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O bem-estar do motorista e sua relação com os acidentes

Motorista sob o efeito de entorpecentes é, infelizmente, algo muito comum para suportar a pressão imposta numa rotina de trabalho ininterrupta e em tempo record.

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 João acorda às 4 h da manhã porque sabe que a missão do dia é pesada e intensa. Tem que atender a dezenove clientes e o primeiro destes fica a 130 quilômetros dali. Saiu de casa sob aviso da esposa quanto à conta de luz que está vencida e iminência de terem o serviço suspenso.

O parágrafo anterior retrata a rotina comum à maioria absoluta dos profissionais que trabalham dirigindo – entregador, vendedor, motorista de coletivo ou escolares e tantas outras atividades afins.

Especialistas estudam, há décadas, o altíssimo índice de acidentes de trânsito e tentam mapear suas principais causas.

Falta de manutenção das vias; Sinalização de trânsito errada, deficiente ou inoperante;  Mau estado de conservação dos veículos; Aumento do fluxo de veículos e falhas na engenharia de tráfego. Enfim, muitas são as causas e, ao longo de todos estes anos, uma destas têm se destacado: O COMPORTAMENTO HUMANO À DIREÇÃO DE UM VEÍCULO.

Diante deste cenário, aponto três relevantes temas a serem considerados:

SAÚDE FÍSICA E MENTAL

Passar horas ininterruptas à direção de um veículo nunca foi uma prática adequadas e, apesar dos condutores saberem disso, normalmente ignoram as recomendações, da direção defensiva, de pausas em períodos programados.

O recomendável, para a boa saúde física e mental, é que se faça pausas a cada 150 quilômetros percorridos ou duas horas ao volante – o que acontecer primeiro. Importante considerar que aqui nos referimos à RECOMENDAÇÃO DA DIREÇÃO DEFENSIVA. Para condutores profissionais, a legislação de trânsito tem suas regras de pausas – veremos sobre isso adiante.

Não se engane, ignorar as pausas recomendadas (ou impostas), além de infração de trânsito, interfere consideravelmente na boa dirigibilidade do condutor, afetando suas condições físicas, psicológicas e emocionais o que, inevitavelmente, o colocará em iminente risco de se envolver em acidentes.

O TRÂNSITO ESTRESSA

Essa é uma velha máxima entre os usuários do trânsito – principalmente aqueles que trabalham nele. Entretanto, se analisarmos friamente essa afirmação, chegaremos à conclusão de que o trânsito não estressa ninguém, são seus usuários que o tornam estressante.

É importante considerar que a sua pressa não lhe dá prioridade sobre os demais usuários da via. Exceções acontecem, claro, mas não serão os seus problemas e sua urgência as situações de genuína prioridade sobre os outros.

A primeira regra de ouro para se ter um trânsito melhor é entender, e aceitar, que o espaço público é de uso comum e igual para todos. Sejá lá qual for a sua urgência, acalmar-se é a melhor maneira de terminar o dia bem – ou pelo menos ileso.

LEGISLAÇÃO PARA MOTORISTAS PROFISSIONAIS

A legislação em questão é a 13.103, de 2 de março de 2015, que modifica a Lei 12.619, publicada três anos antes. Ressaltamos que as regras dispostas na referida lei são para profissionais de transporte rodoviário de cargas e/ou pessoas – caminhoneiros e condutores de ônibus, numa linguagem popular.

Segue quadro resumos dos períodos de trabalho e descanso estabelecidos em lei.

CONCLUSÃO

Independentemente da sua urgência ou necessidade, nada deve se sobressair à segurança dos usuários do trânsito, o bem-estar do condutor e a integridade física de todos.

Para te ajudar a lidar com estas atividades, nós desenvolvemos técnicas de conscientização que são apresentadas em no treinamento que oferecemos para os seus colaboradores. Clique e conheça: TREINAMENTO ONLINE PARA MOTORISTAS DE FROTA.

Em nosso último texto eu mostrei que motorista treinado elimina os riscos de envolvimento em acidentes, neste eu mostrei como evitar ter o veículo multado e neste aqui eu mostrei 3 ações para resolver o problema de quebra de veículos.

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Quer conhecer um condutor, dê a ele uma escova de dentes

Calma! Antes que você se coloque em risco tentando provar sua habilidade na direção, eu advirto: Não tente fazer isso em casa! Isso não é nenhuma espécie de teste ou desafio. Não se trata de ter ou não habilidade para conduzir um veículo. A questão aqui é bem mais complexa e diz respeito a um assunto que trago constantemente nos meus textos: solidariedade. Sim, eu explico…

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Mas, primeiramente, algumas definições se fazem necessárias. O conceito tradicional de família refere-se ao conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si (ou não) e vivem na mesma casa formando um lar. A família é considerada uma instituição responsável por promover a educação dos filhos e influenciar o comportamento dos mesmos na sociedade. Já o de Sociedade, a um conjunto de seres que convivem de forma organizada.

A palavra vem do Latim societas, que significa “associação amistosa com outros”. Uma sociedade humana é um coletivo de cidadãos de um país, sujeitos à mesma autoridade política, às mesmas leis e normas de conduta, organizados socialmente e governados por entidades que zelam pelo bem-estar desse grupo. Feitas tais considerações, vamos aos fatos.

Aqui em casa eu sou o “chato” da família quando o assunto é organização. Sempre gostei das coisas organizadas, mas não chego a ser neurótico e nem tenho nenhum TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) por limpeza. Apenas por pura praticidade. E, a menos que você more sozinho, já deve ter passado por isso. Por que deixar diversos copos espalhados pela casa, por exemplo, para juntá-los todos no final de semana se eu posso usá-lo e já largar na pia? Assim final de semana eu tenho uma coisa a menos para me preocupar.

A bagunça em si nem é o que mais me incomoda. O que me tira realmente a paciência é a falta de solidariedade. Usando o exemplo dos copos, é não pensar que alguém pode vir a precisar de um copo e não encontrá-los no lugar, porque estão todos espalhados pela casa.

