para Dirigir há o risco de sofrer cassação.

Por incrível que pareça, sob o argumento da insegurança causada pela violência existem cidades que adotaram medidas semelhantes, não por meio de lei, pois é perfeitamente questionável judicialmente, mas através de determinação imposta por alguma autoridade local.

É de se questionar: o que fazer com um motociclista conhecedor de seus direitos e deveres e que ao ser abordado pela polícia ou por outra autoridade qualquer se recuse a abrir mão do único equipamento obrigatório que lhe proporciona segurança na motocicleta? Deve ser preso por desobedecer a lei ou determinação municipal, mesmo estando cumprindo a legislação de trânsito que é nacional? Deve ser obrigado a abrir mão do capacete? E se ele sofrer um acidente fatal, quem se responsabilizará pelo ocorrido?

Não há nesses locais nenhuma estatística que comprove a redução da criminalidade depois de adotada essa medida ilegal, mas certamente deve ter aumentado o número de mortes envolvendo motociclistas, pois ainda que transite em baixa velocidade, havendo um acidente, o risco de morte aumenta consideravelmente pela falta do capacete.

Curioso seria uma fiscalização do DETRAN ou da Polícia Rodoviária Federal (nos trechos de rodovia federal que eventualmente cortar a cidade) abordar um motociclista sem capacete e ao informá-lo do cometimento da infração, ser surpreendido pelo argumento de que existe lei municipal proibindo o uso. Imagino que depois de dar boas risadas, o Agente irá autuar o infrator e recolher seu documento de habilitação, para que posteriormente sejam aplicadas as sanções já mencionadas.

Para combater a onda de violência que o nosso país está vivendo, essa medida se mostra ineficaz tanto do ponto de vista legal, pelos motivos expostos, quanto do lado prático, pois não se pode querer solucionar um problema criando outro.

Ficamos na expectativa para que os nossos políticos e demais autoridades busquem outros meios de combate à violência, como por exemplo, aumentar o policiamento nas ruas para proteger os cidadãos. Criar leis esdrúxulas ou determinações ilegais como essa não resolve, no máximo desvia o foco do problema principal. Além do mais, parafraseando um amigo, capacete não comete crime, ele salva vidas!

——-

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE PARA ASSISTIR VÍDEOS EM NOSSO CANAL – GRÁTIS

Telefone: (33) 3331-4146 - Whatsapp: (33) 98454-1720 - Email: contato@autoescolaonline.net

Direitos Autorais © 2014-2018 Autoescola Online - Todos os Direitos Reservados.