E exemplos como esse eu poderia citar indefinidamente… como a migalha de sabonete que se usa e não se repõe, o papel higiênico que termina e nem o rolinho vazio são capazes de tirar ou, finalmente, a pasta de dentes. Essa, por se tratar de um produto que dura um pouco mais, aproximadamente uns 10 dias aqui em casa, não me incomoda tanto a falta de reposição.

No entanto, nesse caso a perturbação é diária, frequentemente mais de uma vez ao dia. Pode parecer algo banal, trivial, até meio bobo, mas eu não entendo como alguém pode ser tão egoísta a ponto de apertar a pasta de dentes na parte de cima, logo na saída do tubo!

Esse pra mim é o maior teste de solidariedade… pessoas que fazem isso, na minha opinião, transmitem uma mensagem do tipo “Haha! Aqui está meu creme dental… quase sem nenhum esforço. O próximo? O próximo que se exploda!” Aí vem o Rodrigo escovar os dentes e tem que apertar a pasta de dentes desde lá de baixo pra cobrir o espaço que o outro deixou entre a pasta e a saída do tubo…

“Mas como esse comportamento se reflete no trânsito?” você pode estar se perguntando… Para mim é muito claro: quando o sujeito estaciona na vaga de deficiente, idoso ou gestante sem estar em nenhum desses estados; quando ele passa o cruzamento no amarelo, mesmo vendo que não conseguirá completar a travessia, trancando todos na outra via; ou quando estaciona em rebaixo de entrada e saída de garagem, tirando dos moradores o direito de acessarem suas próprias casas. Esses, pra mim, são apenas alguns exemplos de como, também no trânsito, as pessoas apertam o creme dental na parte de cima.

Na nossa sociedade, o carro ainda carrega consigo uma grande representação de poder, o que me faz lembrar da célebre frase do ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln, que diz “Se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.” Em relação ao trânsito, me atrevo parafraseá-lo dizendo “Se quiser pôr à prova o caráter de um condutor, dê-lhe uma escova de dentes”.

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Exame Toxicológico para motoristas - Estudos internacionais comprovam a sua ineficácia

O Brasil continua a sua batalha contra as altas taxas de acidentes de trânsito, as quais estão entre as maiores do mundo. Em 2015, foi implementada a lei 13.103 que estabeleceu o teste obrigatório de larga janela de detecção para substâncias psicoativas (exceto o álcool) em amostras de cabelo para a obtenção ou renovação da carteira de motorista profissional (categorias C, D, E) [1, 2].

Dados sobre os resultados dos exames toxicológicos realizados entre março e dezembro de 2016 para o cumprimento da referida lei foram divulgados recentemente pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). Foram realizados em todos os estados brasileiros 1.042.148 exames, resultando em 16.264 casos positivos (1,6%) para uma ou mais substâncias. Dados sobre a prevalência de substâncias específicas não foram informados [3].

Apesar da análise toxicológica em cabelos oferecer uma larga janela de detecção para várias substâncias, a positividade encontrada foi menor do que a observada por estudos anteriores nos quais fluído oral (saliva) ou urina foram utilizados como amostras coletadas de foram aleatória de motoristas profissionais nas rodovias brasileiras. Por exemplo, a taxa de positividade para canabinóides (metabólitos da maconha), cocaína e anfetaminas juntas variaram de 5,2% [4] em amostras de fluído oral e entre 8,1-9,3% em amostras de urina [5, 6].

Em geral, a coleta de cabelo é considerada um procedimento não-invasivo por toxicologistas [7]. No entanto, a coleta de amostras de cabelo tem sido realizada de forma inadequada no Brasil, muitas vezes envolvendo a coleta de grandes porções do mesmo, na região da cabeça, ou no caso de uma pessoa calva, as amostras são obtidas de pelos do corpo. Esses procedimentos afetaram a aparência física de muitos motoristas, além do fato de a coleta de pelos do corpo poder indicar uma janela de detecção superior à indicada pela legislação vigente (90 dias). Ainda, muitos motoristas relataram não poder arcar com os custos do teste toxicológico, o qual custa ao redor de R$300,00.

Apoiadores da nova legislação declaram na mídia que a implementação do teste toxicológico em amostras de cabelo obrigatório para motoristas profissionais foi responsável pela redução de cerca de um terço de todos os acidentes envolvendo caminhões nas rodovias federais [3]. Entretanto, os dados apresentados carecem de revisão da comunidade científica e são duvidosos em um país onde as informações sobre o uso de substâncias por motoristas não são coletadas de forma sistemática e estão sujeitas a uma variedade de vieses [8].

Na realidade, esse argumento é improvável, haja vista que países desenvolvidos só obtiveram reduções significativas em acidentes de trânsito após muitos anos depois da implementação de estratégias baseadas em evidências científicas e campanhas de divulgação das mesmas [9-11]. Além disso, as taxas de especificidade e sensibilidade para o teste toxicológico em amostras de cabelo esperadas para propósitos judiciais como os requeridos pela referida lei ainda são insatisfatórios [12, 13], adicionando ainda mais controvérsia a um achado positivo como um método efetivo de repressão ao uso de drogas na direção de veículos automotores.

Em conclusão, a implementação da lei 13.103 no Brasil apresentou um alto custo e foi responsável por causar transtornos para muitos motoristas profissionais durante a coleta de amostras. Acima de tudo, a referida lei mostrou-se uma medida ineficiente do ponto de vista da saúde pública, já que menos de 2% de motoristas que possivelmente utilizam substâncias psicoativas foram identificados por meio do uso de recursos que poderiam ser direcionados para estratégias baseadas em evidências científicas, tais como a fiscalização aleatória do uso de álcool e outras drogas por motoristas no momento da direção de veículos nas rodovias brasileiras.

Conflito de interesses: nenhum

(Hair testing: an ineffective DUI strategy in Brazil

Vilma Leyton1, Gabriel Andreuccetti1, Antonio Edson Souza Meira Júnior2, Marcelo Filonzi Dos Santos1, Henrique Silva Bombana1, H. Chip Walls3, Julia Maria D’Andrea Greve1, Heráclito Barbosa de Carvalho1, José Heverardo da Costa Montal2, Flavio Emir Adura2, Mauricio Yonamine1

1- Universidade de São Paulo, São Paulo, SP; 2 – Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, São Paulo, SP; 3 – Forensic Analytical and Clinical Toxicology Consultant and Training Specialists, Miami, FL, USA

Referências Bibliográficas

1. Brazilian Federal Republic. Law no. 13103, from March 2, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13103.htm (Acesso em 15 Janeiro de 2017) (Archived at http://www.webcitation.org/6u5Px0aDc on 9 October 2017).

2. Leyton V., Andreuccetti G., de Almeida R. M., Muñoz D. R., Walls H. C., Greve J. M. et al. Hair drug testing in the new Brazilian regulation to obtain professional driver’s licence: no parallel to any other law enforcement in the world. Addiction 2015; 110: 1207–1208.

3. Bortolin N. Menos acidentes. Quanto o exame do cabelo tem a ver com isso? Carga Pesada, São Paulo, Brazil 2017: 191:14-15. Disponível em: https://issuu.com/revistacargapesada/docs/revista_carga_pesada_ed._191 (Acesso em 7 Julho de 2017) (Archived at http://www.webcitation.org/6u5P2JD1Z on 9 October 2017).

4. Bombana H. S., Gjerde H., Dos Santos M. F., Jamt R. E., Yonamine M., Rohlfs W. J. et al. Prevalence of drugs in oral fluid from truck drivers in Brazilian highways. Forensic Sci Int 2017; 273: 140–143.

5. Leyton V., Sinagawa D. M., Oliveira K. C. B. G., Schmitz W., Andreuccetti G., De Martinis B. S. et al. Amphetamine, cocaine and cannabinoids use among truck drivers on the roads in the State of Sao Paulo, Brazil. Forensic Sci Int 2012; 215: 25–27.

6. Peixe T. S., de Almeida R. M., Girotto E., de Andrade S. M., Mesas A. E. Use of illicit drugs by truck drivers arriving at Paranagua port terminal, Brazil. Traffic Inj Prev 2014; 15: 673–677.

7. Kintz P., Russell E., Baber M., Pichini S. Clinical application of hair testing. In: Kintz P., Salomone A., Vincenti M., editors. Hair Analysis in Clinical and Forensic Toxicology. New York, NY: Elsevier; 2015, pp. 141–159.

8. Pechansky F., Chandran A. Why don’t northern American solutions to drinking and driving work in southern America? Addiction 2012; 107: 1201–1206.

9. National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA). Traffic Safety Facts. Washington, DC: US Department of Transportation; 2010. Disponível em: https://crashstats.nhtsa.dot.gov/Api/Public/ViewPublication/811659 (Acesso em 9 Junho 2017) (Archived at http://www.webcitation.org/6u5PU6PkF on 9 October 2017).

10. Australian Government. Road deaths Australia. Canberra: Department of Infrastructure and Regional Development; 2015. Disponível em: https://bitre.gov.au/publications/ongoing/road_deaths_australia_monthly_bulletins.aspx (Acesso em: 9 Junho de 2017) (Archived at http://www.webcitation.org/6u5PdulIM on 9 October 2017).

11. Eurostat. People killed in road accidents. Luxemburg: European Statistical System; 2015. Disponível em: http://ec.europa.eu/eurostat/tgm/table.do?tab=table&init=1&plugin=1&language=en&pcode=tsdtr420 (accessed 9 June 2017) (Archived at http://www.webcitation.org/6u5PlDCLd on 9 October 2017).

12. Taylor M., Lees R., Henderson G., Lingford-Hughes A., Macleod J., Sullivan J. et al. Comparison of cannabinoids in hair with self-reported cannabis consumption in heavy, light and non-cannabis users. Drug Alcohol Rev 2017; 36: 220–226.

13. Moosmann B., Roth N., Auwarter V. Finding cannabinoids in hair does not prove cannabis consumption. Sci Rep 2015; 5: 14906.

Tradução do original (em inglês Publicado online em 26 de outubro de 2017)

Addiction Journal (DOI: 10.1111/add.14045)

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/add.14045/full

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Uso das setas do veículo

Certa vez em sala de aula um aluno que estava tirando a primeira habilitação contou que perguntou ao pai porque ele não utilizava as setas do veículo quando entrava à direita ou à esquerda e a resposta dele reflete bem o pensamento de uma parcela considerável dos condutores: “Esqueci! Mas o motorista de trás viu que eu iria entrar aqui…”. Isso é mais comum do que se imagina, o grande problema é que essa displicência pode causar acidentes.

De acordo com o Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro, que trata dos conceitos e definições, a luz indicadora de direção (pisca-pisca) é a luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor tem o propósito de mudar de direção para a direita ou para a esquerda.

É possível identificar algumas situações previstas expressamente no CTB em que sua utilização é obrigatória, como por exemplo, o deslocamento lateral, como se observa no art. 35: “Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio da luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço”. Convém destacar que se entende por deslocamento lateral a transposição de faixas, movimentos de conversão à direita, à esquerda e retornos.

Na manobra de ultrapassagem prevista no art. 29, inciso XI, também há indicação expressa da utilização das luzes indicadoras de direção: “todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá: indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de direção do veículo ou por meio de gesto convencional de braço; afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal forma que deixe livre uma distância lateral de segurança; e retomar, após a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de origem, acionando a luz indicadora de direção do veículo ou fazendo gesto convencional de braço, adotando os cuidados necessários para não pôr em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos que ultrapassou;”.

De acordo com o art. 196 do CTB é infração grave (5 pontos e multa de R$ 195,23) deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação. Para exemplificar, se o condutor que cometer essa infração possuir uma Permissão para Dirigir, é possível sofrer a penalidade de Cassação da PPD (art. 148, § 3º, do CTB).

O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – Volume I, regulamentado pela Resolução nº 371/2010 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, estabelece algumas hipóteses em que se deve autuar o condutor nesse tipo infracional:

1) Veículo estacionado/parado que inicia a marcha sem sinalizar com antecedência esse movimento;
2) Veículo em movimento, ao parar para efetuar embarque/desembarque ou estacionar, não sinaliza com antecedência essa manobra;
3) Veículo que não sinaliza com antecedência a manobra de: conversão, retorno, entrada/saída de lote lindeiro;
4) Veículo que não sinaliza com antecedência a manobra de mudança de faixa, inclusive para efetuar passagem ou ultrapassagem.

Em todos os casos listados acima o Agente da Autoridade de Trânsito deve obrigatoriamente descrever no campo de observações do auto de infração a situação visualizada no momento da constatação da irregularidade.

A Resolução nº 14/1998 do CONTRAN considera equipamento obrigatório para os veículos automotores, ônibus elétricos, reboques e semi-reboques as lanternas indicadoras de direção dianteira de cor âmbar e traseiras de cor âmbar ou vermelha. Também se exige o equipamento para motocicletas, motonetas, triciclos, quadriciclos e nos tratores.

Também configura infração de natureza grave (art. 230, inciso XIII, do CTB) conduzir o veículo com o equipamento do sistema de iluminação e de sinalização alterados, como nos casos em que se utiliza cores diferentes daquelas regulamentadas ou mesmo quando se coloca adesivos, pinturas, películas ou qualquer outro material nestes dispositivos.

Além de todas as regras aqui expostas e suas respectivas sanções em virtude da inobservância, não podemos deixar de mencionar os riscos e as possibilidades de acidentes quando não se utiliza as luzes indicadoras de direção ou mesmo quando se faz de forma incorreta. Tanto os preceitos de direção defensiva quanto as determinações previstas na legislação orientam os condutores a acionarem o dispositivo de forma clara e com a devida antecedência, levando em consideração algumas circunstâncias, tais como, o trecho da via, a velocidade, o fluxo de veículos, dentre outras condições adversas identificadas naquele momento.

Portanto, caro condutor que ainda tem dificuldade na utilização das luzes indicadoras de direção, não ignore esses preceitos básicos de segurança. Dar a seta não dói, então dê sem medo!

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10 coisas que todo motorista de caminhão tem que lembrar sobre carros antes de pegar a estrada

É muito comum ouvir motoristas de carro reclamando de caminhões e motoristas de caminhão reclamando de carros. Quem está certo? Ninguém e todo mundo. A verdade é que existem bons a maus motoristas a bordo de ambos, então, a ideia aqui, assim como na lista anterior (10 coisas que todo motorista de carro deveria saber sobre caminhão antes de pegar a estrada), não é julgar ninguém e sim relembrar alguns pontos que possam ajudar a estrada a se tornar um local mais seguro.

 

1 – Eles são mais rápidos

Você pode olhar no retrovisor, ver um carro ao longe e achar que dá para começar uma mudança de faixa, mas no momento seguinte ele pode já estar muito próximo, te obrigando a recuar da manobra, por isso, é recomendável dar uma segunda olhada para ter certeza da velocidade que o outro vem.

Usar o bom-senso também para facilitar as ultrapassagens é uma boa dica, mas nunca, claro, jogar no acostamento para isso.

 

2 – Eles nem sempre são ágeis

Você está vindo a uma certa velocidade e lá na frente vê um carro entrando na sua pista. Não diminui porque acredita que rapidamente ele ganhará velocidade. Mas ele não ganha. Aí o jeito é diminuir e ter paciência, pois o carro pode ser 1.0 ou pode estar em sua lotação máxima, aí demora mesmo para acelerar.

 

3 – Eles são mais baixos

Por isso não vêem a pista da mesma forma que alguém num caminhão, então, ajude sinalizando quando é seguro para ele fazer uma ultrapassagem ou quando vir algum perigo a frente que ele não vê. (e se você está de carro, lembre-se, se o caminhão der seta pra direita, você pode ultrapassar, se ele der seta para a esquerda, não!)

 

4 – A maioria não é profissional do volante

O carro dá seta e você segura para deixá-lo entrar. Só que ele não entra, fica na dúvida. Quando você está quase desistindo ele resolve ir. Não fique bravo, o profissional do volante é você. Não dá para exigir que todos tenham a mesma habilidade e perícia que um caminhoneiro tem. Lembre-se, pelo artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os veículos maiores são responsáveis pela segurança dos menores. E se você estiver a ponto de perder a paciência com um motorista de carro pequeno, imagine que ali poderia estar seu filho, filha, sobrinho ou irmã mais nova. Dê o exemplo.

 

5 – Muitos também estão estressados e cansados

Que a profissão de caminhoneiro é uma das mais cansativas, isso não temos dúvida, mas a pessoa no carro também pode estar cansada e nervosa. A gente nunca sabe o dia que o outro está tendo, por isso, não xingue, não provoque e faça o seu melhor para não responder a uma provocação.

 

6 – Nem todos são “carros de passeio”

Carro de passeio é um nome genérico, mas vale lembrar que muitos estão indo ou voltando do trabalho, outros ainda podem estar fazendo entregas, muitos utilizam o carro comercialmente e estão sempre na estrada, como os representantes comerciais, por isso devem também estar com pressa ou ter horário para cumprir.

 

7 – Muitos estão com a família

E ela é tão importante quanto a sua, por isso, só faça com o outro aquilo que não te incomodaria que fizessem com você e sua família. Se discorda da forma de conduzir ou da atitude do motorista, pense no restante dos passageiros.

 

8 – Eles não conhecem os pontos cegos do caminhão

Por isso que o caminhoneiro tem que tomar o maior cuidado ao fazer manobras. E é por isso também que a lei diz que o caminhão (e o ônibus) deve cuidar do veículo menor. É verdade que reciclagens e cursos de aprimoramento ajudariam os motoristas a se prepararem melhor para o trânsito, mas enquanto isso não acontece, o motorista profissional precisa ter cuidado dobrado.

 

9 – A faixa da esquerda é deles

Se a via tem apenas duas faixas, aí o motorista de caminhão é livre para usar a esquerda em uma ultrapassagem, porém, se a via tem 3 ou mais faixas, o caminhão (e o ônibus) deve se manter na direita e usar apenas a segunda faixa para ultrapassagem – ah, mas tem um caminhão ultrapassando o outro, por isso que fui pra terceira – isso não é justificativa, se um caminhão está fazendo uma ultrapassagem, tenha paciência e aguarde ele terminar antes de fazer a sua. E lembre-se: a velocidade máxima para um veículo de grande porte é 90km/h.

 

10 – Todos têm o direito de ir e vir

Está na constituição:  inciso XV do art. 5º “É livre a locomoção no Território Nacional em tempo de paz…”. Então não adianta ficar bravo ou justificar que tem preferência porque está trabalhando, usar a rodovia é um direito de todos. E se todos (carro, caminhão, ônibus, moto, bicicleta…) usarem o bom-senso e a paciência, as estradas serão um local bem mais seguro e convidativo.

 

Bônus: A maioria é boa gente

É comum ver carros fazendo barbaridades no trânsito. Mas, infelizmente, é comum ver seres humanos fazendo barbaridades em todas as áreas, por isso, não julgue uma classe inteira por alguns indivíduos (pois é exatamente o que você não quer que façam com a sua profissão também). Para cada um que faz algo errado, conte quantos estão fazendo certo.

Com paciência a gente vai mais longe e de forma mais segura.

Autor: Paula Toco
Fonte: http://www.penaestrada.com.br

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10 coisas que todo motorista de carro precisa saber sobre caminhões antes de pegar a estrada

1 – Eles são mais lentos

Pode reclamar, ficar bravo, espernear, mas não tem o que fazer, a velocidade máxima permitida por lei para um caminhão é 90km/h, logo, não importa se a pista permite que o carro vá a 120, quando um caminhão for ultrapassar outro veículo, ele deverá ir, no máximo, a 90km/h. Por isso, tenha paciência, não dê farol alto, não buzine, não xingue. Muito melhor um caminhão que respeita esse limite que um em alta velocidade colocando todos em risco.

 

2 – Eles têm menos agilidade

Claro, afinal, são muito maiores. Por isso, se um caminhão começar uma manobra a sua frente, não aumente a velocidade para impedir que ele continue, não jogue o carro pra cima, apenas tenha paciência, já já ele volta pra pista dele, até porque, se ele for pego fora da faixa da direita sem um motivo, ele leva multa, então assim que ele terminar a manobra ou a ultrapassagem, ele deve voltar pra sua faixa, e você pode seguir sua viagem.

 

3 – Eles são mais altos

E, por esse motivo, as vezes, a faixa da direita pode ser um problema, principalmente quando as árvores da lateral da pista não são podadas corretamente. Aí, para não chocar o caminhão com algum galho, o motorista pode recorrer à faixa do meio. Por isso, quando um caminhão invadir a faixa do meio aparentemente sem motivos, dê uma olhada em volta antes de julgá-lo.

 

4 – Eles sentem mais os buracos da pista

E esse é outro motivo que faz com que eles, as vezes, fujam da faixa da direita, que costuma ser mais irregular. Se o motorista está arriscando tomar multa e andando na faixa do meio, ele deve ter um bom motivo pra isso, que também pode ser faixa da direita muito estreita, pedaços de outros veículos no acostamento e tantas outras coisas.

 

5 – Eles enxergam mais longe

Você pediu passagem (dando seta para a esquerda e não farol alto) e o motorista respondeu com seta pra esquerda também? Entenda o sinal. Ele não quer ultrapassar outro veículo antes de você. O mais provável é que ele, por ver mais longe, esteja vendo outros veículos vindo na direção contrária e está te sinalizando que se você fizer a ultrapassagem agora, pode se envolver em um acidente. Quando ele der seta para a direita, aí estará indicando que o caminho está livre.

 

6 – Eles, provavelmente, estão dirigindo há horas

E podem estar cansados, sob pressão. Podem ter sido desrespeitados pelo encarregado, porteiro, carregador, policial, e por isso podem estar estressados. A atividade de motorista de caminhão é uma das que mais causa adoecimento no Brasil, por isso, tenha paciência, não provoque, não xingue, respeite essa atividade.

 

7 – Eles estão levando a mercadoria que você vai usar

Se você acha que caminhões atrapalham o trânsito, então imagine você tendo que ir na horta buscar suas verduras e legumes, na roça buscar seu arroz, no pasto buscar sua carne e até pro Pará buscar seu açaí, será que dá? Não, não dá. Então, se você ajuda a provocar um acidente com um caminhão, é a sua mercadoria que não vai chegar ou que chegará mais cara.

 

8 – Eles são ainda mais lentos na subida

Você está vindo tranquilamente atrás de um caminhão a 90km/h, aí começou uma subida e a velocidade do caminhão caiu pra 60km/h. O que você faz? Sair pela esquerda no momento mais seguro é a melhor opção. Não é porque o motorista quis. Ele bem que preferiria continuar a 90, mas a maior parte de nossos caminhões são antigos e podem perder até 50% da sua velocidade numa subida. Por isso, não fique bravo, se vir que lá na frente tem uma subida, já saia de trás do caminhão antes ou diminua sua velocidade, evitando batidas traseiras ou colisões laterais ao tentar ir pra esquerda quando já estiver em baixa velocidade.

 

9 – Eles têm mais pontos cegos

Pense nos pontos cegos do seu carro, que tem mais ou menos uns 4 metros de comprimento. Agora imagine um caminhão com 15m. Os pontos cegos são muito maiores. Existe uma regra que ajuda muito os motoristas de carro: se você consegue ver o condutor de um caminhão, ele também consegue te ver. Ou seja, se você colar na traseira de um caminhão, não verá o condutor, aí ele também não te vê e um acidente pode acontecer (sem falar que é obrigatório por lei manter distância segura do veículo da frente). O mesmo vale para quando você estiver na lateral do caminhão ou quando ultrapassá-lo, não volte para a faixa colado nele, dê espaço para ter certeza que o caminhoneiro te viu entrando na frente dele.

 

10 – Eles precisam de (muito) mais espaço para frear

Você está trafegando a 80km/h e decide que é um bom momento para ultrapassar um caminhão. Dá uma olhada rápida e vê que tem um espaço entre os dois caminhões a sua frente. Acelera, passa o caminhão, entra na frente dele e freia para não colidir com o da frente. Freia na certeza que o caminhoneiro vai frear também. Mas o que muita gente não sabe é que enquanto um carro comum, a 80km/h, precisa de mais ou menos 40 metros para frear, um caminhão com 40 toneladas de carga precisa de 98 metros para parar, já um com 60 toneladas vai precisar de 108 metros. E tudo isso ainda pode variar de acordo com as condições da via, o tipo de carga carregada, a tecnologia do caminhão e tantas outras variáveis que fica muito difícil para o motorista de carro avaliar tudo isso em milésimos de segundo, quando decide ultrapassar. Por isso, só ultrapasse quando tiver certeza que é seguro.

 

Bônus: Eles são, em sua maioria, gente boa

Todo mundo tem uma história pra contar de um caminhoneiro que fez uma besteira na estrada, mas todo mundo também tem uma história de médico ruim, eletricista ruim, garçom ruim e por aí vai, ou seja, em todas as profissões tem gente boa e gente ruim. Sempre que você vir um caminhão fazendo loucura na pista, olhe em volta e veja quantos outros estão andando corretamente. Quem anda corretamente não chama atenção, por isso ficamos com a impressão que motorista de caminhão “é tudo louco”, mas não são. Use a experiência e perícia que eles têm. Comunique-se com eles no trânsito de forma amigável e verá como eles podem contribuir para uma relação mais segura e tranquila no trânsito.

Autor: Paula Toco
Fonte: http://www.penaestrada.com.br

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A sensação de PODER incorporada pelos motoristas parece ser algo irremediável, em especial os condutores de carreta, caminhão e ônibus que, neste caso, veem sua supremacia, no trânsito, do tamanho do seu veículo – algo do tipo: Eu sou maior, eu posso mais!

Antes de qualquer coisa, quero dizer que este texto não tem a finalidade de denegrir ou pormenorizar a classe de motoristas profissionais, mas pontuar vícios comportamentais repudiáveis que têm colocado em risco a segurança no trânsito e que, portanto, precisam ser tratados e corrigidos com a máxima urgência.

Começo apontando o desrespeito em relação aos motociclistas. Ao transitar por rodovias, não é incomum ver motoristas iniciarem ultrapassagens mesmo com um motociclista vindo em direção contrária. Chega me causar assombro ver o coitado ter que se deslocar totalmente para o acostamento numa clara tentativa de fuga do perigo que se aproxima em alta velocidade.

Também é comum ver o motociclista sendo pressionado por alguém colado na sua traseira à forçar uma ultrapassagem. Certa vez, ministrando um treinamento para “motoristas” de uma empresa, um dos alunos se mostrou inconformado com o fato dos motociclistas não se deslocarem para o acostamento para lhe dar passagem. Ou seja, pelo pensamento deste aluno, o motociclista, por estar num veículo de menor porte, tem a obrigação de sair da frente pra ele passar.

Tudo isso sem falar dos feixes de faróis altos, à noite, contra os olhos destes condutores. Só quem pilota uma motocicleta à noite sabe o quanto isso atrapalha e é perigoso. O descontrole com a moto pode acontecer numa fração de segundos e o acidente torna-se inevitável.

Do mesmo modo, agem os caminhoneiros e carreteiros em relação aos automóveis. Pressionam para ultrapassar em locais não permitidos ou que não ofereçam condições seguras; Entram ultrapassando mesmo quando vem um automóvel em sentido contrário; e por aí vai…

Numa outra oportunidade, também em treinamento com motoristas, foi levantada aquela velha questão do automóvel que entra ao lado do veículo de grande porte, quanto este abre para fazer uma conversão. Um dos alunos logo repudiou a ação (perigosa) do motorista do automóvel e disse que se fizer isso com ele que passa por cima e alegou: “De motorista imprudente a gente não deve ter dó”. Fiquei estarrecido com esta declaração… e então retruquei: “Já pensou que pode NÃO ser imprudência, mas inexperiência”? Afinal, quantos motoristas, ainda com a sua Permissão para Dirigir são colocados no trânsito sem ter passado por este tipo de situação!

Por fim, quero trazer mais um exemplo, este vivenciado por mim numa situação cotidiana no trânsito. Ao me aproximar de um trevo, o motorista de um ônibus avançou a placa de parada obrigatória projetando, acintosamente, seu grande veículo contra meu automóvel. Na iminência do acidente, ambos freamos e, por Deus, o pior não aconteceu. O motorista do ônibus, ao mesmo tempo que freava, acionava a buzina com toda a força.

Na intenção de justificar o ocorrido, não tive outra alternativa, senão lhe mostrar a placa que ele acabara de avançar. Sabe qual foi a resposta que ouvi? “Estou num veículo grande e não dá pra parar…” – fiquei a pensar: é… quer dizer, então, que seu eu também vier, de lá pra cá, noutro veículo grande, o acidente vai acontecer. Afinal, eu também não vou conseguir parar…”.

Assim, concluo trazendo alguns trechos do Código de Trânsito Brasileiro que têm relação com as situações acima exemplificadas:

Art. 29 § 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

Art. 191. Forçar passagem entre veículos que, transitando em sentidos opostos, estejam na iminência de passar um pelo outro ao realizar operação de ultrapassagem:
Infração – gravíssima; Penalidade – multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir.

Art. 208. Avançar o sinal vermelho do semáforo ou o de parada obrigatória:
Infração – gravíssima; Penalidade – multa.

Art. 223. Transitar com o farol desregulado ou com o facho de luz alta de forma a perturbar a visão de outro condutor: Infração – grave; Penalidade – multa; Medida administrativa – retenção do veículo para regularização.

Com esta análise, espero que possamos nos sensibilizar e entender que a prepotência, no trânsito, custa vidas e vidas são INEGOCIÁVEIS.

Vamos mostrar, pelas nossas ações e comportamentos, porque somos motoristas profissionais. Faça valer a velha máxima, tanto proferida por aqueles que se consideram grandes motoristas: “Eu dirijo para mim e para o outro”. Que assim seja!

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Até Quando?

O trânsito brasileiro está mergulhado num caos, aparentemente sem solução, enquanto os órgãos responsáveis insistem em viver num “mundo paralelo” aonde tudo parece estar às mil maravilhas.

Dentre os vários problemas existentes, destaca-se o elevado e crescente número de acidentes envolvendo motociclistas, geralmente com consequências graves e lesões irreversíveis. São bilhões, isso mesmo, BILHÕES de reais gastos anualmente com as vítimas destes acidentes.

Vivemos uma epidemia, cuja vacina está nas mãos dos nossos representantes estatais, em especial, das Câmaras Temáticas – órgãos de apoio técnico, vinculados ao Contran – que têm a finalidade de apresentar soluções para a elaboração de normas que contribuam para a melhoria e segurança do trânsito.

Hoje, 26 de julho de 2017, foram publicadas, no Diário Oficial da União (DOU), seis novas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) trazendo algumas alterações e também novidades acerca da normatização do trânsito.

Confesso que a cada leva de novas regulamentações minhas esperanças se renovam e logo penso: Agora sim, alguma providência será tomada para amenizar esta crise vivida no trânsito.  Mas ao ler tais dispositivos, minha euforia se esvai tão instantaneamente quanto algodão doce na boca.

Duas destas novas resoluções tratam de assuntos relacionados ao trânsito de motocicletas. Mas, ao invés de “soluções”, o que se pôde observar foi a exigência de uma lista de novos parâmetros para os equipamentos nas motocicletas que SÓ servirão para onerar os cidadãos e gerar multas àqueles que não se adequarem, nada de efetivamente relevante para a solução dos problemas existentes.

Para os educadores e formadores de condutores, mais trabalho de leitura e acúmulo de conhecimentos inúteis; para os motociclistas, mais exigências e gastos desnecessários; para os usuários do trânsito, em geral, o conformismo com a insegurança; e para o Estado, mais meios de arrecadação.

O pior de tudo é que a sociedade adotou esta tragédia vivida no trânsito como sendo algo natural. Famílias ficam órfãs de seus entes, mortos em acidentes; pessoas ficam entrevadas em cadeiras de rodas ou totalmente paralisadas em seus leitos e tudo parece tão normal. É a principal causa de morte entre pessoas de 14 a 29 anos – jovens com uma vida inteira pela frente, se vão deixando suas famílias à dor da perda inesperada e traumática.

São mais de 42 mil óbitos (média anual) no trânsito brasileiro. Isso equivale a 600 quedas de aviões como o da Chapecoense. Acho que todos se lembram do quanto aquele acidente foi noticiado. Imagine toda a imprensa divulgando aquela tragédia seiscentas vezes em um único ano!

Não podemos mais aceitar tudo isso de braços cruzados. Ontem foi um desconhecido; hoje é seu vizinho; amanhã poderá ser seu ente querido OU VOCÊ!

Vamos nos mobilizar. Se as redes sociais são a “boca do povo”, então vamos usá-las para propagar a nossa indignação. Não podemos perder o senso do que é ou não normal. O que estamos vivendo é uma TRAGÉDIA e deve ser sempre considerada como tal.

Por providências significativas, pelos órgãos de trânsito e seus representantes, eu digo #AcidenteNoTrânsitoNãoÉnormal

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Por que é tão difícil respeitar as leis de trânsito?

Apesar do título desse texto mencionar a lei de trânsito, o conteúdo será um pouco diferente daquilo que costumo escrever que é legislação de trânsito. O foco dessa vez é o comportamento dos usuários do trânsito, em especial dos condutores que simplesmente desrespeitam a lei como fosse algo natural e isso sem dúvidas coloca em risco a segurança viária. Talvez a pessoa mais indicada para escrever o texto fosse um psicólogo (a) com conhecimento de trânsito, mas mesmo sem ter formação ou intimidade com a área, farei minhas considerações.

É de se lamentar uma cena comum nas vias públicas espalhadas pelo país, condutores descumprindo as normas de trânsito que visam justamente garantir o ordenamento do trânsito de veículos e consequentemente a segurança de todos.

Foram várias as vezes em que estava parado no semáforo e alguns condutores ignoravam a ordem de parar, olhavam para os dois lados e como não havia fiscalização no local decidiam avançar, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. De repente o errado na história era quem ficou parado “perdendo tempo” naquele local.

Outro fato que me chama a atenção é o que ocorre em determinada rua que passo praticamente todos os dias. O trecho é de sentido único e existe placa de proibição de estacionamento no lado esquerdo, que por sinal tem vários estabelecimentos comerciais. Sabe o que as pessoas que vão nesses locais fazem por puro comodismo? Estacionam no local proibido, claro! Afinal de contas, é “rapidinho”. Para piorar ainda mais a situação acionam o pisca alerta e pensam estar invisíveis aos olhos da fiscalização. Como diria um amigo: “são os super poderes do pisca alerta”.

Essas são duas situações que vejo acontecer diariamente. Se fosse narrar todos os absurdos que ocorrem, certamente precisaria de muito tempo escrevendo e apontando os problemas.

Honestamente me pergunto qual a dificuldade de cumprir a lei? Quase tudo no Brasil tem que ser estabelecido através de lei, inclusive a obrigatoriedade de se utilizar o farol baixo dos veículos nas rodovias durante o dia. A polêmica se iniciou quando a Lei nº 13.290/16 entrou em vigor no início de julho de 2016. Algo tão simples que certamente ajudaria na visualização de outros veículos com uma distância maior foi alvo de diversas discussões e questionamentos, inclusive judicial.

Tenho percebido que a preocupação de alguns condutores é em relação aos novos valores das multas que foram reajustados desde o último dia 01/11/2016 quando a Lei nº 13.281/16 entrou em vigor. Ao ouvir um amigo reclamar do aumento e do quanto isso era absurdo, indaguei: qual o problema nisso, pretende cometer alguma infração? Penso que os condutores que respeitam a lei não devem se preocupar com isso, porque não terão multa para pagar.

Nesse momento recomeça aquele velho discurso da “indústria da multa”, que os Agentes de Trânsito têm por objetivo exclusivo punir e deveriam somente educar, que a mudança na lei ocorreu com o intuito de arrecadar etc. Minha definição sobre indústria da multa é a seguinte: “é uma desculpa criada por condutores infratores para justificar seus erros no trânsito”. Ainda que se admitisse tal absurdo, existe uma receita simples para acabar com isso, que é a educação, o respeito às normas de trânsito. Além do mais, a atividade típica do Agente é fiscalizar e autuar quando flagrar uma irregularidade sendo praticada, conforme prevê o art. 280 do CTB.

Acredito que para mudar esse cenário de desrespeito e de acidentes é preciso implantar a educação para o trânsito nas escolas, assim como determina o art. 76 do Código de Trânsito Brasileiro. Se houvesse um trabalho nesse sentido, preparando desde cedo os futuros condutores, certamente teríamos um trânsito mais humano no futuro. É de se lamentar a falta de vontade política nesse aspecto, é inadmissível milhares de acidentes e mortes todos os anos por imprudência e falta de educação dos condutores.

Confesso que por mais que eu me esforce não consigo entender o porquê de todo esse desrespeito, de ignorar regras que visam a proteção daquele que as descumpre. Não resolve nem mesmo quando pesa no bolso, e isso está mais do que provado, pois a multa por dirigir sob influência de álcool custa atualmente R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por doze meses. Mesmo assim as pessoas vão continuar bebendo e dirigindo, como se não existisse desrespeito à lei, como se tudo fosse culpa da indústria da multa.

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Você é um bom motorista? Faça o teste.

Ao perguntar para qualquer pessoa se ela dirige bem, a resposta certamente será um SIM bem sonoro. Mas, a propósito, o que define um “bom motorista”? Alguns diriam que bom motorista é aquele que dirige respeitando as leis de trânsito; outros, talvez digam que é aquele que tem experiência ao volante; ou então aquele que conduz seu veículo com segurança…

Com base em alguns conceitos técnicos e práticos resolvemos criar um TESTE com 5 perguntas para saber SE VOCÊ É UM BOM MOTORISTA, topa? Então atenção às três regrinhas básicas:

  • Não vale pesquisar na internet. Para ter um resultado autêntico, limite-se a responder conforme os seus conhecimentos e experiência;
  • Você vai ler as perguntas e anotar as respostas em algum lugar para comparar com o gabarito que está ao final das perguntas;
  • Deixe suas respostas na caixa de comentários deste post. Mas tem que ser sincero.

Preparado? Então mãos à obra:

 

01. Qual a mensagem passada nesta placa?

a) Que você está numa via de mão dupla
b) Que você está numa via de mão única
c) Nesta via é proibido circular em qualquer dos sentidos

 

02. Conforme a legislação de trânsito, quem deve passar primeiro, nesta situação?

a) Veículo azul
b) Veículo laranja
c) Qualquer um dos dois

 

03. Imagine que este veículo está imobilizado aguardando a abertura do semáforo enquanto seu condutor resolve verificar as mensagens do WhatsApp. Essa conduta é infração?

a) Sim, é considerada infração de trânsito
b) Não é infração de trânsito, porque o veículo está parado ao semáforo
c) Depende da interpretação do guarda

 

04. Em caso de imobilização no leito viário, por motivo de pane no veículo, a legislação de trânsito regulamenta que se ligue o pisca-alerta e coloque o triângulo de segurança a uma distância mínima de:

a) 10 metros
b) 30 metros
c) 50 metros

 

05. Na intenção de imobilizar o veículo, como deve o condutor proceder com os pedais?

a) Pisar na embreagem e depois no freio
b) Pisar no freio e embreagem ao mesmo tempo
c) Pisar no freio e depois na embreagem

 

RESPOSTAS

01 b, 02 b, 03 a, 04 b, 05 c

► Nenhum acerto – Melhor colocar um aviso no seu carro “MANTENHA DISTÂNCIA”.
► Um acerto – Seu caso é grave. Você precisa urgentemente rever seus conceitos como motorista.
► Dois acertos – A coisa não está boa para você. Procure aprimorar-se na condução do veículo.
► Três acertos – Você pode ser considerado um motorista regular. Mas não se acomode.
► Quatro acertos – Parabéns! Você está acima da média dos motoristas brasileiros.
► Cinco acertos – Excelente! Você é uma espécie rara, no trânsito.

 

Respostas comentadas

01 – Trata-se de uma placa de advertência que alerta o condutor que logo adiante a via passará a ter fluxo de veículos nos dois sentidos. Isso quer dizer que no momento em que o condutor vê a placa ele está numa via de mão única.

02 – Por se tratar de um cruzamento sem sinalização regulamentadora, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a preferência será daquele que se aproximar pela direita do outro condutor. Se você entende que o laranja perde a preferência porque vai mudar de direção, melhor se atualizar!

03 – O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) considera que o uso do celular não pode ocorrer durante a condução do veículo, nem mesmo em caso de imobilização temporária. Portanto, se o agente de trânsito te flagrar imobilizado ao semáforo, utilizando-se de aparelho celular você será autuado pelo cometimento de infração gravíssima.

04 – Poucos são os condutores que conhecem esta regra, mas a resolução 36/98 do CONTRAN estabelece 30 metros de distância mínima para colocação do triângulo de segurança, em caso de imobilização de emergência no leito viário. O condutor ainda deverá se atentar para situações adversas (chuva, noite, curvas, alta velocidade do fluxo…) que possam oferecer risco aos demais usuários e, neste caso, aumentar a distância.

05 – Com medo de deixar o veículo apagar o motor, muitos motoristas pisam primeiro na embreagem e depois no freio, quando querem parar. Todavia, este procedimento é incorreto, pois ao acionar a embreagem o veículo perde a capacidade de freio motor e sobrecarrega os freios. Com isso, além de aumentar a distância e o tempo de frenagem, a estabilidade do veículo pode ficar comprometida e o risco de acidente aumenta consideravelmente.

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